quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Ubes rechaça veto de Bolsonaro à distribuição de absorventes nas escolas

Rozana Barroso quer derrubada do veto (F: Divulgação)
Mais uma vez, Bolsonaro promove um ataque à vida, aos direitos e à saúde pública. Dessa vez, as mulheres e pessoas que menstruam em situação de vulnerabilidade são os principais afetados. 

O Projeto de Lei 4968/19 foi sancionado, mas com vetos perversos justo em dois itens: da distribuição de absorventes para as escolas públicas de ensino médio e de anos finais do ensino fundamental e para mulheres em situação de rua e na inclusão do mesmo na cesta básica. Os vetos foram publicados hoje (7) no Diário Oficial da União.

“Bolsonaro veta partes importantes e essenciais do 'PL da Pobreza Menstrual' e que oferecem sentido ao Programa. Recebemos na UBES relatos constantes de pessoas que menstruam que deixam de ir às escolas por falta de absorvente. O que o presidente faz novamente é atacar as mulheres e estudantes e mostrar o desprezo pela população”, comenta Rozana Barroso, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Rozana esteve presente na Câmara dos Deputados para construir e aprovar este projeto de lei. “Essencial para evitar ainda mais a evasão escolar de pessoas que menstruam, ainda mais neste período de crise econômica e de fome da população. Sabemos que o valor dos absorventes é impraticável para uma parte dos estudantes de baixa renda”, explica.

A UBES afirma que voltará ao congresso para derrubar o veto. “É preciso garantir a dignidade menstrual e lutar contra a evasão escolar. Não vamos aceitar mais este ataque”, concluiu a presidente.

Lembrando que o Congresso pode decidir manter ou derrubar vetos presidenciais. O prazo para essa avaliação é de 30 dias após a publicação do veto no Diário Oficial.

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