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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Dívida do goiano cresce quase 13% em 12 meses

(F: Valter Campanato/Agência Brasil)
Dados divulgados pela FCDL-GO (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás) e consolidados pelo SPC Brasil, o Serviço de Proteção ao Crédito, apontam que a inadimplência em Goiás cresceu 8,10% em novembro do ano passado, em relação a novembro de 2024.

O índice ficou abaixo da média brasileira, de 8,93%, mas foi o suficiente para pressionar as vendas no varejo goiano. "A primeira impressão é de que, apesar da grande movimentação nas lojas nos dias próximos ao Natal, o comércio sentiu que, em termos de faturamento, as vendas poderiam ser melhores. Foi significativo o volume de consumidores comprando à vista, mas as compras à prazo recuaram em comparação com anos anteriores", afirma Valdir Ribeiro, presidente da FCDL-GO.

O número de consumidores inadimplentes em Goiás cresce consecutivamente desde julho de 2024. Para Valdir, esse movimento pode ser explicado pela soma de múltiplos fatores, como inflação, altas taxas de juros e maior grau de endividamento das famílias. Para Valdir Ribeiro, mesmo com o aumento de 4% na renda média mensal dos brasileiros no 3º trimestre de 2025, em relação a igual período de 2024 (dado do IBGE), o consumidor inadimplente não tem conseguido colocar as finanças em ordem.

E os débitos estão se multiplicando. Exemplo disso é que, em novembro de 2025, cada goiano negativado devia em média R$ 5.303,93 (somando todas as dívidas). Em novembro de 2024, essa soma era de R$ 4.699,03 (uma elevação de quase 13% no período).

A maioria das dívidas vencidas dos goianos é devida para bancos (61,22%), outros segmentos da economia (12,27%), lojas do comércio (11,05%), concessionárias da água e luz (8,82%) e empresas de comunicação, como telefonia e internet (6,65%). Em novembro de 2025, cada consumidor inadimplente em Goiás tinha, em média, duas dívidas em atraso.