terça-feira, 22 de outubro de 2013

Um elogio a Reinaldo Azevedo

Rápido, façam um print screen desta página. Este post pode se desintegrar em pouco tempo. Também pode ser negado no futuro. Mas devo admitir que, após ler integralmente pela primeira vez um texto do Reinaldo Azevedo - o da Paula Lavigne e suas biografias -, reduzi minha rejeição a este senhor de 100% para 97,43%.

Concordar com Reinaldo nesse texto, confesso, é muito fácil, afinal, apenas Lavigne, Roberto Carlos e meia dúzia de artistas - Chico já caiu fora - defendem a censura prévia de biografias, um instituto que, dizem, só existe no Brasil, falando-se de regimes democráticos. O problema é passar a concordar também com outros pontos de vista do colunista. Isso, sim, é assustador.

Nunca havia lido (um texto completo de) Reinaldo Azevedo por um hábito que adotei: não me aborrecer gratuitamente. Se não gosto, não acredito ou me incomodo com ideias idiotas, por que ler? Mas o fato é que, depois do texto sobre as biografias despi-me de meus preconceitos e engatei na leitura. E fui concordando com uma linha aqui, uma ideia acolá.

(Em relação à Veja, definitivamente, não há mais como conferir credibilidade à revista depois de tantos flagrantes de distorção de notícias e mentiras publicadas, muitas apontadas aqui)

Reinaldo Azevedo tem um poder de argumentação como poucos. Enxerga o que muitos não conseguem ver. E tem uma retórica que exige malabarismos para ser rebatida. Mas também tem seus fantasmas: em tudo coloca o PT, inclusive onde o PT não está. E defende um conceito de liberdade acima de tudo que, a meu ver, conflita com sua pose de legalista. Afinal, para viver em sociedade, mesmo a limpinha de Azevedo, é preciso respeitar a coletividade.

Nenhum homem é uma ilha, não é mesmo? Nem Reinaldo Azevedo.
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