terça-feira, 20 de março de 2007

Um quase adeus ao jornalismo. Um quase adeus a Goiânia

Notas, impressões, versões e alguma verdade
Já há algum tempo, uns dois anos mais ou menos, tenho sentido que meu espaço de atuação como jornalista em Goiânia vem se reduzindo consideravelmente. Os motivos são variados mas garanto, sem falsa modéstia, que não se trata de falta de competência. Sei de muita gente que não consegue faze um "O" sentado na areia e que está aí, em rádio, tevê e jornal - nesse último caso, em menor número.
As empresas jornalísticas goianas, em sua maioria, são provincianas. Não aceitam qualquer tipo de crítica, nem mesmo um simples descontentamento com seu horário de trabalho - isso sem falar das questionáveis linhas editoriais. Tudo é motivo para portas fechadas. Como sempre dou pitacos por aí, mesmo que seja em mesa de bar, é até natural que meu espaço profissional encolha. Um simples comentário como o que fiz com o editor da coluna Imprensa do Jornal Opção, Euler Belém, essa semana - sem saber que meu e-mail seria publicado -, explicando que um repórter havia pedido demissão e que não teria sido demitido de um jornal, como a coluna citou, pode significar mais uma porta fechada.
Pode parecer exagero, mas não é. Coleciono exemplos disso. Mas há um outro motivo: minha própria falta de interesse por qualquer proposta de trabalho aqui em Goiânia. Nada me atrai mais e não sei se é apenas um cansaço momentâneo pelos três anos sem nem uma semana de férias ou uma mudança definitiva de rumo. Ou de cidade, ou de profissão.
Tenho considerado que talvez esse seja o momento que eu pensava jamais chegar: o de deixar Goiânia. Era pra isso ter acontecido nove anos atrás, de acordo com meu projeto de recém-formado. Com o passar do tempo, já havia praticamente decidido ficar mesmo por aqui, ainda que trabalhando em outras atividades. Essa hipótese não está descartada no futuro. Mas agora acho que preciso respirar. E aqui, principalmente no meio jornalístico, isso não me parece mais possível.
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