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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Depois de invadir casa errada, polícia de Caiado mente sobre prisão de advogada

Policial aponta arma para família
Acuada pela repercussão nacional negativa da desastrosa e despreparada invasão de um imóvel em Aparecida de Goiânia na semana passada, a Polícia Civil de Goiás emitiu uma nota em que tenta, sem sucesso, justificar a ação. De acordo com a corporação, há ligação entre o verdadeiro alvo do mandado de prisão, a advogada Jennifer Nayara e "a casa objeto da busca e a pessoa que se buscava prender, tanto o é que, esta foi presa em frente à residência citada no mandado judicial", o que é mentira.

A propósito, a própria nota desmente a tese, já que afirma que Jennifer foi presa "em frente à residência" invadida ilegalmente na madrugada. Conforme provou o G1 em vídeo, Jennifer mora na casa ao lado e foi ao local justamente verificar a confusão, quando soube que era o alvo do mandado e se entregou voluntariamente.

Jennifer presa ao verificar confusão na vizinha
Seu advogado também alegou que desconhece qualquer relação de sua cliente com a família vítima do despreparo e da truculência, a não ser o fato de serem vizinhas. 

Portanto, cuidado, cidadão: para a polícia de Ronaldo Caiado (UB), se seu vizinho for um criminoso, sua casa passará a ser considerada como imóvel "cúmplice" do crime.

Vale ressaltar que uma das policiais que invadiram a casa errada apontou uma arma para o rosto e agarrou pelo pescoço uma mãe que tentava proteger o filho bebê, aterrorizado pela invasão.

Tempos sombrios em Goiás.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Presos empresários e ex-funcionário da Copel envolvidos em fraude milionária


Delegado Renato Bastos Figueiroa dá detalhes do caso (F: SESP)
Dois empresários e um ex-funcionário da Copel foram presos nesta segunda-feira (5) suspeitos de envolvimento numa fraude milionária. O trio foi alvo da “Operação Curto Circuito” deflagrada pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), unidade da Polícia Civil do Paraná. Além deles, cinco outros empresários foram conduzidos coercitivamente - quando são levados para prestar depoimento.

Durante a ação policial, que aconteceu nas cidades de Cascavel (Oeste), Laranjeiras do Sul (Centro-Oeste) e Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), foram apreendidos documentos e aparelhos celulares. Ao todo foram cumpridos dez mandados, sendo três de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e dois de busca e apreensão.

AUDITORIA DA COPEL - A investigação, que levou um ano, começou após uma auditoria feita pela própria Copel, que identificou diversas irregularidades em contratos da estatal com várias empresas. A partir daí, a Copel comunicou a polícia e iniciou o processo interno que culminou com a demissão do funcionário.

A fraude investigada pelo Nurce tinha participação direta de Wellington Cesar Nunes, ex-funcionário da Copel. Era ele o fiscal dos contratos das empresas com a Copel. De acordo com a investigação, Nunes aumentava propositadamente os valores a serem pagos às empresas, por intermédio da falsa prestação de informações, fazendo com que elas recebessem um valor maior do que o realmente devido. O prejuízo contabilizado é de R$ 7 milhões. A Copel entrou com uma ação na justiça para reaver os recursos públicos desviados.

“Essas empresas eram contratantes, prestadoras de serviços para a Copel. São serviços complexos, de instalações de postes, por exemplo. Na análise da auditoria comprovou-se que o funcionário, em conluio com os empresários, dizia que foi feito a mais. Na quebra do sigilo bancário, comprovamos transferências bancárias dessas empresas para o funcionário”, explicou o delegado-titular do Nurce, Renato Bastos Figueiroa.

Além de Nunes, foram detidos ainda Rodrigo Sonda, administrador das empresas Acezza e Dipel, e Gilson Roberto Sandri, da Hagil e da própria empresa que leva o seu nome. O ex-funcionário da Copel e Sonda foram presos em Cascavel e Sandri em Pinhais. Os detidos vão responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva.

“Agora vamos tomar o depoimento das pessoas presas e conduzidas coercitivamente para prosseguir na investigação”, disse o delegado-adjunto do Nurce, Gustavo Mendes Marques de Brito.

CONTRATOS – O Nurce investigou 12 contratos firmados pela Copel chegando a sete empresas: Acezza Montagens Elétricas Ltda; Dipel Construções Elétricas e Civis Ltda; Eletro Cardoso; Eletro Instaladora Getel Ltda; Gilson Roberto Sandri & Cia Ltda- ME; Hagil Serviços Elétricos Ltda; ME e Selgo Serviços Elétricos Ltda. Além do trio que foi detido na operação, os responsáveis pelas empresas foram conduzidos coercitivamente.

Com apoio do Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Paraná, o Nurce constatou movimentação de recursos na conta bancária de Nunes totalmente incompatível com os vencimentos declarados. Relatório feito pelo laboratório revela que entre 2012 e 2016, o ex-funcionário da Copel recebeu, na conta bancária, vultosas transferências de valores repassadas pelas empresas envolvidas na fraude.

Nos anos de 2013 e 2014, os gastos de Nunes foram quatro vezes maiores que os rendimentos dele, segundo relatório do laboratório. Foi em 2014 o ápice do esquema criminoso, quando 63% dos recursos recebidos pelo ex-funcionário foram transferidos pelas empresas investigadas.

As investigações do Nurce prosseguem agora no intuito de apurar a participação de outras pessoas na fraude.

Envolvidos em fraude milionária, empresários e ex-funcionário da Copel são alvos de operação do Nurce

Sete empresários e um ex-funcionário da Copel são alvos de uma operação deflagrada nesta segunda-feira (5) pelo Nurce (Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos), unidade da Polícia Civil do Paraná. Eles são suspeitos de envolvimento numa fraude de R$ 7 milhões.

A operação batizada como “Curto Circuito” cumpre 10 mandados judiciais, sendo três de prisão, dois de busca e apreensão e outros cinco de condução coercitiva – quando o investigado é levado para depor na delegacia. Entre os alvos de prisão estão dois empresários e o ex-funcionário da estatal.

A ação policial acontece nas cidades de Cascavel, Laranjeiras do Sul e Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e conta com 28 policiais do Nurce, Nuciber (Núcleo de Combate aos Cibercrimes) e das subdivisões das duas cidades do interior.

A investigação, que levou um ano, começou após uma auditoria feita pela própria Copel, que identificou diversas irregularidades em contratos da estatal com diversas empresas.
A fraude investigada pelo Nurce tinha participação direta do ex-funcionário da Copel – que era o fiscal dos contratos das empresas com a estatal. De acordo com a investigação, o funcionário aumentava propositadamente os valores a serem pagos às empresas, por intermédio da falsa prestação de informações, fazendo com que elas recebessem um valor maior do que o realmente devido. O prejuízo contabilizado é de R$ 7 milhões.

O Nurce, com apoio do Laboratório de Lavagem de dinheiro da Polícia Civil do Paraná, constatou movimentação de recursos do ex-funcionário da Copel totalmente incompatível com seus vencimentos declarados. Relatório feito pelo Laboratório revela que desde entre 2012 e 2016, o ex-funcionário da Copel recebeu, na conta bancária, vultosas transferências de valores repassadas pelas empresas envolvidas na fraude.

Da Assessoria