quinta-feira, 19 de abril de 2007

Puxa-saquismo oficial

Notas, impressões, versões e alguma verdade
O Diário da Manhã às vezes surpreende com reportagens teoricamente contra o goveno estadual - o que não tem sido uma prática comum no jornal. Na edição de hoje, matéria de Wellington Carlos mostra a opinião de 40 "líderes" goianos sobre o governo de Alcides Rodrigues. A reportagem é "ousada" porque abre espaço para críticos ferrenhos do atual goveno, como os presidentes do Sindicato dos Servidores da Saúde, Maria de Fátima Veloso, e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Domingos Pereira. Por outro lado, me espantou o cinismo de alguns, que deveriam abandonar os interesses políticos e deixar clara a situação do estado, que, como todos sabem e podem ver, está um caos. Abaixo, apenas três dos muitos exemplos:
Antinarbe Assunção (presidente do Sindicato dos Servidores Públicos): "É início de governo. Falta definir o secretariado, mas mantém o cronograma". É muita cara-de-pau. Será que o senhor Antinarbe está satisfeito com atrasos de até 20 dias no pagamento dos salários dos servidores que representa?
Francisco Lucas (presidente do DCE da UEG): "É muito cedo para avaliar. Mas queremos que o governo eleja a UEG como prioridade". Ora, meu caro, por acaso você não sabe que professores e estudantes da UEG estão em greve conjunta há um mês devido ao descaso do goveno com a instituição, o que já rendeu, inclusive, três editoriais no Popular, jornal também geralmente comportado em relação ao estado, com críticas a Alcides?
Alex Araújo (presidente do Sindicato dos Servidores da UEG): "Apesar das dificuldades enfrentadas, acredito que ele está no caminho certo". Idem.
Não é de se admirar que líderes classistas elogiem o governo, mesmo na situação quase insustentável em que Goiás se encontra, afinal, existem interesses políticos e comerciais envolvidos. Agora, representantes de entidades que deveriam defender os interesses de seus representados se prestarem a um serviço desses, faça-me o favor. Vergonha na cara não faz mal a ninguém.
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