terça-feira, 24 de novembro de 2015

Reação pública - e de seus próprios jornalistas - faz La Nación renegar o próprio editorial

Jornalistas protestam na Redação contra editorial (Foto: Rodrigo Néspolo)
Ao comemorar a vitória do oposicionista Mauricio Macri nas eleições presidenciais argentinas, o jornal La Nación publicou um editorial nesta segunda-feira defendendo o fim dos julgamentos e prisões de militares responsáveis por crimes durante a ditadura vizinha. Intitulado No más venganza, o artigo compara os grupos de esquerda que atuaram no país nos anos 1970 aos terroristas que provocaram a tragédia em Paris no último dia 13, além de pedir respeito aos direitos humanos dos militares presos por tortura, assassinatos e outros crimes.

O revés ao editorial começou nas redes sociais, passou por uma senadora citada no texto que desautorizou as palavras atribuídas a ela, chegou aos meios políticos e terminou com uma foto de repúdio em sua própria redação pela maior parte dos jornalistas do veículo.

Sentindo o golpe - sem trocadilhos - hoje o La Nación publicou matéria citando a repercussão negativa, inclusive dentro de sua própria redação, pedindo desculpas à senadora citada erroneamente e praticamente desmentindo seu próprio editorial. É a nova relação entre imprensa e opinião pública, que agora tem mão dupla.
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