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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Um ano e meio atrás, empresário bolsonarista minimizava pandemia: "Brasil não pode parar por 5 ou 7 mil mortes"

Era 23 de março de 2020 e pouco ainda se sabia sobre a evolução da pandemia do coronavírus. Não havia expectativa próxima de vacina, tratamento adequado para a covid-19, informações claras sobre o uso de máscara etc. Mas o distanciamento social era unanimidade entre os especialistas para conter o avanço da doença. Naquele dia, o empresário bolsonarista Junior Durski, que ficou milionário durante os governos Lula e Dilma, estarreceu o país em um vídeo em seu perfil do Instagram.

"Não podemos, por conta de cinco mil pessoas, sete mil pessoas que vão morrer, eu sei que é muito grave, eu sei que isso é um problema, mas muito mais grave é o que já acontece no Brasil", disse o dono das redes de hamburguerias Madero e Jerônimo, ao comprar as mortes por covid com as provocadas por outros problemas. "Não pode parar o Brasil, o Brasil tem que continuar trabalhando", comentou, ao endossar o discurso de Bolsonaro contra o fechamento do comércio por estados e municípios. "Infectologistas não podem querer fechar tudo", afirmou.


O vídeo, ainda no ar, continua recebendo críticas. "Não é que o Sr. acertou?!?!?! SETE MIL MORTOS HOJE!!!! Só errou a área geográfica. Em vez de Brasil, Curitiba", escreveu uma pessoa há duas semanas. "550 mil mortes", lembrou outro leitor há alguns dias.

Hoje, o Brasil superou as 585 mil mortes. Mas, felizmente, a curva está caindo rapidamente. Graças, vejam só, às restrições de circulação impostas por autoridades e à  ação dos cientistas que desenvolveram vacinas.

Entre revolta e decepção, bolsonaristas descobrem o óbvio: são massa de manobra e motivo de chacota

A carta escrita por Michel Temer e assinada por Bolsonaro pedindo desculpas ao STF pelos discursos antidemocráticos de 07 de setembro começou a abrir os olhos de parte da manada bolsonarista. Em grupos de Whats App circulam áudios, vídeos e textos de defensores do governo golpista revoltados ou decepcionados com o recuo do líder.

"280 km até SP, aquele mar de gente esmagando e sofrendo embaixo de um sol forte, pra isso. Sorria! Somos palhaços!!" escreveu um desiludido Giuseppe no Twitter.

Um "patriota" irado, também de São Paulo, sentenciou: "Aqui em São Paulo temos um calça apertada. Em Brasília, temos um calça frouxa". O "defensor da democracia" disse que pode ser chamado de traidor, mas não acredita mais em Bolsonaro. "Todos foram enganados por esse traidor. Vou queimar minha camisa do Bolsonaro", garantiu. Assista abaixo.


"Minha vontade é de chorar, estou muito decepcionada", admitiu uma admiradora da ditadura. "Me sentindo uma palhaça, levei toda a minha família", afirmou em um grupo.

Também existem algumas tentativas tímidas de defender Bolsonaro. Alguns afirmam que a postura foi de "estadista" e a hashtag #euconfionopresidente chegou a figurar entre os assuntos mais comentados do Twitter por alguns minutos hoje pela manhã. Alguns grupos afirmam que se trata de uma estratégia de Bolsonaro - não explicam exatamente qual. Mas, no geral, a decepção e a revolta se espalharam.

Um outro "patriota" reconheceu: "Estamos passando vergonha. Não tivemos apoio do presidente depois do 07 de setembro, está pedindo desculpa, escrevendo cartinha. Isso não é estratégia, é estratégia de covarde", reclamou. 

Assista abaixo:



quarta-feira, 8 de setembro de 2021

PSDB anuncia oposição ao governo e é lembrado nas redes de que Bolsonaro está há 2,9 anos no poder

Após reunião que durou a tarde toda de hoje, o PSDB anunciou que será, oficialmente, opositor de Jair Bolsonaro. De acordo com o partido, "com a participação da Executiva e das bancadas na Câmara e Senado, registramos que após o pronunciamento inaceitável do chefe do Poder Executivo, na data de ontem, iniciamos hoje o processo interno de discussão sobre a prática de crimes de responsabilidade cometidos pelo Presidente da República e o caminho mais eficiente para evitar o agravamento dessa crise na vida das pessoas."

Após a publicação da posição tucana no Twitter, internautas lembraram que a decisão demorou. "O PSDB ficou 2 anos e 9 meses votando com o Governo, viu o desmatamento aumentar, 580 mil vidas perdidas na pandemia, a inflação voltar, dólar disparar, intervenção na PF p/ salvar filhote de corrupto e diversas outras barbaridades, para só então ser oposição?", questionou um deles.

"DEMOROU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Mas ficar apenas nas palavras não é o bastante. Articulem pelo impeachment, caso contrário em 2022 nós lembraremos de vocês como covardes que foram coniventes com o pior governo da história da República. Abraços.", escreveu outra leitora.

"Levaram só cerca de 3 anos pra perceber o acúmulo de crimes promovidos pelo genocida desde a posse!!! Chamaram a tartaruga para a direção desse partideco??? Sério?? A cara nem cora!!! Vão assinar os pedidos de impeachment e travar as pautas no congresso? Só acredito vendo.", disse outra.

Também houve questionamentos sobre a permanência do deputado federal Aécio Neves (MG) no partido. Ao ser derrotado por Dilma Roussef (PT) em 2014, Aécio inflamou a população a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas, segundo ele mesmo disse, em áudio vazado tempos depois, apenas para atormentar. Ou seja, ele iniciou a narrativa da falta de confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro, que todos sabemos onde nos levou.

Bolsonaro se recusa a incluir tratamento de covid-19 por ECMO no SUS

O desprezo de Jair Bolsonaro - e seguidores - pela vida humana é notório. A apologia à morte, também. Talvez não por acaso, seu governo se recusa a incluir no SUS o tratamento por ECMO, conhecido como pulmão artificial. Em alguns casos, é a única chance de sobrevivência à covid-19. 

A portaria nº 1.327/2021, publicada no último dia 23 de junho, pelo Ministério da Saúde, definiu que a terapia não terá cobertura do Sistema Único de Saúde. Para a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do Sistema Único de Saúde (Conitec), que avaliou a proposta, a terapia tem custos muito altos e o sistema de saúde público brasileiro ainda não dispõe de unidades suficientes e com infraestrutura para a instalação da ECMO. 

A fundadora e diretora da ECMO Minas, a cardiologista pediátrica Marina Fantini, discorda que o limitador financeiro seja a grande questão sobre a implementação. Ela foi a responsável por uma mobilização que envolveu vários atores para utilizar a terapia via SUS e conseguiu salvar a estudante Eloisy Cristina dos Santos, de 14 anos. “Provamos que é possível organizar um time, buscar apoio da indústria e mobilizar doações. Eloisy ficou uma semana em ECMO e teve o melhor tratamento que poderia receber”. 

Criada nos EUA, há mais de 40 anos, a ECMO é indicada para pacientes, adultos ou pediátricos, com grave disfunção pulmonar ou cardiopulmonar. É uma forma de substituir o pulmão ou o coração quando eles não estão funcionando de forma adequada.

Mas, quem nesse governo se preocupa em salvar vidas?

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Marcos Rogério vira piada nas redes após assessor ser preso por tráfico de drogas: "Narcos"

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) virou alvo de piadas nas redes sociais após um assessor de seu gabinete ser preso pela Polícia Federal (PF), ontem, por tráfico de drogas. A Operação Alcance investiga uma organização criminosa que envia drogas da região Norte para Fortaleza. Marcos Rogério


é um dos mais fortes aliados de Jair Bolsonaro e defensor incondicional de suspeitos ouvidos pela CPI da Covid. Marcelo Guimarães Cortez Leite, agora exonerado, segundo o senador, recebia salário de R$ 4.553,53.

No Twitter, a hashtag "Narcos Rogério" ficou entre os assuntos mais comentados desta sexta-feira. O perfil do Instagram @memecrata também produziu um cartaz parodiando a série Narcos, da Netflix, em que o senador aparece como o personagem principal.

Bolsonaro desfigura lei que liberava patentes de vacinas

Bolsonaro: tudo ao mercado (F: Carolina Antunes/PR)
Em mais um ataque à saúde pública e aos mais pobres, Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou com vetos a lei que permitiria liberar as patentes de vacinas e medicamentos para a Covid-19, ampliando e barateando o acesso dos brasileiros a esses fármacos. O Projeto de Lei 12/2021, aprovado por ampla maioria na Câmara e no Senado, foi desfigurado pelos vetos. O Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual (GTPI), que reúne especialistas e entidades da sociedade civil, vai atuar junto ao Congresso Nacional para derrubar esses vetos.

Na prática, o presidente vetou os parágrafos 8, 9, 10, 11 do artigo 2 e livrou as empresas detentoras de patentes da obrigação de fornecer informações e mesmo material biológico para que sejam produzidos os fármacos que teriam suas patentes liberadas pela lei. O grupo de entidades vai recorrer aos parlamentares ainda nesta sexta-feira para que os vetos sejam revertidos no Congresso Nacional. Além disso, foi vetado o artigo 3, que estabelecia a aplicação da nova lei já na pandemia de Covid-19. Em nota, o governo afirmou que não utilizará licenças compulsórias para a pandemia de Covid-19.

A nova lei amplia um mecanismo já existente no Brasil, de tornar compulsórias as licenças de fabricação ou importação de fármacos essenciais à saúde pública. Em 2007, o instrumento foi usado para baratear e oferecer a mais pessoas um dos medicamentos de tratamento da Aids, cujo monopólio estava sob as mãos de uma empresa norte-americana. Pela nova lei, a licença compulsória, conhecida como quebra de patente, poderá ser usada de forma mais ágil pelo governo em casos de pandemia. No entanto, os vetos prejudicam a efetividade do mecanismo.

A obrigatoriedade do compartilhamento de todas as informações necessárias para a reprodução da tecnologia licenciada é parte fundamental desse projeto. O sistema de propriedade intelectual é dinâmico e é importante que as legislações para lidar com os problemas gerados estejam atualizadas e tragam instrumentos efetivos para o poder público”, afirma o doutor em Ciências Humanas e Saúde Pedro Villardi, coordenador do Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual.

Se restabelecida sem vetos, a lei criará um novo mecanismo para o licenciamento compulsório de patentes, garantindo ao país mais oportunidades de importação ou produção local de medicamentos, vacinas, diagnósticos e outros produtos de saúde. O objetivo é assegurar que regras de propriedade intelectual não criem situações de desabastecimento ou abuso de preço e inviabilizem o acesso da população.

O veto presidencial desmonta essa iniciativa do Congresso brasileiro, que é hoje uma das mais promissoras no mundo quando se trata de corrigir os desequilíbrios que as patentes estão causando na distribuição equitativa de vacinas e medicamentos”, afirma Felipe de Carvalho, Coordenador da Campanha de Acesso de Médicos Sem Fronteiras (MSF) e integrante do GTPI.

O GTPI aponta que o projeto sofreu oposição de empresas farmacêuticas, que hoje controlam a produção e distribuição de vacinas e tratamentos. “A atuação das grandes multinacionais do setor tem sido marcada por faturamentos bilionários, aumentos regulares de preço, priorização da demanda de países ricos e relutância em compartilhar conhecimentos que permitam ampliar a produção e distribuição de vacinas”, aponta Villardi.

Ao contrário da Fiesp, Febraban reafirma manifesto em defesa da democracia

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu uma nota oficial em que reafirma o apoio ao manifesto em defesa da democracia intitulado "A Praça é dos Três Poderes". Organizado pela Fiesp, o documento provocou chiliques da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, controlados por indicados de Jair Bolsonaro, além do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Diante da reação, o presidente da Fiesp, o político Paulo Skaf, recuou da medida e adiou a divulgação do manifesto. A Febraban, por sua vez, considera que o objetivo do documento foi cumprido, dada sua ampla discussão pela imprensa nos últimos dias. Ou seja, para o sistema financeiro, o recado ao golpista Bolsonaro foi dado: um golpe jamais será tolerado. 

Confira a nota:

COMUNICADO PÚBLICO DA FEBRABAN

A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) reafirma o apoio emprestado ao manifesto "A Praça é dos Três Poderes", cuja adesão se deu, desde o início, dentro de um contexto plurifederativo de entidades representativas do setor produtivo e cuja única finalidade é defender a harmonia do ambiente institucional no país.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) assumiu a coordenação do processo de coleta de assinaturas e se responsabilizou pela publicação, conforme e-mail dirigido a mais de 200 entidades no último dia 27 de agosto.

A FEBRABAN considera que o conteúdo do manifesto, aprovado por sua governança própria, foi amplamente divulgado pela mídia do país, cumprindo sua finalidade. A Federação manifesta respeito pela opção do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que se posicionaram contrariamente à assinatura do manifesto.

Diante disso, a FEBRABAN avalia que, no seu âmbito, o assunto está encerrado e com isso não ficará mais vinculada às decisões da FIESP, que, sem consultar as demais entidades, resolveu adiar sem data a publicação do manifesto.

A FEBRABAN confirma seu apoio ao conteúdo do texto que aprovou, já de amplo conhecimento público, cumprindo assim o seu papel ao se juntar aos demais setores produtivos do Brasil num pedido de equilíbrio e serenidade, elementos basilares de uma democracia sólida e vigorosa.

FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Bolsonaro inaugura crediário para pagamento de combustível

Reportagem de O Popular de hoje mostra que, devido aos astronômicos preços dos combustíveis - Goiânia é a capital com os valores mais altos do país -, alguns postos estão oferecendo parcelamento em até quatro vezes sem juros. Uma ilusão desesperada do consumidor, já que o produto é de uso diário e, em algum momento, as parcelas resultarão em valores acumulados até mesmo superiores do que o valor à vista.

Ninguém poderá dizer que Bolsonaro não deixará nenhum legado ao final melancólico de seu desastroso governo. O Mito criou o crediário do combustível.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Silvio Santos: "O que é bandido, valentão e marginal?" "Bolsonaro", responde auditório

Seria cômico se não se tratasse de coisa séria. Durante um jogo de adivinhação no programa Silvio Santos, em que palavras isoladas são apresentadas aos participantes para que eles cheguem à resposta por associação, o apresentador bolsonarista passou por uma saia justa. 

A primeira palavra, "bandido", valendo dez pontos, não obteve nenhuma resposta correta. Valendo nove pontos, "valentão" também não teve acerto. Com a terceira pista, "marginal", já valendo apenas oito pontos, começaram os chutes: "PCC", "Comando Vermelho", arriscou a primeira. 

Até que veio outra participante. Juntando as pistas, "bandido", "valentão", "marginal", ela não teve dúvidas: "Bolsonaro", respondeu, provocando risos na plateia e calafrios no sogro do ministro das Comunicações.

"Vocês estão fazendo confusão. Não é uma pessoa é alguma coisa que se assemelha, não é um sinônimo, mas é alguma coisa que casa bem com bandido, valentão e marginal", explicou o apresentador. 

Não se sabe se a explicação de Silvio ajudou ou confundiu mais ainda as participantes.

As informações são do Catraca Livre.

Assista ao vídeo, publicado no perfil Bora Conversar Política:

"Não andamos com arma no ombro", diz presidente da Associação Brasileira do Agronegócio sobre "homenagem" de Bolsonaro ao agricultor

Bolsonaro associa agricultor a homem armado
"Esse post não representa os agricultores brasileiros. Não andamos com armas no ombro, mas com o suor de quem trabalha honestamente de sol a sol." A declaração é de Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em resposta à "homenagem" do governo Bolsonaro ao Dia do Agricultor. Em uma postagem absolutamente descolada da realidade, o perfil da Secretaria Especial de Comunicação Social no Twitter publicou a foto de uma silhueta de um homem armado diante de uma plantação. 

"28 de julho, Dia do Agricultor. Alimentando o Brasil e o Mundo", dizia a peça, apagada sem explicações após a enxurrada de críticas. "Essa publicação envergonha o setor, as mulheres e homens do campo e o Brasil. Absurdo.", concluiu Brito, em resposta à Secom. Como o post original foi apagado, a postagem do dirigente também não aparece mais. Oficialmente, a Abag não quis se pronunciar.


Já a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) emitiu nota cobrando "reconhecimento e respeito" a quem produz alimentos. "Ao invés disso, recebemos do governo federal uma 'homenagem' totalmente desrespeitosa, com a imagem de uma pessoa no campo segurando uma espingarda. Exigimos respeito!", diz o texto.

"A CONTAG repudia totalmente essa postagem feita nas redes oficiais do governo e, enquanto representante dos agricultores e agricultoras familiares, expressa a sua indignação. Ao mesmo tempo, homenageia a todos os homens e mulheres que trabalham debaixo de chuva e de sol, no frio e no calor, de domingo a domingo, com pandemia e sem pandemia, semeando, cultivando e colhendo com amor e dedicação os alimentos que geram vida, saúde, renda e desenvolvimento em todo o País", continua o documento.

Leia a nota completa aqui.

Após o rechaçamento público, a Secom trocou a peça em comemoração à data.

Em grupos de Whats App, bolsonaristas desiludidos com Centrão no comando do governo: "tira militar pra colocar bandido"

A constrangedora subordinação de Jair Bolsonaro ao Centrão, que agora comanda o governo, caiu como uma bomba nos grupos bolsonaristas radicais, aqueles que, até então, encontravam justificativa para todos os desmandos do "Mito". Ciro Nogueira (PP) na Casa Civil e Onyx Lorenzoni (DEM) em mais um ministério ressuscitado, contrariando promessas de campanha, desagradaram até mesmo os maiores lambe-botas do governo.

Vale ressaltar que o próprio Bolsonaro, sempre filiado a partidos alinhados ao Centrão, chamava os parlamentares do grupo de "a alta nata de tudo o que não presta no Brasil". Durante a campanha eleitoral de 2018, o general Augusto Heleno chegou a parodiar os versos "se gritar 'pega Centrão', não fica um, meu irmão".

No grupo Bolsolteiros, adepto do fim do STF e do golpe militar, um militante chamado Roberto desabafa: "difícil seguir apoiando o presidente após disso aqui",  ao comentar notícia de que Ciro Nogueira responde a cinco processos criminais.

Em resposta, outro integrante diz: "desgosto mesmo; fala que vai vetar o Fundão e não veta; tira militar pra colocar bandido", reclama.

Estaria chegando ao fim a lua de mel?




quinta-feira, 22 de julho de 2021

Pra não esquecer, general Heleno: "Se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão"

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Augusto Heleno, em 2018, desprezava os, agora, novos mandatários do governo que ia "mudar tudo isso aí, talkey?". Em convenção do PSL que lançou Jair candidato a presidente, Heleno cantava alegremente, arrancando palmas e risos da plateia: "Se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão".

Pois bem. Agora, com Ricardo Barros, Ciro Nogueira e outros no governo, além do apoio incondicional do mensaleiro e ex-presidiário Roberto Jefferson, o Centrão dá as cartas e virou o novo queridinho de Bolsonaro.

O mundo, como se diz, capota. E a cada dia Bolsonaro vem se revelando o que sempre foi: um medíocre de marca maior.

Canta, general, canta:



quinta-feira, 8 de julho de 2021

Pesquisa XP: rejeição a Bolsonaro mantém tendência de alta; Lula abre 14 pontos em cenário eleitoral

Rejeição a Bolsonaro atinge maior patamar
Mais uma pesquisa, a terceira em uma semana, confirma que a avaliação do governo Bolsonaro segue ladeira abaixo. O levantamento XP Ipespe divulgado hoje revela que 52% dos brasileiros consideram a gestão de Bolsonaro ruim ou péssima. É a maior rejeição desde o início do governo. Em contrapartida, no mesmo período, o número dos que consideram a gestão bolsonarista boa ou ótima despencou para 25%. A tendência de queda na aprovação do presidente se manteve durante as 11 rodadas da pesquisa.

Em um momento em que o governo é confrontado com suspeitas em negociações sobre a compra de vacinas, a percepção de que o noticiário é negativo para o presidente segue em alta e atingiu 60% – indicador que mantém correlação com a avaliação do governo, avalia a XP.

Sobre as suspeitas de desvios, 81% dizem ter tomado conhecimento – elas são consideradas provavelmente verdadeiras por 63%. Para 41% há envolvimento de membros do governo e para 15%, de Jair Bolsonaro. Outros 28% avaliam que há envolvimento dos dois.

Sobre um pedido de impeachment do presidente, há divisão da população: 49% dizem ser favoráveis e 45% são contrários –  há cinco meses, os favoráveis eram 46% e os contrários, 47%.


Lula na frente

A pesquisa mostra também que o ex-presidente Lula mantém sua trajetória de crescimento e atinge 38% das intenções de voto, contra 26% de Jair Bolsonaro. Na sequência aparecem Ciro Gomes (10%), Sérgio Moro (9%), Mandetta (3%), João Doria (2%) e Guilherme Boulos (2%).


Confira os números:



Quando Doria é substituído por Eduardo Leite, do mesmo partido, o governador do Rio Grande do Sul vai a 4%. Nesse mesmo cenário, Moro é substituído por Datena, que pontua 4%. A liderança permanece com o ex-presidente Lula, com 35% – 8 pontos à frente de Bolsonaro, que tem 27%.

Na pesquisa espontânea, Lula e Bolsonaro seguem na frente. O petista oscilou 1 p.p. em relação a junho, e tem 25%. O atual mandatário recuou 2 p.p., e aparece com 22%.

Em simulações de segundo turno, Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro e atinge 49%, contra 35% do atual presidente.

Acesse o relatório completo aqui

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Ministro das Comunicações terá que explicar à Câmara desvio de R$ 52 milhões

Fábio Faria terá que explicar desvio de verba (Reprodução)
A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou agora há pouco requerimento do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) para que o ministro das Comunicações, Fábio Faria, explique o desvio de R$ 52 milhões. O recurso deveria ser aplicado em ações de combate à Covid, mas foi destinado a peças publicitárias de promoção do governo.

"O governo deve uma satisfação não só a nós, parlamentares, mas a toda a sociedade. A verba deveria ser aplicada em campanhas de conscientização, de uso de máscaras e álcool em gel e de incentivo à vacinação, por exemplo. Mas serviu para fazer palanque para Bolsonaro de forma totalmente irregular", explica Elias Vaz.

A verba alocada pela medida provisória 942, de abril de 2020, que liberou créditos extraordinários para o combate à doença, faz parte do Orçamento de Guerra (usado para enfrentar a calamidade pública decorrente da pandemia) e tinha o intuito de informar a população e minimizar os impactos decorrentes da proliferação da Covid-19. Mas, a partir de relatórios solicitados à Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), o deputado Elias Vaz comprovou o desvio do recurso. O parlamentar também analisou documentos públicos da CPI da Covid.

Elias Vaz descobriu que, para promover o governo, a Secom solicitou dinheiro dos Ministérios da Saúde e da Cidadania. Foram realizados quatro TED’s (termos de execução descentralizada) das pastas para a Secretaria. “Do ponto de vista orçamentário, o governo cometeu crime, que precisa ser investigado e os responsáveis devem ser punidos”, destaca.

Por iniciativa do parlamentar, a oposição entregou ao Tribunal de Contas da União representação para fiscalização do desvio. O documento cita como envolvidos nas irregularidades o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello; o ex-secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten; o ex-secretário especial de Comunicação Social Adjunto, Samy Liberman; o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, Antônio Elcio Franco Filho e o secretário-geral da presidência, Onyx Lorenzoni, que ocupava o Ministério da Cidadania na época da transferência de recursos para a Secom. Eles podem responder por crime de responsabilidade.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

CPI da Covid e TCU recebem relatório sobre desvio de verba de publicidade exclusiva para o combate à pandemia

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) entregou neste domingo (13) ao presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, documentação sobre o desvio de R$ 52 milhões para publicidade de combate à Covid-19, mas que foram usados em propagandas de ações institucionais do Executivo. O parlamentar comprovou a irregularidade a partir de relatórios que solicitou à Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) e também de materiais públicos da própria CPI.

“É vergonhoso. Bolsonaro usou dinheiro público de forma irregular para promover o governo em vez de aplicar no combate à pandemia. Esse dinheiro tinha destino já definido, não poderia ser alterado”, explica o deputado. Elias Vaz também vai encaminhar nesta segunda-feira (14) representação ao Tribunal de Contas da União pedindo fiscalização de desvio de finalidade.

A verba alocada pela medida provisória 942, de abril de 2020, que liberou créditos extraordinários para o combate à doença, faz parte do Orçamento de Guerra (usado para enfrentar a calamidade pública decorrente da pandemia) e tinha o objetivo de informar a população e minimizar os impactos decorrentes da proliferação da doença.

A Secom solicitou ainda verba dos Ministério da Saúde e da Cidadania. “Foram realizados quatro TED’s (termos de execução descentralizada) das pastas para a Secretaria transferindo dinheiro para alardear ações do governo”, conta Elias Vaz. “Os recursos deveriam ser aplicados, por exemplo, em campanhas de uso de máscara, álcool em gel e isolamento social. Do ponto de vista orçamentário, o governo cometeu um crime”, explica o deputado.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Pesquisa XP: avaliação negativa de Bolsonaro atinge maior índice desde maio de 2020


A rodada de junho da pesquisa XP/Ipespe registra continuidade na trajetória de alta da avaliação negativa do governo de Jair Bolsonaro. Hoje, são 50% os que consideram a administração federal ruim ou péssima, um ponto percentual a mais que no levantamento de maio. A pesquisa é a nona consecutiva em que a tendência de alta se apresenta. Desde outubro, quando o movimento começa, esse grupo saiu de 31% para os 50% atuais. O número é o pior da série desde o início do governo, junto com maio de 2020. Foram realizadas 1.000 entrevistas, de abrangência nacional, nos dias 7, 8, 9 e 10 de junho. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Os entrevistados foram questionados também sobre a realização da Copa América no Brasil 64% são contrários e 29% são favoráveis. 

Eleições

A pesquisa XP/ Ipespe de junho mostra o ex-presidente Lula quatro pontos à frente de Jair Bolsonaro na disputa pela Presidência. O petista saltou três pontos desde o último levantamento, indo a 32%, enquanto Bolsonaro perdeu um ponto, chegando a 28%.


Ciro Gomes foi quem mais perdeu, passando de 9% para 6%. Sergio Moro oscilou um ponto para menos, de 8% para 7%, assim como Luciano Huck, que passou de 5% para 4%.

Em simulações de segundo turno, Lula abriu nove pontos de vantagem sobre Bolsonaro a diferença era de dois na última pesquisa. Ele cresceu de 42% para 45% enquanto o presidente caiu de 40% para 36%.

Nas simulações, Bolsonaro agora aparece numericamente atrás também de Ciro Gomes, que tem 41% contra 37%.


Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os nomes dos candidatos, Lula e Bolsonaro aparecem empatados, com 24%. Há 8% de votos brancos e nulos e 36% que não responderam. Outros candidatos juntos totalizam 8%.

Bolsonaro é vaiado e chamado de "genocida" em avião. Assista

Talvez esquecido do alerta do Posto Ipiranga Paulo Guedes, de que "até empregada doméstica vai à Disney", Bolsonaro se arriscou a subir em um avião para testar sua popularidade e cumprimentar passageiros. Foi recebido aos gritos de "fora Bolsonaro" e "genocida". O voo era da Azul e ia de Vitória (ES) a Campinas (SP). Bolsonaro deu meia volta e deixou a aeronave seguir sua viagem. Assista.



segunda-feira, 31 de maio de 2021

PM goiana prende professor por protestar contra Bolsonaro

Que vivemos tempos sombrios, ninguém pode negar. A polícia militar goiana prendeu há pouco o professor Arquidones Bites, que também é dirigente do Partido dos Trabalhadores, por ostentar em seu carro uma faixa com os dizeres "Fora Bolsonaro Genocida". 

A prisão foi filmada. Segundo informações que circulam nas mídias sociais, a Polícia Civil se recusou a registrar qualquer ocorrência por, obviamente, não se tratar de um crime. Inconformados, os militares levaram Bites para a polícia federal.

A sociedade democrática goiana aguarda a posição do governo do estado sobre a arbitrariedade e pede a soltura imediata do professor.

Atualização

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás emitiu nota afirmando que o policial responsável pela prisão do professor, identificado em vídeo como Tenente Albuquerque, foi afastado das atividades nas ruas e que será investigado por abuso de autoridade.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Mortes por problemas cardiovasculares, potencializados pelo uso da cloroquina, aumentaram 71%, revela estudo de entidade presidida pelo ministro Marcelo Queiroga

Estudo da SBC de Queiroga aponta riscos da
cloroquina (F: Fernando Frazão/Agência. Brasil)
O número de mortes causadas por doenças cardiovasculares aumentou significativamente no Brasil desde o início da pandemia causada pela Covid-19. Entre as razões para esse resultado estão, de um lado os pacientes que já possuem alguma cardiopatia e que deixaram de realizar consultas e tratamentos profiláticos, com medo da exposição aos ambientes hospitalares ou clínicas médicas e, de outro lado, as pessoas que fizeram uso indiscriminado de medicações potencialmente perigosas para a saúde do coração, como a cloroquina e a hidroxicloroquina, que comprovadamente causam arritmias cardíacas e foram insistentemente indicados por Jair Bolsonaro e seus seguidores.

De acordo com estudo publicado na revista The Lancet em maio do ano passado, as pessoas tratadas com as substâncias também apresentaram maior probabilidade de desenvolver arritmia cardíaca, que pode levar à morte súbita.  O estudo contou com dados de 96 mil pacientes internados e foi liderado por Mandeep Mehra, professora e médica da Harvard Medical School.

Seja como for, os dados são preocupantes e motivou o levantamento conduzido pela SociedadeBrasileira de Cardiologia (SBC), presidida pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (no momento, licenciado), em parceria com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Brasil (Arpen-Brasil). De acordo com esse levantamento, foram registradas 23.342 mortes por doenças cardíacas em domicílio desde o início da pandemia no ano passado até o final de junho de 2020. Isso representou um aumento de 31,82% no número de óbitos em domicílio por doenças cardiovasculares. Somente neste ano as mortes pela mesma causa subiram para 104,6 mil pessoas, atingindo um crescimento alarmante de 71%.

O estudo não levou em conta outro problema provavelmente provocado pelo kit covid indicado por Bolsonaro, que ainda inclui o vermífugo ivermectina, a hepatite medicamentosa, que também tem levado pessoas à morte.

Um dos recursos em favor da vida que mais evoluiu nos últimos meses é a telemedicina. A necessidade de manter os pacientes saudáveis motivou o aprimoramento dos recursos tecnológicos como a teleconsulta e o monitoramento remoto. Este é o caso do Home Monitoring®, um sistema de monitoramento remoto para Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis (DCEIs).

Com ele, cardiologistas e arritmologistas podem monitorar e ser alertados remotamente sobre eventos clinicamente relevantes de seus pacientes. A tecnologia registra continuamente a atividade cardíaca do paciente, permitindo, em alguns casos, o diagnóstico e a intervenção precoce em até 30 dias em eventos como fibrilação atrial ou taquiarritmia cardíaca, de acordo com o estudo de Varma N, publicado no Circulation (2010).

Para Alexey Peroni, cardiologista e diretor de Assuntos Científicos Biotronik Latam, a tecnologia contribui também na redução na lista de espera para avaliações de emergência, já que o médico pode remotamente avaliar a situação e priorizar casos. “Nossos estudos demonstram também uma redução de 73% nas taxas de hospitalização relacionadas aos DCEIs, um número muito relevante neste momento em que os sistemas de saúde estão sobrecarregados”, conclui.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Elias Vaz cobra da Secretaria Estadual de Saúde multa a Bolsonaro por não usar máscara em Goiás

Bolsonaro sem máscara em Goianápolis (Reprodução)

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) encaminhou denúncia formal ao secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino Júnior, para que o presidente Jair Bolsonaro seja multado por não cumprir o uso obrigatório de máscara em território goiano. A medida é exigida pelo decreto estadual 9.848, de 13 de abril de 2021. “O artigo 10 é muito claro e estabelece a obrigatoriedade de uso de máscaras sempre que os cidadãos saírem de suas casas. Vale para todos, inclusive para o presidente, que insiste em circular por Goiás provocando aglomeração e sem máscara”, afirma o deputado.

No documento encaminhado ao secretário, o parlamentar defende que a multa deve ser de R$ 2 mil a R$ 5 mil, de acordo com a Lei Estadual n° 16.140, de 02 de outubro de 2007, visto que a prática de Bolsonaro é reincidente e com dolo. “É uma transgressão consciente, reiterada e perigosa, haja vista que as comitivas são compostas de dezenas de pessoas que trabalham no apoio e na segurança. Além disso, há outra dezena de políticos, autoridades e apoiadores que o acompanham nessas ocasiões. Esses eventos trazem graves riscos ao nosso povo”, destaca Elias Vaz na denúncia.

Desde o início da pandemia, o presidente visita Goiás sem utilizar a proteção facial. Foi assim em visitas ao Hospital de Campanha de Águas Lindas, a Abadiânia e outros municípios, como São Simão, onde participou de evento no dia 04 de março deste ano e proferiu o trágico discurso criticando as pessoas que cumprem medidas sanitárias. “Vocês não ficaram em casa. Não se acovardaram. Temos que enfrentar os nossos problemas. Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando?”, disse Bolsonaro na ocasião.

No último sábado, dia 17 de abril, ele visitou a cidade de Goianápolis. Mesmo sem máscara, cumprimentou populares e até pegou um bebê no colo. “O descumprimento da lei goiana foi registrado por vídeos nas redes sociais e pela imprensa local e nacional. Não faltam provas contra Bolsonaro. Esperamos que o secretário estadual de Saúde cumpra o decreto e estabeleça a multa para o presidente. Caso contrário, ele pode responder pelo crime de prevaricação”, finaliza Elias Vaz.