Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Cineasta documenta em série deficiências da prisão brasileira após percorrer 19 cadeias

Presídios, penitenciárias, carceragens de delegacias e celas de quartéis abrigam pouco mais de 748 mil presos provisórios ou condenados no Brasil (Infopen/2019). São espaços que, em condições normais de convivência, comportam metade desse contingente. A série “Retratos do Cárcere” percorreu 19 prisões entre 2017 e 2019 para documentar um sistema caótico, seletivo e ineficaz. A obra audiovisual estreia no dia 6 de agosto, às 20h30, no canal de TV por assinatura Prime Box Brazil.

A direção é da cineasta Tatiana Sager com roteiro de Renato Dornelles, gaúchos que assinam o longa-metragem “Central – O poder das facções no maior presídio do Brasil”, o terceiro documentário mais assistido no país em 2017, premiado internacionalmente. Em “Retratos do Cárcere”, a dupla lista 13 diferentes mazelas a partir do encarceramento em massa. Só nas duas últimas décadas, a população prisional brasileira triplicou (232.755 casos nos anos 2000), de acordo com o Departamento Penitenciário Nacional.

Assista ao trailer:

O superencarceramento em prisões precárias e fragilizadas tem sido combustível para o fortalecimento do crime organizado, tema do segundo e do terceiro episódios. A série resgata o surgimento e a expansão da Falange Vermelha (atual Comando Vermelho) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), além de grupos regionais. Todos são responsáveis por expressiva parcela dos crimes cometidos no Brasil, onde empregam mão de obra jovem para o tráfico de drogas e outros delitos. Essas organizações também estão presentes em países vizinhos.

Do quinto ao sétimo episódio, a narrativa acompanha o drama de quem, mesmo sem ter cometido crime, cumpre uma pena. São os familiares que enfrentam longas filas de espera para se submeter a revistas constrangedoras em dias de visitas. Para manter os laços conjugais, as mulheres praticam relações sexuais com os parceiros em ambientes precários, com pouca privacidade e condições de higiene. Os filhos enfrentam o distanciamento dos pais e sofrem com rótulos impostos pela sociedade aos familiares de presos.

LGBTQIA+, religiosos e trabalhadores são os grupos mais discriminados pela massa carcerária. Eles são segregados duplamente, uma vez que, além do aprisionamento, vivem em locais chamados de “seguros” dentro das prisões. O assunto é tema do oitavo, nono e décimo episódios. A homofobia sofrida nesses ambientes é mais perversa do que a existente fora dos muros e grades, o que inclui agressões e abusos. Religiosos são considerados traidores por optarem um caminho diferente das facções. Já os trabalhadores são vistos como aliados da guarda, por isso inconfiáveis.

Em meio a tantos problemas do sistema, surgem iniciativas que podem ser consideradas como uma luz no fim do túnel, tema do 11° episódio. Uma delas é o método Apac (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado). Criado em 1972 pelo advogado e jornalista Mario Ottoboni para evangelizar e dar apoio moral aos presos, a experiência, que tem como objetivo a humanização do cárcere, já é aplicada em mais de 100 prisões do Brasil e do Exterior, com altos índices de ressocialização e baixos custos.

O 12º capítulo debate o polêmico regime semiaberto que, de acordo com a lei, deveria servir de transição entre o fechado e a volta do apenado às ruas. A falta de estrutura e o descontrole, no entanto, fazem do regime uma ameaça a apenados, que sofrem com pressões, extorsões e tortura de parte de facções (quando não são mortos), e à sociedade, devido à facilidade com que presos saem dos estabelecimentos, cometem crimes do lado de fora e retornam sem serem notados. O episódio final aborda as dificuldades do recomeço e as ofertas para retomada da carreira criminosa.

“Retratos do Cárcere” foi filmado em presídios estaduais e federais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. É estruturado em imagens inéditas, incluindo o bastidor de rebelião ocorrida Penitenciária Estadual do Jacuí, localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre. Apresenta depoimentos e análises de especialistas, pesquisadores e profissionais do sistema de segurança pública e crime organizado do Brasil.  Assinam o audiovisual Panda Filmes e Falange Produções.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Filmes sobre caso Richthofen mostram versões contraditórias do crime. Veja o trailer

Um crime violento que chocou o país, duas versões. É o que mostra o trailer dos filmes “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou meus Pais”, que acaba de ser divulgado pela Galeria Distribuidora. Os dois longas são baseados nos autos do processo do brutal assassinato do casal Von Richthofen, ocorrido em 2002, na cidade de São Paulo.

O vídeo mistura cenas dos dois filmes, contrapondo as versões apresentadas por Suzane von Richthofen (Carla Diaz) e Daniel Cravinhos (Leonardo Bittencourt) durante o julgamento. Tudo embalado ao som de uma versão exclusiva da música “Love Will Tear us Apart”, do grupo britânico Joy Division, com performance de Manu Pinto.

A ideia de fazer dois filmes com versões diferentes da história surgiu durante a leitura do processo, que apontou pontos divergentes nos relatos apresentados pelo casal de ex-namorados. Os dois roteiros são assinados por Ilana Casoy (autora de “Casos de Família: Arquivos Richthofen”) e Raphael Montes. A direção leva a assinatura de Maurício Eça.

Os filmes têm também no elenco Leonardo Medeiros (Manfred von Richthofen), Vera Zimmermann (Marísia von Richthofen), Debora Duboc (Nadja Cravinhos), Augusto Madeira (Astrogildo Cravinhos), Allan Souza Lima (Christian Cravinhos) e Kauan Ceglio (Andreas Von Richthofen). A produção é da Santa Rita Filmes em coprodução com a Galeria Distribuidora e o Grupo Telefilms.
A estreia simultânea em todo o Brasil está marcada para 2 de abril.

Sinopse:

Em 2002, o casal de namorados Suzane von Richthofen e Daniel Cravinhos chocou o Brasil ao se declararem culpados pelo brutal assassinato dos pais de Suzane. Ao longo do julgamento deles, esse caso é revisitado em busca de respostas sobre os motivos do casal para cometer essa atrocidade. Um drama de crime real sobre um dos casos de assassinato mais chocantes do Brasil. Lançados simultaneamente, os dois filmes mostrarão pontos de vista opostos dos assassinos.

(*) Da assessoria

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Ingressos para a pré-estreia do filme do Alex no Couto Pereira já estão disponíveis


Já estão disponíveis os ingressos para a pré-estreia do filme Alex Câmera 10 que acontecerá no dia 11 de outubro (sexta-feira) às 19h30 no estádio Couto Pereira. Eles podem ser adquiridos on line pelo site ingressos.coritiba.com.br ou fisicamente na Central de Sócios do Coritiba e nas bilheterias nos três próximos jogos do Coxa no Couto Pereira, diante do CRB (21/09); Cuiabá (28/09) e Guarani (08/10). Serão apenas quatro mil lugares comercializados.

Os sócios terão preço diferenciado, R$ 20,00, enquanto os demais pagarão R$ 25,00 + um quilo de alimento. Haverá ainda a opção de ingresso de camarote individual ou em grupos com preços a partir de R$ 70,00, para sócios R$ 100,00 para não sócios.

A partir do dia 24 de outubro, o documentário será exibido em Curitiba (Itaú Cinemas e Cineplus); Londrina (Cine Lumiere), Porto Alegre; São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (Itaú Cinemas) e Belo Horizonte (Cine Belas Artes).

O documentário Alex Câmera 10 é um filme de Adriano Rattmann e Cauê Serur e conta com um elenco recheado de personagens importantes do futebol brasileiro e turco, onde Alex reinou por oito anos.

Ex-técnico de Alex no Fenerbaçe, Zico definiu Alex como um jogador que Deus privilegiou. “Ele tem uma noção de tempo e espaço maior que a maioria dos jogadores”.

Principal parceiro de Pelé no Santos, Pepe treinou Alex no início da carreira. “Uma das melhores pernas esquerdas do futebol mundial em todos os tempos”.

O jornalista Juca Kfouri declarou: “Alex é, talvez, o último dos moicanos. Um jogador que sempre foi capaz de homenagear o futebol com sua sutileza e categoria”.

Ídolo do Athetico Paranaense, o ex-jogador Sicupira apontou Alex como o maior jogador paranaense da história. “Eu joguei mais ou menos na mesma posição do Alex e por isso posso dizer que foi o maior do Paraná”.

A distribuição do filme Alex Câmera 10 teve investimento do FSA/BRDE/Ancine e Estado do Paraná.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Rodrigo Faro viverá Silvio Santos no cinema

Rodrigo Faro será Silvio no cinema (Reprodução SBT)
O apresentador Rodrigo Faro foi o escolhido para viver o maior comunicador brasileiro, Silvio Santos, no cinema. Com roteiro de Newton Cannito e Anderson Almeida, o longa terá como fio condutor a conversa de Sílvio Santos com o rapaz que o sequestrou em 2001, onde o apresentador relembra sua vida desde que começou a trabalhar como camelô.

O projeto é resultado da união das produtoras Moonshot Pictures, Maristela Filmes, FJ PRODUCTIONS e Ricardo Scalamandré. O longa, dirigido por Maurício Eça, começa a ser filmado em janeiro de 2019.

Sinopse
Em agosto de 2001, 12 horas após a soltura do sequestro de sua filha Patrícia Abravanel, Silvio Santos enfrentou a mais surpreendente e desafiadora de tantas batalhas pela sobrevivência. Tendo a casa invadida por um sequestrador, o homem mais popular da televisão brasileira viveu sete horas sob ameaças de morte. Neste dia, diante deste único espectador, relembrou sua vida desde quando ainda era apenas Senor Abravanel. O filme acompanha as histórias do menino que aos 14 anos começou a trabalhar como camelô; do rapaz que descobriu rapidamente a vocação comercial e para o contato com o público; do homem que no rádio fez sua escola como apresentador, cresceu como empresário e ganhou espaço na televisão.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Liberado trailer de Pet Sematary, baseado em livro de Stephen King

A Paramount Pictures acaba de divulgar o trailer e o cartaz do filme Cemitério Maldito (Pet Sematary), dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, que estreia dia 4 de abril de 2019. Baseado no livro de Stephen King, o longa conta a história do Dr. Louis Creed (Jason Clarke), que, depois de mudar com sua esposa Rachel (Amy Seimetz) e seus dois filhos pequenos de Boston para a área rural do Maine, descobre um misterioso cemitério escondido dentro do bosque próximo à nova casa da família. Quando uma tragédia acontece, Louis pede ajuda ao seu estranho vizinho Jud Crandall (John Lithgow), dando início a uma reação em cadeia perigosa que liberta um mal imprevisível com consequências horripilantes.

Fãs de King, o roteirista Jeff Buhler e os diretores acreditam que o livro “O Cemitério” é o melhor trabalho do escritor de todos os tempos. “Stephen King foi um daqueles caras como [J.R.R.] Tolkien, os quais comecei a ler aos 11 ou 12 anos. Já havia lido diversos livros dele até então, mas não li O Cemitério porque lembrei que no verso da edição de bolso do livro estava escrito: ‘o livro mais assustador que ele jamais escreveu!’. E eu tinha um gato, e tudo relacionado ao livro sempre me assustava. Havia algo diferente sobre O Cemitério. Tive uma reação bastante inesquecível ao livro. Ele se destacava. Ele parecia ser mais perigoso do que seus outros livros”, revela Widmyer.

- Toda nossa intenção com o filme é fazer com que as pessoas pensem. Fazer um filme que irá assustar os adolescentes porque é sobrenatural e tem personagens clássicos como Pascow e Zelda. Mas também algo que assustará os pais, devido ao que acontece no filme. Cemitério Maldito realmente sempre funcionou nestes dois níveis. É um filme bastante maduro e psicológico. Ele é sobre a emoção humana tanto quando sobre os sustos e o terror – completa Kölsch.



Para o produtor Lorenzo di Bonaventura, que já supervisionou mais de 80 adaptações de livros para cinema, incluindo outra obra de King, o trabalho do autor vai além do terror. “A razão de estar fazendo um filme baseado no livro de Stephen King é porque ele é sobre algo que não é terror, que é a ligação emocional entre um adulto e seu filho. Aquela dúvida sobre ‘até onde você iria para ver seu filho novamente?’ ou ‘até onde você iria para proteger seu filho?’. Foi por isso que Stephen King escreveu ‘O Cemitério’ e não o entregou para seu editor durante três anos. Porque ele estava assombrado com o livro. E eu ainda acho o livro profundamente assustador nos dias de hoje. Ele é primordial”.

(*) Com informações da assessoria de imprensa

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

3º Curta Canedo debaterá violência contra a mulher



O festival de cinema Curta Canedo 2018, que será realizado entre 20 e 22 de setembro, em Senador Canedo, região metropolitana de Goiânia, abrirá espaço para a discussão da violência contra a mulher. “Miguel”, filme com roteiro e direção de Natália Grecco, retrata a vida de uma mulher agredida pelo marido cujo filho sofre as consequências psicológicas da situação. Vivida pela atriz Cris Lopes, a personagem Clara luta para amenizar as consequências da opressão e da agressividade do marido.

"Resolvi apoiar a divulgar o tema para que possamos debater soluções e mudanças de atitude tanto das mulheres, que devem se valorizar, assim como os homens, que devem respeitar e amar suas mulheres", diz Cris Lopes. "Os pais e mães precisam entender sua responsabilidade no exemplo para seus filhos para não afetá-los psicologicamente com traumas e dificuldades de relacionamento no futuro", avalia.

Assista ao teaser:



Com carreira internacional, Cris Lopes realizará no domingo, 22, logo após a exibição do curta, um debate com o tema O Cinema Pelo Fim da Violência Contra a Mulher. A discussão terá a participação ainda de movimentos femininos, jovens e a comunidade em geral.

"Nasci nos anos 1970 em uma época em que o machismo ainda era muito predominante. Meus pais nunca brigaram ou discutiram na frente dos filhos na minha infância, mas foram socorrer casais amigos que brigavam e até se agrediam", conta Cris Lopes. "Por essa razão, e com o filme, acho que conversar com calma e harmonia é algo que precisamos praticar, porque normalmente as pessoas estão na defensiva em primeiro lugar e, na vida a dois, o entendimento deve vir primeiro para preservar toda a família", conclui.

Miguel, protagonizado também pelo ator Caue Camargo, já foi exibido no Festival de Cinema de Caruaru (PE) e em São Paulo, no Cinefest Votorantim. Em outubro será exibido na Argentina, no Festival de Cine INUSUAL de Buenos Aires.

A exibição em Senador Canedo será no sábado, 22, às 9h, na Praça Criativa Jardim das Oliveiras.

Cris Lopes desenvolve carreira internacional e, em breve, estreia no longa canadense Freer, que terá lançamento nos USA e Canadá e, em breve, estará na Netflix.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Produtores divulgam cena de "Simonal" com Fabrício Boliveira e Ísis Valverde

Ísis Valverde e Fabrício Boliveira em Simonal (F: Ag. Páprica/Divulgação)
“Ninguém sabe o duro que dei, pra ter ‘fon fon’, trabalhei, trabalhei”, canta Simonal em filme homônimo, que foi selecionado para o Festival de Cinema de Gramado, a ser realizado entre os dias 17 a 25 de agosto. Quem interpreta o cantor é Fabrício Boliveira, que mostra toda a extravagância do seu personagem ao dirigir uma Mercedes ao lado de Isis Valverde, que vive a famosa Tereza, esposa do rei da pilantragem. Dono de um surpreendente carisma, o carioca ganha os palcos rapidamente e em meio ao seu sucesso meteórico, consegue levantar multidões em seus shows. Ao som de “Meu Carango”, ele passeia com o carro no Rio junto com sua esposa e a leva, pela primeira vez, na casa em que eles iriam morar. Enorme, a mansão tem o toque exuberante do cantor, que faz questão de pendurar uma imensa foto sua na sala de estar.


O longa-metragem será exibido na Mostra Competitiva, no Palácio dos Festivais, no dia 20 de agosto, com presença dos protagonistas, do diretor Leonardo Domingues e parte do elenco. O filme é ambientado num rico momento da música brasileira e personagens da época circulam pelas cenas, como Erasmo Carlos, Ronaldo Bôscoli, Luis Carlos Miele e Elis Regina. Leandro Hassum interpreta Carlos Imperial, o primeiro a perceber o talento de Simonal. O elenco conta ainda com Mariana Lima, Silvio Guindane, Caco Ciocler, Bruce Gomlevsky, Fabricio Santiago, Letícia Isnard, João Velho e Dani Ornelas. Com previsão de estreia para 2019, o drama foi produzido pela Pontos de Fuga e será distribuído pela Downtown/Paris Filmes.

Antes de virar cinebiografia, a vida de Simonal foi tema do documentário “Ninguém sabe o duro que dei”, de 2009, dirigido por Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. “Simonal”, inclusive, traz referências do filme, além das biografias “Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal”, de Ricardo Alexandre, e “Simonal: Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga”, de Gustavo Alonso. O diretor Leonardo Domingues também participou do processo de pós-produção do documentário.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

BrLab abre inscrições para projetos audiovisuais


Produtores ou diretores com projeto de longa-metragem de ficção têm até o dia 27 de abril para se inscreverem na oitava edição do BrLab – Desenvolvimento de Projetos Audiovisuais: www.brlab.com.br. Trata-se de uma excelente oportunidade para jovens talentos criativos do Brasil, América Latina e Península Ibérica, com longa-metragem de ficção (live-action e em animação) em desenvolvimento. “Oferecemos um programa intensivo único no Brasil, com um ambiente de imersão com consultores e palestrantes de diferentes países, a partir de um formato que favorece o intercâmbio econômico, cultural e o estímulo à coprodução”, explica Rafael Sampaio, diretor do BrLab.  

Os projetos devem ter produtor e diretor definidos, com disponibilidade para comparecer a todos os dias do evento em São Paulo. Afinal, durante o BrLab, duplas de representantes (diretor/roteirista e produtor) dos projetos selecionados dispõem de consultoria integral, em aspectos fundamentais para uma melhor realização de seus produtos: roteiro, direção, produção e distribuição. As atividades incluem ainda palestras e encontro com profissionais do Brasil e do exterior. Os selecionados para a próxima edição poderão participar de consultorias com a cineasta Mariana Rondón, diretora do filme “Pelo Malo”; a consultora de direção mexicana Paula Astorga; a premiada diretora e roteirista brasileira Juliana Rojas; as destacadas produtoras Agustina Chiarino (Uruguai), Fernanda Del Nido (Espanha) e Agustina Llambi-Campbell (Argentina). 

Mais informações:  http://www.brlab.com.br

(*) Da Assessoria

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Um curitibano em Black Mirror

Butcher Billy e um dos trabalhos (Reprodução)
"Isso é muito Black Mirror". O meme usado sempre que alguma situação estranha ligada à tecnologia aparece bem que poderia servir para ilustrar a história do cartunista curitibano Butcher Billy. Ao retratar cenas da série em seus trabalhos, postando no Twitter, acabou convidado a contribuir em dois episódios da quarta temporada. Com direito a uma capa antiga de HQ também desenhada por ele estampando a leitura de um personagem. Butcher também produziu capas de LPs lançados pela Netflix na Europa com músicas dos episódios. Quem conta a história é o produtor cultural Lucas Coelho, e você pode conferir neste link.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Longa com Julia Lemmertz acompanha transição de Emelyn para Bernardo

Transitando entre o documental e a ficção, o longa “Música para quando as luzes se apagam” conta a história de Emelyn, "um adolescente dividido entre viver o seu desejo e continuar desejando". Na trama, a chegada de uma autora a uma vila no Sul do Brasil marca a vida de Emelyn - ou Bernardo. Com o objetivo de tornar sua história em uma narrativa ficcional, quanto mais a autora (vivida por Julia Lemmertz) provoca Emelyn, mais ela se transforma em Bernardo.

A estreia do longa foi realizada na 50ª edição do Festival de Brasília, e venceu o Prêmio Especial do Júri com o título de Melhor Ator Social, para Emelyn Fischer. Além disso, participou de três exibições na Mostra de Cinema de São Paulo.

Produzido pela Zeppelin Filmes, o longa marca a estreia de Ismael Caneppele como diretor, que também assina o roteiro do filme ao lado de Germano de Oliveira.

Assista ao trailer:


Da Assessoria.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

E você? Encara um prato de aranhas e escorpiões preparado por Angelina Jolie?

A atriz e diretora Angelina Jolie preparou e degustou um prato, digamos, exótico em sua última viagem ao Camboja: aranhas, escorpiões e insetos fritos. Os filhos aprovaram a iguaria. Veja no vídeo da BBC.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Blood Money – Aborto Legalizado estreia nesta sexta-feira em Curitiba

O documentário Blood Money – Aborto Legalizado entra em cartaz nesta sexta-feira (13) em Curitiba, no Espaço Itaú de Cinema, que fica no Shopping Crystal. Confira a programação:

FILME BLOOD MONEY – ABORTO LEGALIZADO
ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA – SALA 02
Período: 15 DE NOVEMBRO A 21 DE NOVEMBRO
EUA, 2009, 78 min, 14 anos
Direção: David K. Kyle

Sinopse: Uma investigação sobre a indústria do aborto nos Estados Unidos, do ponto de vista dos ativistas contrários à prática, conhecidos como pró-vida. O documentário pretende mostrar que o aborto legalizado é sinônimo de assassinato de bebês, que as mulheres sofrem traumas irreparáveis com essa prática, e que a intenção por trás do aborto é apenas a ganância e a vontade de diminuir a quantidade de negros nos Estados Unidos, já que as mulheres negras representam a maioria dos abortos no país.

Distribuição: Europa Filmes e Estação Luz Filmes.

Sexta (15), sábado (16) e domingo (17), segunda (18), terça (19), quarta (20) e quinta (21)
Legendado:  13h30 / 15h30 / 17h30 / 21h30

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Blood Money - Aborto Legalizado tem pré-estreia em Curitiba dia 11 de novembro; título foi alterado para exibição no Brasil

O documentário americano Blood Money, que tem pré-estreias em todo o Brasil a partir da próxima semana, com presença do diretor David Kyle, teve parte importante de seu nome ajustado para exibição no mercado nacional. 

Originalmente Blood Money, The Business of Abortion, o documentário se torna, no Brasil, Blood Money – Aborto Legalizado. A escolha foi feita a partir de debates feitos por mais de uma dezena de pessoas, incluindo produtores de cinema e profissionais de publicidade, além de representantes da sociedade civil. “Queríamos um título que fizesse referência direta à realidade retratada no filme, que são as consequências do aborto realizado em um país onde é legalizado”, diz Luis Eduardo Girão, diretor da Estação Luz Filmes, que detém os direitos de exibição, difusão e comercialização do filme no mercado nacional, referindo-se aos Estados Unidos, cuja legislação que permite o aborto completou, em setembro, 40 anos. 

Serviço: Blood Money – Aborto Legalizado
Lançamento nacional: 15 de novembro de 2013.

**Pré-estreia em Curitiba no dia 11/11.

Mais informações pelo site: www.bloodmoney.com.br.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Filme sobre Renato Russo leva 470 mil aos cinemas na estreia


Somos Tão Jovens” é o filme brasileiro mais assistido do ano no fim de semana de estreia. Quatrocentos e setenta mil espectadores foram aos cinemas assistir à cinebiografia de Renato Russo, dirigida por Antonio Carlos da Fontoura e estrelada por Thiago Mendonça. A adesão do público garantiu também ao filme a sexta posição entre todas as aberturas de filmes nacionais desde a chamada Retomada do Cinema Brasileiro.

A adesão do público ao filme nas redes sociais já apontava para a boa performance neste fim de semana de estreia. A Fan Page de “Somos Tão Jovens” no Facebook está hoje com 280 mil curtidores, a mais bem sucedida entre todas as páginas de filmes brasileiros. Outros longas-metragens de maior sucesso nesta rede social até agora foram “Os Penetras”, com 191 mil fãs; e “E Aí, Comeu?”, com 134 mil; seguido de perto por “Paraísos Artificiais” e “Totalmente Inocentes”, ambos com 131 mil fãs. Além do Facebook, o filme também está presente no Youtube, Twitter, Google + e Instagram. A campanha foi desenvolvida pela Agência Febre para a Imagem e a Fox.

Sinopse
O jovem Renato Russo não tem tempo a perder: sonha ser um astro do rock. Mas ainda é cedo. Ele precisa estudar, dar aulas de inglês, tranquilizar os pais, curtir a turma, curar dores de amor e, principalmente, arrumar quem toque na sua banda. Do Aborto Elétrico à Legião Urbana, “Somos Tão Jovens” apresenta os primeiros acordes do mito Renato Russo e da turma do Rock Brasília, criadores de sucessos como “Que País é Este”, “Geração Coca-Cola”, “Eduardo e Mônica” e muitas outras músicas que marcam e transformam fãs geração após geração.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Cinema alemão em Curitiba


Cinemateca exibe mostra com filmes inéditos do cinema alemão

Panorama Alemão acontece entre os dias 4 e 7, e inclui sessão comentada com a participação de diretores de dois longas-metragens


No próximo domingo (4), a Cinemateca de Curitiba inicia o “Panorama Alemão”, mostra com a seleção de nove longas-metragens que integram a 36ª Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo. Os filmes, que representam o cinema contemporâneo da Alemanha, são inéditos em Curitiba e no Brasil. A mostra é realizada pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC) em parceria com o Goethe-Institut Curitiba.

Na abertura, acontecerão duas sessões comentadas com a participação dos diretores Sarah Judith Mettke (Transpapa, 2012, Alemanha), e Wolfgang Dinslage (FÜR Elise/Para Elise, 2012, Alemanha). A sessão de “Transpapa” começa às 16h, e de “Para Elise”, às 20h. A entrada na Cinemateca durante o Panorama Alemão é gratuita, lembrando apenas que limitada à lotação da sala, que é de 104 lugares.

Além da dupla de diretores, Barbie Heusinger, responsável pelo suporte e distribuição da German Films – um dos estúdios mais importantes da Europa – também estará em Curitiba nos dias 4 e 5 para acompanhar a mostra. Para a coordenadora de Cinema da Fundação Cultural de Curitiba, Solange Stecz, o panorama é uma oportunidade única para os admiradores do cinema independente. “A gente prioriza na Cinemateca uma programação com produções independentes, filmes europeus e latino-americanos, principalmente de jovens diretores que estão fora do circuito comercial. Então fizemos essa parceria com o Goethe-Institut Curitiba para oferecer uma programação especial durante a Corrente, aproveitando já a participação da German Films na Mostra de São Paulo”, informa.

O longa “Transpapa”, que terá a presença da diretora em Curitiba para um bate-papo no dia 4, é um dos destaques da mostra. Ela conta a história de uma mãe que revela para filha adolescente que o pai mudou de sexo e agora é uma mulher. A garota então decide viajar em segredo para encontrar seu pai, que se chama Sophia e que deseja agora ser “mãe” da menina. “Transpapa” é o primeiro filme da programação do Panorama Alemão.
Serviço:
Panorama Alemão
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174, São Francisco)
Entrada: gratuita
Dia 4
16h – Transpapa (Alemanha, 2012, direção: Sarah Judith Mettke)
18h – Lua Crescente (Alemanha, 2011, direção: Christian Zübert)
20h – Para Elise (Alemanha, 2012, direção: Wolfgang Dinslage)
Dia 5
16h – Formentera (Alemanha, 2012, direção: Ann-Kristin Reyels)
18h – Para Elise
20h – Transpapa
Dia 6
16h – Além do Horizonte (Alemanha, 2012, direção: Pola Schirin Beck)
18h – Kill Me (Alemanha/ França/Suíça, 2012, direção: Emily Atef)
20h – O Perdão (Alemanha, 2012, direção
Dia 7
16h – Lua Crescente (Alemanha, 2012 direção: Matthias Glasner)
18h – Brutal (Alemanha, 2011, direção: Markus Busch)
20h – Peso da Culpa (Alemanha, 2012, direção: Hans Steinbichler)

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Não veja "Tropa de Elite"

Anos atrás, ainda na faculdade, comprei o livro "Rota 66: A História da Polícia que Mata", de Caco Barcellos. Foi durante uma palestra do próprio autor para estudantes de jornalismo na UEL, em Londrina. Nunca li o livro. Histórias de torturas e outros abusos policiais me provocam um incômodo daqueles que prefiro evitar. Talvez pelo fato de meu pai ter sido policial – a maior parte da vida, policial rodoviário -, apesar de me negar a acreditar que ele pudesse ter algum dia na vida praticado um ato de abuso. Talvez pelo simples sentimento de indignação a que todos estamos sujeitos em casos de agressões a vítimas indefesas, mesmo que essas vítimas sejam bandidos. O problema é que em grande parte dos casos, trata-se de pessoas inocentes.

Pelo mesmo motivo que não li o livro, ainda não decidi se vou assistir a "Tropa de Elite", de José Padilha. O filme, que teve seu lançamento antecipado no Rio e em São Paulo devido à pirataria, já foi visto por 180 mil pessoas só nos cinemas. Acredita-se, porém, que 20% dos paulistanos já tenham assistido à obra em DVDs piratas. Ficaria decepcionado por perder um bom filme – e, ao contrário do que dizem alguns imbecis, há, sim, excelentes filmes nacionais -, aplaudido por crítica e público e que vem gerando polêmica Brasil afora. Mas ainda não sei se duas horas de confronto com a realidade da polícia brasileira, ainda que, teoricamente, num momento de distração, compensariam dias de gastrite nervosa.