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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Febraban reconhece controle da inflação e defende queda na Selic

(Reprodução CNN)
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, comentou o resultado da inflação de 2025, abaixo das projeções sempre pessimistas do mercado financeiro diante do atual governo, e defendeu a queda da taxa de juros em 2026. Confira o comunicado:

"O IPCA de 2025, com alta de 4,26%, traduz, não só a inflação dentro do intervalo superior da meta, mas também revela que o melhor resultado nominal desde 2018 decorre do trabalho exitoso da autoridade monetária, que, com firmeza, enfrentou os vetores de maior pressão inflacionária, consolidando uma dinâmica de desinflação. 

Além de ter trazido de volta a inflação corrente aos limites da meta, embora o alvo mandatório seja perseguir o centro, a atual gestão do BC teve ainda avanços relevantes na reancoragem das expectativas dos agentes de mercado, que, no início de 2025, projetavam uma inflação de 4,90%, resultado que ficaria acima do teto.
 

Reconhecer o mérito do BC no processo de desinflação ainda em curso não significa celebrar uma taxa Selic de 15,0% ao ano. Por outro lado, diante de um ciclo mais agressivo de alta de juros, a que o Banco Central se viu na contingência de aplicar, é razoável dar um voto de confiança à autoridade monetária, que detém a expertise necessária para enxergar todas as variáveis e nuances do comportamento da inflação. Isso, repita-se, não implica concordância com a Selic atual, mas apenas conferir ao BC a legitimidade decisória e técnica.
 

A Febraban reafirma o que tem dito publicamente: bancos não precisam e não dependem de juros altos para alcançar rentabilidade. Mas, é certo que o Brasil precisa de um ambiente macroeconômico com inflação baixa, estável e previsível e isso só se faz com um Banco Central técnico e independente, com total autonomia para a condução da Política Monetária, como tem agido o BC brasileiro.
 

Todos concordamos que é muito sacrificante para qualquer economia operar com taxa básica de juros nos atuais níveis da Selic, mas o sacrifício seria ainda mais penoso se o Banco Central não tivesse autonomia para, como fez em 2025, quebrar a trajetória da alta disseminada dos preços. Os indicadores e as expectativas já apontam, inclusive com mais clareza, que a inflação deve continuar desacelerando em 2026, com acomodação gradual da atividade e do mercado de trabalho.
 

Além disso, o bom trabalho feito pelo BC já nos permite antever um ciclo de queda dos juros se avizinhando, que é o que todos, inclusive os bancos, precisam e desejam.
 

Apesar da cautela do Banco Central, tanto mais porque ainda estamos distantes da necessária convergência da inflação ao centro da meta, todos ansiamos pelo início do processo de flexibilização de um dos mais restritivos ciclos monetários. Nesse sentido, há expectativa para que isso ocorra, se não em janeiro, a partir de março, como prevê a maioria dos agentes econômicos.
 

Diante desse cenário oneroso para toda a atividade econômica, incluindo o ambiente de crédito, que vem penalizando os tomadores com níveis mais altos de juros e maior inadimplência, o País precisa continuar determinado e perseverante na agenda de consolidação fiscal e de reformas econômicas, para voltarmos a trabalhar com patamares menos rigorosos de juros, inclusive em uma perspectiva de médio e longo prazo para a economia."

 

Isaac Sidney

Presidente da Febraban

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Preços de ovos, arroz e feijão recuam em julho e trazem alívio ao bolso do brasileiro

Imagem: Freepik
Em julho, o consumidor brasileiro conseguiu dar um respiro no orçamento e levar para casa um carrinho de compras mais completo. De acordo com o novo estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo, as categorias de itens básicos, como ovos, arroz e feijão, tiveram recuo nos preços médios no último mês.

Entre os destaques, os legumes apresentaram a maior redução no período, com queda de 11,2% – passando de R$ 6,06 em junho para R$ 5,38 em julho. Os ovos, que vinham registrando aumentos expressivos nos últimos meses, baixaram 8,2% no mesmo intervalo. A tradicional dupla do prato brasileiro também ficou mais barata: o arroz teve reajuste de 4,9%, com o preço médio caindo de R$ 5,40 para R$ 5,14, enquanto o feijão retraiu 3%, indo de R$ 6,61 para R$ 6,41.

“Embora o recuo dos itens básicos tenha oferecido um alívio no bolso do consumidor, esse cenário deve ser visto com cautela no longo prazo. As pressões externas, como o aumento dos custos logísticos e a desvalorização cambial, continuam a operar como forças restritivas para uma recuperação duradoura dos preços”, analisa Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid. 

“Alguns produtos ainda sofrem por conta das condições climáticas adversas, que reduziram a oferta global, ao mesmo tempo em que o impacto do ‘tarifaço’ dos Estados Unidos será um fator determinante do ritmo do mercado interno em agosto. O resultado é uma volatilidade contínua que se manifesta, inclusive, em categorias menos relacionadas diretamente a commodities, como produtos de higiene e limpeza”, acrescenta Fercher.

Em contrapartida, alguns itens apresentaram leves variações em julho. O creme dental, por exemplo, teve aumento 2,1% em relação ao mês anterior. O leite UHT e o refrigerante tiveram elevação de 0,4% cada, ao passo que tanto o desinfetante como o óleo de soja apresentaram incremento de 0,3%.

Maiores altas acumuladas em 2025

Considerando o acumulado de dezembro de 2024 até julho de 2025, o café em pó e em grãos permanece como líder absoluto das altas, saltando de R$ 53,90 para R$ 74,14 no intervalo – uma variação de alta de 38,4%. Logo em seguida, aparecem itens como a margarina (4,4%), o creme dental (3,7%), o leite em pó (2%) e o pão (1,2%).

Variações de preços em julho no Centro-oeste

No Centro-Oeste, o creme dental liderou as altas com variação de 5,4%, acompanhado pelo frango (4,8%), desinfetante (4,4%), açúcar (3,1%) e café em pó e em grãos (2,5%). As maiores quedas no mês foram registradas nos legumes (-15,1%), ovos (-8,6%), farinha de trigo (-4,4%), feijão (-4%) e arroz (-3,9%).

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Preço da gasolina e do etanol avança acima dos 2% e ultrapassa patamares ao período pré-pandemia

De acordo com o último Índice de Preços Ticket Log (IPTL), a gasolina e o etanol apresentaram aumento de 2,56% e 2,36%, respectivamente, em janeiro, com médias que já ultrapassam o período pré-pandemia em 2020. O primeiro mês de 2021 também foi marcado pela oitava alta consecutiva para os combustíveis e variações de preços que se destacam entre as regiões brasileiras.

No fechamento de janeiro, a média nacional nas bombas para a gasolina foi de R$ 4,816, valor que já é maior do que o registrado nos meses de fevereiro e março de 2020, quando o combustível apresentou médias de R$ 4,693 e R$ 4,618. Com o etanol não foi diferente, vendido no primeiro mês do ano à média de R$ 3,779, ultrapassa o maior preço registrado para o combustível do ano anterior, que foi de R$ 3,757, no mês de fevereiro.

No comparativo das regiões brasileiras, a gasolina mais cara foi encontrada na Região Nordeste, comercializada a R$ 4,872, uma diferença que chega a 6%, quando comparada à média da Região Sul que teve o litro a R$ 4,614. Em relação ao etanol, a Região Norte lidera o ranking do litro mais caro, comercializado a R$ 3,956 e a Região Centro-Oeste com as menores médias, o litro vendido à R$ 3,535.

“Analisando o comportamento dos preços neste início de ano, chama atenção a variação de valores do etanol dentro do território brasileiro, que chega a apresentar uma diferença de 11%. Aspecto que também se refletiu no bolso dos motoristas na hora de escolher a melhor relação custo-benefício, pois considerando a margem de vantagem 70/30, a gasolina foi a opção mais econômica em 20 estados e também no Distrito Federal”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Em janeiro, a gasolina não registrou baixa no preço médio em nenhum estado, e a maior alta foi registrada no Amazonas de 4,59%, com o litro comercializado a R$ 4,537, ante os R$ 4,338 de dezembro. O IPTL também revela que na Paraíba o etanol avançou 5,36%, a maior alta de todo o território nacional, e em três estados o litro do combustível registrou leve recuo, sendo o mais expressivo no Pará de 0,62%, no comparativo com o fechamento de dezembro de 2020.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 25 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.