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terça-feira, 21 de maio de 2019

“A Síndrome de Sugar Baby” dos presidentes: de Getúlio Vargas a Jair Bolsonaro

De Lula a Getúlio, a preferência por mulheres mais novas (Fotos: Divulgação)

Para os brasileiros, um presidente e uma primeira-dama com grande diferença de idade não é uma novidade. O presidente Jair Bolsonaro, de 64 anos, conheceu Michelle, de 37, em 2006. À época, ela tinha 24 anos e o atual presidente, 51 anos de idade. Aos quinze anos, Darcy Sarmanho casou-se com Getúlio Vargas. Mas, no ano em que o casal completaria bodas de prata, Vargas se apaixonou por Aimeé Lopes, uma paranaense elegante e culta, 25 anos mais jovem. Narrativa não muito diferente de seus sucessores!

Outro político, e que também ocupou a autoridade máxima do executivo, é o ex-presidente Michel Temer, que tinha 42 anos quando Marcela nasceu. Quando se conheceram, ela era Miss Paulínia (SP) e tinha 18 anos. Ele já passava dos 60. A diferença entre os dois é de 43 anos.

Em 2004, Michelle conseguiu emprego de secretária parlamentar na Câmara. O encontro com o então deputado Jair Bolsonaro foi em 2006. Ela foi trabalhar no gabinete de Bolsonaro e depois se casaram no civil. Em 2008, o Supremo Tribunal Federal proibiu o emprego de parentes no serviço público e o deputado demitiu a mulher. O casamento, numa cerimônia evangélica, aconteceu em 2013, no Rio.

Recentemente, o romance do ex-presidente Lula, de 73 anos com a socióloga Rosângela Silva, de 40 anos ganhou o noticiário nacional. Seguindo a linha de seus antecessores, quando Rosângela nasceu, Lula já era um homem de 34 anos de idade. A diferença entre eles, é de 33 anos.

O termo “Sugar Baby” não é uma novidade - ele existe ao menos desde os anos 1920. A expressão é usada para classificar jovens se relacionam com homens ricos e bem-sucedidos.

Esse tipo de relacionamento está aparentemente em alta no Brasil. Apesar da polêmica em torno, a questão é tão normalizada que existem aplicativos parecidos com o Tinder, para que você encontre um sugar daddy. No Brasil, a plataforma Universo Sugar une sugar babies e sugar daddies.

Argumentos à parte, o fato é que o assunto levanta discussões acaloradas. Ainda assim, segundo informações do site, o Universo Sugar ganhou um público potencial, ultrapassando a marca de 600 mil participantes no Brasil.

Será que essa moda pega no Congresso Nacional?

(*) Por Anne Viana

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Jornalista que ameaçou ex-noiva de morte pede afastamento da RIC Record e Jovem Pan

Na TV estatal, Denian parabeniza Richa (Reprodução)
O jornalista Denian Couto, flagrado em gravação ameaçando a colega de trabalho e ex-noiva de morte após o fim do relacionamento, pediu afastamento de suas atividades na RIC Record e na rádio Jovem Pan de Curitiba. As ameaças foram divulgadas por reportagem de Amanda Audi no Intercept Brasil na semana passada. Até então, as emissoras haviam tentado abafar o caso e os dois jornalistas - autor e vítima - continuavam trabalhando no mesmo local, na emissora afiliada da TV Record na capital paranaense. Após a revelação e repercussão do caso, a RIC respondeu a internautas no Facebook que o jornalista havia pedido afastamento das funções até que o caso seja esclarecido, mas não se posicionou sobre as ameaças gravadas.

Denian ficou conhecido em todo o país por ter feito, em 2015, uma entrevista aparentemente combinada com o então governador Beto Richa (PSDB), que responde a várias denúncias de corrupção e já passou por três prisões. "Cara, foi excelente", comemora Denian ao final da entrevista, sem saber que ainda estava sendo gravado, em vídeo que vazou na internet. O material foi posteriormente retirado do Yoou Tube, mas já havia sido registrado por vários sites e blogs.

Em recente comentário na RIC Record sobre a mais recente prisão de Richa, Denian também tentou aliviar para o ex-governador: disse que não foi a possível culpabilidade que o levou para atrás das grades e sim a interferência no processo. Apesar de nada ter a ver com o assunto, no mesmo comentário Denian cobrou a ida do ex-presidente Lula para o complexo penal de Pinhais, criticando sua permanência em cela da Polícia Federal.

Leia a nota divulgada pela RIC Record:


Nota Oficial

A direção do Grupo RIC Paraná informa que na tarde de hoje (28/03/19) recebeu pedido de afastamento do jornalista Denian Couto de suas funções da RICTV Record, da Rádio Jovem Pan, do Portal RIC Mais e da Revista Top View, para que ele possa exercer a sua defesa em processo divulgado recentemente.

O Grupo RIC Paraná vai aguardar a manifestação definitiva da Justiça sobre os fatos de natureza particular que citam o jornalista e que já estão sendo apurados.


Com mais de 30 anos de tradição e credibilidade, o Grupo RIC se pauta por sólidos princípios éticos, na busca de um país mais justo, em que nenhum cidadão seja agredido em função de raça, credo ou gênero.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

HaddadÉLula está entre os assuntos mais comentados do mundo no Twitter; petista já vence Bolsonaro em simulação de 2º turno

A hashtag HaddadÉLula figurou durante boa parte do dia entre os assuntos mais comentados nos Trending Topics do Twitter mundial. Nesta terça-feira, o PT definiu o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como substituto de Lula como candidato a presidente. A comunista Manuela D'Ávila, conforme acordo, foi definida como vice na chapa.

Lula está impedido de disputar a eleição devido à Lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado em segunda instância. Haddad vive um bom momento. Pela primeira vez ele aparece na frente de Jair Bolsonaro (PSL) em uma simulação de segundo turno, em pesquisa Datafolha divulgada ontem. O petista era o único dos possíveis adversários que era derrotado pelo ex-militar no embate direto.

A pesquisa também revelou que, ao contrário do que esperavam analistas políticos, a rejeição a Bolsonaro aumentou, de 39% para 43%, após o ataque sofrido em Juiz de Fora, quando o candidato foi atingido por uma facada.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Bolsonaro votou em Lula em 2002

A informação é do Gazeteiro: a equipe de campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) avalia publicar um vídeo em que Bolsonaro, durante uma entrevista em 2002, anunciou que, em um segundo turno entre Lula e FHC, votaria no petista. O vídeo já circula nas redes.



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Após início oficial da campanha, Amoêdo lidera engajamentos no Facebook, à frente de Lula e Bolsonaro, aponta FGV DAPP

Apesar de não figurar entre os principais nomes nas pesquisas de intenção de votos para a Presidência, o candidato do Partido Novo, João Amoêdo, conquistou, nas últimas semanas, a liderança em outro ranking: o de engajamento no Facebook. Desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, até a última segunda-feira (27), a página oficial de Amoêdo na rede mobilizou quase 4,9 milhões de curtidas, comentários, reações e compartilhamentos — volume mais de 50% superior ao de Lula, que foi o segundo colocado no período. Os dois e Jair Bolsonaro despontam em relação aos outros candidatos até o momento.


Amoêdo é, até o momento, um dos três candidatos que impulsionaram conteúdos diretamente em suas páginas no Facebook, ao lado de Guilherme Boulos (quarto lugar no total de engajamentos) e Henrique Meirelles (apenas o décimo em engajamento). De acordo com dados disponibilizados pela plataforma, o candidato do Novo impulsionou 18 anúncios até o momento, com investimentos situados em faixa de R$ 1 a R$ 10 mil cada (o Facebook não disponibiliza o valor exato). Meirelles, por sua vez, impulsionou até o momento pelo menos 270 anúncios, com investimentos de R$ 1 a R$ 50 mil, de acordo com dados do Facebook. Boulos, por fim, patrocinou 34 anúncios, com investimentos entre R$ 1 e R$ 5 mil. A coleta da análise foi realizada até as 17h30 desta terça (28).

Contribuíram para o significativo aumento de engajamentos de Amoêdo as publicações sobre a sua ausência em debates, em especial aqueles promovidos por emissoras de TV. Os dois maiores picos do período reafirmam essa tendência, classificando a participação de Amoêdo no programa Canal Livre, da Band, como uma conquista para sua campanha, diante da "dificuldade" de espaços para exposição da candidatura. No primeiro pico, registrado na sexta (24), apenas a publicação de uma foto da gravação da entrevista teve mais de 30 mil compartilhamentos; no segundo, na última segunda (27), o aumento de interações se refere sobretudo à discussão sobre a entrevista e à publicação de trechos da sabatina.



As publicações da página de Amoêdo sobre o resultado da pesquisa da BTG Pactual divulgada na segunda (27) também motivaram bom engajamento, bem como aquelas em que se destaca o próprio crescimento da participação de Amoêdo nas redes.

Ao contrário de Amoêdo, Lula apresenta tendência de queda em engajamentos no Facebook, após um grande pico no dia 15, motivado pela oficialização de sua candidatura junto ao TSE. Após esse momento, em que foram registradas mais 1 milhão de curtidas, comentários, reações e compartilhamentos em sua página oficial, o ápice de engajamento foi verificado no dia 17, devido a posts sobre a recomendação da ONU para que Lula fosse autorizado a concorrer à Presidência e sobre resultados de pesquisas de intenções de voto.

O engajamento verificado em publicações oficiais de Bolsonaro segue relativamente estável ao longo de agosto. Desde o dia 16, o maior volume de interações foi verificado no dia 22, principalmente graças a postagens sobre as agendas do candidato no interior de São Paulo e a falas sobre corrupção e terrorismo.

Menções no Twitter
Apesar de figurar em primeiro lugar entre as páginas de maior engajamento no Facebook, Amoêdo parece não conseguir apresentar o mesmo bom desempenho no Twitter, sendo o sexto candidato em volume de menções na rede.


O candidato do Novo teve um pico de menções no dia 27 de agosto (49.479) – data em que foi divulgada pesquisa encomendada pelo BTG Pactual. Ainda assim, o melhor momento no debate sobre o candidato continua bastante distante até mesmo dos menores volumes de menções de Lula (69.373) e de Bolsonaro (118.566) no mês de agosto. Entretanto, observa-se que há uma tendência de crescimento de Amoêdo no Twitter.


Lula e Bolsonaro continuam figurando como os dois presidenciáveis com mais menções no Twitter. O candidato do PSL possui o maior volume de referências desde o início da campanha (2.965.188) e teve o ápice de engajamento desde então no dia 18 (1.852.366), em razão do debate na RedeTV!. Usuários comentaram, principalmente, seu "confronto" com Marina Silva. A candidata da Rede teve, desde o dia 16, 630.860 menções, com destaque também para o dia 18 por conta da repercussão do debate. Já o candidato do PT teve volume máximo de menções no dia 17 (281.498), devido à recomendação emitida pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU sobre sua candidatura.

(*) Da assessoria da FGV DAPP

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Bolsonaro drag queem? Marina fã de Black Sabbath? Ilustrador curitibano de Black Mirror faz releituras de candidatos

O cartunista curitibano Billy Mariano, o Butcher Billy, que trabalhou em dois episódios da 4ª temporada de Black Mirror, está com uma nova e divertida empreitada: a criação de pôsteres sobre os candidatos à Presidência em outubro. De Lula "Papai Smurf" a Bolsonaro drag queem, passando por uma Marina metaleira, a série conta ainda com Cabo Daciolo, Alckmin e Ciro Gomes. Os candidatos retratados foram confrontados com seus próprios conceitos, preconceitos e contradições. Veja todas as ilustrações em matéria da Superinteressante clicando aqui.




quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Para gringos, Lula é informal, Bolsonaro lembra a Alemanha, Alckmin não empolga, Marina é feliz e Ciro tem credibillidade

Novaiorquinos analisam visual de candidatos brasileiros (Reprodução)
Seth Kugel, do canal Amigo Gringo da Snack, maior rede multiplataforma brasileira de social vídeo, convocou um grupo de nova– iorquinos para dar opinião de qual candidato presidencial mereceria seu voto.
Os políticos avaliados foram os cinco primeiros nomes mais bem posicionados nas pesquisas: Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro, Lula, Ciro Gomes e Marina Silva.

Só um detalhe, os vídeos com as imagens dos candidatos não tinham legenda, dessa forma os gringos não sabiam o que cada um estava falando. Todos os comentários foram feitos baseados nas percepções de cada um.

O primeiro avaliado foi Geraldo Alckmin, comparado a Barack Obama e George Bush na forma de se vestir. Segundo um dos gringos o candidato não parece ser alguém que empolga as pessoas.

Mas não foi só o estilo do candidato do PSDB que chamou a atenção, segundo os gringos a forma informal de se vestir do ex -presidente Lula também merece destaque: " Ele nem está tentando usar uniforme de político, está sendo ele mesmo, confortável, parece que depois vai para a academia", contou Eric Hinojosa depois de ver um discurso do político.


Sobre Jair Bolsonaro a impressão é que se tratava de uma ex-celebridade devido a quantidade de flashs na direção do político, mas os gestos dele também chamaram a atenção: "A forma como ele movimenta as mãos lembra a Alemanha", lembra Paul Cohen.

Já o candidato Ciro Gomes, do PDT, parece ter tido mais credibilidade: "Um cara no meio do caminho. Parece uma escolha segura", avalia Paul.

Marina Silva foi considerada de personalidade forte e segundo os gringos foi a única em que teve uma equipe de pessoas mais leves, com pessoas felizes.

Seth pede para os amigos opinarem em quem votariam e deu empate. Cada um votou em um candidato, apenas Bolsonaro não recebeu nenhum voto.

(*) Com informações da assessoria de imprensa

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Ursal, termo que tornou Cabo Daciolo piada nacional, foi inventado por professora da UEL

E o Cabo Daciolo acreditou na Ursal (Reprodução internet)
O termo Ursal, União das Repúblicas Socialistas da América Latina, foi criado, como uma piada, em 2001, pela professora aposentada da UEL Maria Lucia Victor Barbosa. À época, a socióloga ironizava justamente personalidades da esquerda latino-americana, como Lula, Fidel Castro e Hugo Chávez. A informação é da Folha de S.Paulo. O suposto movimento, na verdade, foi batizado com o termo "Republiquetas". A direita paranoica ou algum bom piadista, para dar mais veracidade à entidade, trocou-o por "República". E, aí, o estrago estava feito.

Daciolo e o mico (Rep. TV Câmara)
Dezessete anos depois, o candidato do Patriota à Presidência da República, Cabo Daciolo (RJ), provavelmente um adepto das fake news, abordou a Ursal como realidade, questionando o adversário Ciro Gomes (PDT) no debate da Band da última semana.

E, claro, virou meme. "Em honra e glória do senhor Jesus"!

Será que vira presidente?


segunda-feira, 16 de julho de 2018

No Twitter, apoio a Lula vai a 59,8%; Bolsonaro tem 19,3%, segundo FGV

Com o vaivém sobre a soltura do ex-presidente Lula, o debate político associado a ele voltou ao epicentro das redes sociais, novamente em reversão do processo de contínua queda desde a sua prisão, em abril, conforme mostra nova edição do DAPP Report – A semana nas redes. Desde o domingo (08), discussões articularam não só os engajamentos sobre o ex-presidente e as reviravoltas judiciais em que esteve envolvido, como sobre os demais presidenciáveis. De forma indireta, Lula impactou no debate sobre adversários em proximidade eleitoral, como Manuela D'Ávila e Guilherme Boulos (que manifestaram apoio à liberdade do petista), e sobre atores que buscam espaço à esquerda e em oposição a Jair Bolsonaro, como Marina Silva e Ciro Gomes. À direita, Bolsonaro também foi impactado por Lula, assim como Geraldo Alckmin.



Com o retorno de Lula ao protagonismo do debate político, todas as discussões associadas à disputa de outubro, seja no plano eleitoral, seja no plano temático, recuperaram posição de contraste entre dois lados e duas visões distintas para o futuro do Brasil — com o legado petista operando como propulsor ou objeto de rejeição. Essa contraposição entre o projeto PT e o projeto de oposição ao PT — que se apresentava mais fragmentada com a emergência de núcleos próximos a Manuela, Ciro, Marina e Boulos, dentre outros — estendeu-se a debates econômicos e de políticas públicas e em relação à estruturação de candidaturas e alianças partidárias para o embate presidencial. Com isso, reduziu-se o espaço de interação dos demais pré-candidatos (exceção a Bolsonaro) ao fomentar assuntos e propostas no Twitter, esta semana.

Como representação do forte movimento de apoio a Lula no Twitter, e que predominou frente aos grupos que manifestaram repúdio ao ex-presidente e defenderam o juiz Sérgio Moro, os dois grupos que congregam a direita e a esquerda perderam espaço no mapa de interações em relação às últimas semanas. Um enorme grupo em rosa, mais próximo da esquerda do que da direita, aglomerou 59,82% dos perfis que participaram do debate sobre os pré-candidatos de 04 a 10 de julho — embora sem endosso explícito à candidatura de Lula, e sim em oposição a outros projetos políticos não alinhados com posições do PT e de outras legendas.


Nesse núcleo, de forte integração entre perfis de humor, influenciadores, políticos e cidadãos comuns, o vaivém sobre a prisão do ex-presidente gerou apoio predominante a Lula, embora nem sempre com foco no petista em si, mas nos problemas e fragilidades das instituições brasileiras. Outro ponto de suporte comum foi, além do ex-presidente, a rejeição a Bolsonaro, associada à eliminação do Brasil da Copa do Mundo sob a retórica de que, em outubro, a nação — enquanto unidade em prol de um bem comum — precisa abrandar diferenças para que o deputado federal não seja eleito.

Muitos perfis influentes do Twitter, ainda que não vinculados diretamente ao PT, participaram ativamente do grupo rosa para abordar a situação de Lula e vinculá-la a críticas a Moro, a outros partidos, ao governo federal e à percepção geral de desalento com o futuro do país. Diferentes debates sobre racismo, homofobia, intolerância e os resultados da Copa, que nasceram do próprio Twitter, ajudaram a impulsionar o alcance e a multiplicidade de temas ligados a questões políticas nesse núcleo.

Nos dois extremos, a discussão concentrou-se mais, em específico, nos meandros do que ocorreu com o processo de Lula no domingo. Em vermelho, com 17,2% dos perfis do grafo, preservou-se engajamento político e partidário de apoio à candidatura de Lula — Ciro, que fez postagem no Twitter de análise mais direcionada à questão institucional do que ao ex-presidente, apareceu nesse grupo. Em azul, com 19,28% dos perfis, dentre os quais os de Alckmin e Bolsonaro, ficaram os setores de forte discurso associativo entre Lula e a corrupção, em defesa de Moro e da operação Lava Jato.

Também o grupo azul fez críticas ao Judiciário e à situação político-institucional do Brasil, mas com foco no Supremo Tribunal Federal e na desconfiança da sociedade em relação aos poderes republicanos. Marina Silva, dentre os principais pré-candidatos à Presidência, foi a única localizada no grupo intermediário, em rosa, embora longe dos maiores influenciadores da discussão.

(*) Com informações da assessoria de imprensa

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Com Danny Glover, PT lança vídeo reafirmando candidatura de Lula

O PT lançou ontem, em sua página oficial, um vídeo em que várias estrelas do partido reafirmam a candidatura de Lula à Presidência. O vídeo tem a participação ainda do ator Danny Glover, declarado apoiador do petista. "Lula é o único plano do PT para o Brasil, pois ele sabe governar", diz o texto que apresenta o material. O partido continua alegando que o petista foi preso injustamente. "A nossa constituição garante que, mesmo preso, Lula pode ser eleito e tomar posse", afirma o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Assista:


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Ciro amplia presença no Twitter; Alckmin aparece vinculado à corrupção do PSDB

Ciro Gomes manteve a trajetória de aumento de presença no debate sobre os pré-candidatos à Presidência, que se acentuou desde a participação em um programa de TV, no fim de maio. Ciro hoje se apresenta como o terceiro ator com maior volume de referências, (bem) atrás de Lula e de Jair Bolsonaro e à frente de Manuela D'Ávila e Guilherme Boulos, que haviam, em abril, conseguido expandir sua presença no Twitter em função dos engajamentos de apoio associados a Lula.


Esse aumento também se explica pela mudança de foco, por parte de grupos alinhados a Bolsonaro, ao direcionar o debate crítico para Ciro e seus posicionamentos e propostas. Até o começo de maio, praticamente todo o espaço discursivo não vinculado à esquerda concentrava-se na oposição a Lula e, em escala menor, a Manuela e Boulos; no entanto, com o ex-presidente preso e a queda nas discussões políticas sobre ele, outras figuras do espectro eleitoral passaram a disputar a polarização com Bolsonaro, com o debate no Twitter apresentando o que parece ser um olhar mais pragmático em relação à votação de outubro.

Nessa disputa, além de Ciro Gomes, destaque para Geraldo Alckmin, cujas menções na web persistem com forte associação ao PSDB e a episódios de corrupção envolvendo figuras do partido; recentemente, o perfil de Alckmin no Twitter iniciou engajamento mais forte a partir de questões propositivas, em especial associadas à economia e à segurança pública, para ampliar a sua presença e reduzir o predomínio de Bolsonaro entre perfis não identificados com a esquerda. Movimento que, por enquanto, Marina não realiza: a presidenciável da Rede segue com baixos volumes de citação no Twitter e restrita a grupos específicos de interação.

(*) Com informações da assessoria de imprensa da FGV

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Delegado que atacou apoiadores de Lula é suplente de deputado

Delegado é político (F: O Gazeteiro)
Deu no Gazeteiro. O delegado da polícia federal Gastão Schefer Neto, que num ataque de fúria destruiu equipamentos de som de apoiadores do ex-presidente Lula em Curitiba, é suplente de deputado federal pelo Partido da República (PR). Candidato em 2014, Gastão obteve cerca de 23 mil votos.

Após a confusão, o delegado alegou estar nervoso e com dificuldade para dormir. Há quem avalie, porém, que o ataque foi uma jogada de marketing de olho nos votos de outubro.

domingo, 29 de abril de 2018

Vídeo mostra homem que atirou contra acampamento de manifestantes pró-Lula em Curitiba

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SSP) divulgou imagens do homem que atirou contra o acampamento de manifestantes em apoio ao ex-presidente Lula em Curitiba. O crime aconteceu na madrugada deste sábado. Em nota, a SSP informou que, "de acordo com o delegado titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba, Fábio Amaro, o suspeito chegou em um carro preto modelo sedan e foi caminhando até o acampamento. Depois de efetuar os disparos ele fugiu."


Ainda segundo a Secretaria, "um homem de 39 anos foi baleado de raspão e uma mulher ficou levemente ferida depois de ser atingida por estilhaços. O rapaz, identificado como Jefferson Lima de Menezes, está internado no Hospital do Trabalhador.


A DHPP pede para quem tiver qualquer informação sobre o caso pode ligar no telefone 0800-643-1121. A ligação é gratuita e anônima."

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Dallagnol confunde pai e filho Francischini, alfineta deputados e nega transferência de Lula

O procurador da República Deltan Dallagnol, aquele que fez jejum pela prisão de Lula, confundiu os deputados federal, Fernando (PSL), e estadual, Felipe Francischini (PSL), pai e filho, respectivamente, e deu uma alfinetada nos dois. A confusão se deu na análise que o Ministério Público Federal (MPF) fez do pedido da Procuradoria-Geral do município de Curitiba para a transferência do ex-presidente Lula da sede da Polícia Federal para outro local. A informação é de O Gazeteiro.

Ao negar o pedido da prefeitura (confira o parecer completo no Estadão), Deltan analisou também outras solicitações. Uma delas era do deputado estadual Felipe Francischini. No parecer, Dallagnol alfinetou Felipe achando que falava com Fernando:

"Com a devida venia, pelos mesmos fundamentos, impõe-se o indeferimento do pedido do Deputado Felipe Francischini (evento 4), que já exerceu o "munus" de Secretário de Segurança Pública no Estado do Paraná, e certamente sabe que é ânus daquela Secretaria manter a incolumidade e paz pública".

Ou seja, não entrou no jogo de cena típico dos bolsominions. Dallagnol, o homem do power point, atirou em um e acertou dois.

Dallagnol confundiu os bolsominions: fica na sua. (Fonte: O Gazeteiro)

quarta-feira, 28 de março de 2018

Sesp apura atentado contra caravana de Lula, mas nega pedido de escolta

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) afirmou hoje que enviou policiais especializados a Laranjeiras do Sul para apurar o atentado sofrido pela caravana de Lula, alvo de tiros na última segunda-feira. A nota reafirma que não houve pedido formal de escolta, apesar de o ministro interino da Justiça, Raul Jungmann (PPS), ter dito que enviou as informações sobre a caravana ao órgão estadual e que as forças de segurança federais e estaduais estavam trabalhando em conjunto. A nota também afirma que tinha conhecimento prévio da caravana e que o itinerário foi alterado pelos organizadores.

Leia o documento na íntegra:

"A respeito do episódio envolvendo a caravana do ex-presidente da República, a Secretaria da Segurança Pública informa: 

- Um inquérito policial foi aberto para apurar as circunstâncias do fato e duas equipes do COPE (Centro de Operações Policiais Especiais), unidade de elite da Polícia Civil do Paraná, estão na cidade de Laranjeiras do Sul para ajudar nas investigações. 

- O Instituto de Criminalística do Paraná está finalizando o laudo de perícia no ônibus e o documento deve ficar pronto nos próximos dias. 

- Não houve qualquer pedido formal de escolta da caravana do ex-presidente nem o próprio ex-presidente, embora ele tenha esta prerrogativa. Tanto é que o paradeiro dele é incerto e não sabido. Cabe ressaltar que houve alteração, por parte dos organizadores da caravana, do roteiro e do cronograma que foram informados previamente às forças de segurança do Estado do Paraná. 

- Por fim, a Sesp reafirma que a Polícia Militar do Paraná reforçou o policiamento em todos os locais indicados pelos representantes da caravana, onde seriam realizadas as manifestações com a presença do ex-presidente Lula."

terça-feira, 27 de março de 2018

Tiros contra Lula: Jungamann desmente Beto Richa


Gleisi Hoffmann mostra marca de bala em ônibus (Repdodução)
O ministro da Segurança do governo interino, Raul Jungmann (PPS), desmentiu o governo do Paraná, comandado até ontem por Beto Richa (PSDB), de que não haveriam sido solicitadas medidas de segurança durante a passagem da caravana de Lula pelo Paraná. Em carta encaminhada à presidente nacional do PT, a senadora paranaense Gleisi Hoffmann, Jungmann (que permanece no governo Temer mesmo com seu partido tendo "abandonado" a base) confirma ter recebido o roteiro de Lula pelo sul e afirma ter encaminhado "as mesmas informações às autoridades estaduais competentes nas esferas policial e rodoviária". O ministro afirmou ainda estar "sendo realizadas ações integradas entre polícias militares federais e estaduais com vistas ao reforço de medidas preventivas e ostensivas de segurança, a fim de garantir o direito de manifestação e, em particular, a segurança dos ex-Presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff".

Após os tiros disparados contra um ônibus da caravana em que Lula estava, o governo do Paraná divulgou nota afirmando que "não houve, por parte do ex-presidente, o pedido de escolta". O secretário geral do PT no Paraná, o ex-deputado Ângelo Vanhoni, também divulgou o ofício encaminhado no dia 14 de março ao secretário estadual de Segurança Pública, Júlio Cezar
Padre Idalino sofre agressão (Reprodução)
Reis, solicitando "aos organismos de Segurança Pública do Estado do Paraná o apoio de medidas que possa garantir a segurança e tranquilidade para esses eventos". Os petistas também negaram a informação do governo Richa de que Lula havia chegado de helicóptero ao local. Além dos tiros, a passagem de Lula pelo sul foi marcada por protestos, conflitos e agressões, entre elas, ao padre Idalino Alflen, de 64 anos, espancado por manifestantes.


Veja os documentos abaixo:


Nota do governo do Paraná

"O Departamento da Polícia Civil do Paraná informa que uma equipe da Delegacia de Laranjeiras do Sul está no local, na Universidade Fronteira Sul, verificando a situação junto à comitiva do ex-presidente Lula. Será feita uma perícia no ônibus e se constatado um disparo de arma de fogo será aberto um inquérito policial para apurar os fatos.

Importante ressaltar que o ex-presidente não estava no ônibus. Ele chegou de helicóptero no local.

A Polícia Militar do Paraná reforçou o policiamento nos locais de manifestação pré determinados junto à comitiva do ex-presidente. Não houve, por parte do ex-presidente, o pedido de escolta."

Ofício do PT:


Carta de Jungmann




terça-feira, 7 de novembro de 2017

O populismo que nos ameaça

Por Reinaldo Dias(*)

O que os populismos têm em comum é um estilo de governo pautado pelo improviso que não consolida estruturas permanentes de sustentação econômica, pois baseia-se na distribuição de benefícios que tem como contrapartida o apoio eleitoral. O resultado disso são o colapso das instituições e da economia que desembocam no aumento da inflação e no desemprego.

O discurso populista é simplista e maniqueísta e se centra na luta de “nós” contra “eles”. No discurso de Lula, por exemplo “nós” são os trabalhadores e “eles” são as elites. No discurso de Bolsonaro, “nós” são as pessoas de bem, e “eles” são todos aqueles que não se identificam com essa categorização (negros, imigrantes, gays, políticos corruptos, ongs, mulheres não submissas, outras religiões). O povo, é identificado como aquele segmento da população ao qual dizem representar; os demais são inimigos do povo. A liderança populista não é institucional, mas pessoal, despreza as instituições democráticas; não é racional, mas movida por emoções que utiliza para enganar seus adeptos; não é pluralista e prega sempre uma pretensa unanimidade associada à palavra povo.

A prática populista opõe-se às instituições democráticas como a imprensa livre, a divisão de poderes e principalmente, a autonomia do judiciário. Nenhum sistema democrático está imune ao risco do populismo, que pode ter origem tanto à esquerda quanto à direita do espectro ideológico.  A desestruturação institucional, a perda de legitimidade, da eficácia e da credibilidade das instituições democráticas, a degradação do estado de direito e a corrupção constituem o caldo de cultura do qual se alimenta o populismo.

Políticos populistas são vendedores de ilusões no mercado eleitoral, prometem um futuro melhor para as massas empobrecidas em troca de apoio nas eleições. No poder distribuem benesses com o objetivo de manter-se apoiando políticas improvisadas que visam tão somente trazer-lhes benefícios.  Os mais ricos que apoiam essas ações têm a expectativa de que as multidões sejam iludidas e controladas para que mantenham suas estruturas de dominação, como vimos recentemente ocorrer no Brasil com grandes empresas – empreiteiras, bancos, indústrias -  apoiando e sustentando o populismo de esquerda.

Historicamente, na América Latina as lideranças populistas sempre mostraram mais afinidade por políticas de esquerda. No entanto, recentemente tem surgido líderes populistas que manifestam ostensivamente sua identificação com políticas de extrema direita. No Brasil o exemplo é Jair Bolsonaro, declarado candidato presidencial e apontado nas recentes pesquisas nacionais de intenção de voto em segundo lugar e em primeiro lugar em estados como o Distrito Federal e o Rio de Janeiro. Suas propostas de conteúdo xenofóbico, machista, racista, contrário à imigração e a diversidade cultural são de tal forma extremistas que muitos se surpreendem que obtenha tanto apoio.

As pesquisas eleitorais, mesmo que prematuras, indicam que o populismo atrai ainda importantes segmentos da população, as últimas mostram que Lula e Jair Bolsonaro juntos aparecem com até 50% das intenções de voto. Caso Lula não se viabilize como candidato, Bolsonaro assume a dianteira. Num cenário com múltiplos candidatos, aumentam as chances de a extrema direita ir para um segundo turno difundindo e dividindo o eleitorado com uma plataforma de ódio.

A população está cansada dos políticos e das elites empresariais que levaram o país à bancarrota com baixo crescimento econômico, aumento da desigualdade, corrupção, impunidade etc. A pergunta que mais se faz nas ruas é, em quem votar? De fato, estão dadas as condições para que o populismo de extrema direita cresça.  A possibilidade de que aconteça o pior não pode ser descartada. Depois que Trump foi eleito em uma das mais importantes democracias ocidentais, tudo é possível.

(*) Reinaldo Dias, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Campinas.  Sociólogo, Doutor em Ciências Sociais e Mestre em Ciência Política pela Unicamp. É especialista em Ciências Ambientais.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Defesa de Lula acusa Moro de espionagem; juiz rebate

Em mais um embate com o juiz Sérgio Moro, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Lula, acusou o magistrado de "espionagem". Em nota divulgada à tarde, em que critica o fato de Moro não ter dado tempo para a defesa analisar novos documentos antes de uma audiência, Martins diz que "Há mais uma clara tentativa de intimidar os advogados de Lula, mediante interceptação de dados de navegação de um escritório de advocacia — comparável aos temerários grampos que o magistrado autorizou instalar no principal ramal do nosso escritório em 2016, para bisbilhotar as estratégias da defesa do ex-Presidente Lula."

Diz ainda a nota: "É lamentável que o juiz Sérgio Moro mais uma vez recorra a argumentos que não têm amparo legal para insultar a defesa do ex-Presidente Lula. Mais lamentável ainda é que também uma vez mais ele esteja envolvido em atos de espionagem de um escritório de advocacia."

Por meio da assessoria de imprensa da Justiça Federal, Sérgio Moro reagiu, também em nota:

"Nota oficial do Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba

Cabe ao juiz se pronunciar apenas nos autos. 


Esclareça-se, apenas diante dos termos da nota emitida pelo defensor do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que não houve qualquer 'espionagem' a escritório de advocacia, mas mera verificação dos acessos ao processo eletrônico da Justiça Federal.


Cabe, por outro lado, somente ao advogado esclarecer ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região o motivo de ter afirmado que não teria tido acesso aos depoimentos das testemunhas antes do dia 05/06, quando o sistema eletrônico registra acesso dele em 31/05 e 01/06.

Curitiba, 06 de junho de 2017

Sergio Fernando Moro
Juiz Federal" 


Confira, abaixo, a nota completa da defesa de Lula:


Nota

O juiz Sérgio Moro age como inimigo da verdade e contra as regras internacionais de jurisdição ao fazer insinuações descabidas — do ponto de vista técnico e factual — ao TRF4 em relação ao Habeas Corpus 700003443063. Há mais uma clara tentativa de intimidar os advogados de Lula, mediante interceptação de dados de navegação de um escritório de advocacia — comparável aos temerários grampos que o magistrado autorizou instalar no principal ramal do nosso escritório em 2016, para bisbilhotar as estratégias da defesa do ex-Presidente Lula.

A reconstrução dos fatos demonstra que as informações prestadas pelo Juiz Sérgio Moro ao TRF4 não podem ser aceitas, pois:

1.     Ao final da audiência realizada ontem (05/06) o juiz Sérgio Moro informou às partes que, naquele momento, dava ciência de documentos anexados aos autos pelo Ministério Público Federal (MPF);

2.     Ato contínuo, a defesa do ex-Presidente indagou o juiz quais seriam os documentos juntados pelo MPF e, ainda, se houve prévia intimação sobre a juntada do material aos autos;

3.     Após consultar o sistema e a assistente de sala, o próprio juiz Sérgio Moro confirmou que as partes não haviam sido intimadas em relação à juntada do material e, diante disso, houve o requerimento da defesa de Lula para o adiamento da continuidade da audiência na parte da tarde, com a adesão da defesa de outros réus pelo mesmo motivo;

4.     O juiz Sérgio Moro omitiu do Tribunal todos os fatos acima, que podem ser confirmados pelos demais presentes ao ato, revelando que (i) a defesa do ex-Presidente Lula o consultou se teria havido prévia intimação sobre a juntada dos documentos novos; (ii) foi o próprio juiz que confirmou a ausência de intimação após consultar o sistema e sua auxiliar para essa finalidade;

5.     A negativa do juiz para adiar a audiência foi baseada em “economia processual”, e não em prévia intimação das partes sobre os documentos juntados, até porque ele próprio constatou que isso não ocorreu;

6.     Não bastasse o requerimento de adiamento da audiência ter sido formulado com base em informações do próprio Juiz Sérgio Moro, o processo penal é organizado por atos formais. A ciência de um ato judicial, como de uma juntada de documentos, somente se dá a partir do ato formal de intimação das partes, que apenas ocorreu em 05.06.2017;

7.     Qualquer acesso anterior, além de não ter sido realizado pessoalmente por este advogado, não tem valor legal de intimação. A Lei do Processo Eletrônico (Lei nº 11.419/2006), em seu artigo 5º, diz que a intimação será realizada no dia em que efetivar a consulta eletrônica ao teor da intimação (abertura da intimação) ou, automaticamente, após o 10º (décimo) dia da intimação eletrônica.

É lamentável que o juiz Sérgio Moro mais uma vez recorra a argumentos que não têm amparo legal para insultar a defesa do ex-Presidente Lula. Mais lamentável ainda é que também uma vez mais ele esteja envolvido em atos de espionagem de um escritório de advocacia.

Cristiano Zanin Martins"

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Defesa de Lula vai ao STF para ter acesso à delação da OAS

Os advogados do ex-presidente Lula protocolaram ontem no STF uma Reclamação Constitucional para ter acesso à delação premiada de José Adelmário Pinheiro Filho e Agenor Franklin Medeiros, da OAS.

De acordo com os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, Pinheiro e Medeiros reconheceram, durante depoimento prestado na condição de réus ao juiz Sérgio Moro, em 04 de maio, "que estavam negociando delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), mas, na oportunidade, foi negado à defesa acesso a qualquer informação adicional ou, ainda, às diligências já documentadas".

Ainda de acordo com os defensores de Lula, "O Juízo de Curitiba apenas autorizou o MPF, posteriormente, a informar a situação das delações,  'caso eventual acordo tenha sido celebrado e não esteja sob sigilo decretado por jurisdição de hierarquia superior, o seu teor'”.

Para os advogados, "É público e notório que os executivos da OAS tentam há muito tempo destravar suas delações. Diversos veículos de imprensa já noticiaram a existência de um suposto condicionamento do MPF prevendo necessariamente a referência a Lula, para fechar os acordos. Os pedidos de investigação que levamos à Procuradoria Geral da República com base nesse material foram sumariamente arquivados, reforçando a necessidade de termos acesso a todo o processo de delação."

terça-feira, 30 de maio de 2017

Defesa de Lula vai ao TRF contra decisão de Moro

Os advogados que defendem o ex-presidente Lula decidiram apelar ao TRF4 contra uma decisão do juiz Sérgio Moro. A defesa de Lula pediu uma perícia em documentos apresentados por José Adelmário Pinheiro Filho, da OAS. A alegação é de que, embora a troca de e-mails citada por Pinheiro seja datada de 2012, há uma referência a uma reportagem do Estadão de 2016. Moro negou a perícia. Abaixo, a nota da defesa:

"NOTA

A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao TRF4 para rever o ato do Juízo da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba e determinar a instauração do incidente de falsidade documental e a realização das provas necessárias para apurar a extensão das alterações realizadas no documento apresentado por José Adelmário Pinheiro Filho nos autos da ação penal n. 5022040-92.2017.4.04.7000/PR.
 
A medida tem previsão no artigo 145 do Código de Processo Penal e a parte tem o direito de submeter à perícia papéis juntados no processo, quando houver possibilidade de falsidade total ou parcial do material.Os papéis foram apresentados por Pinheiro no dia 15/05/2017.
 
Há uma cadeia de supostos e-mails que, embora indiquem terem sido remetidos em 06/09/2012, fazem referência a uma reportagem do portal do jornal O Estado de S. Paulo de 04/03/2016.
 
O magistrado reconheceu ter havido inclusão de conteúdo nos e-mails, mas diz, sem qualquer base, tratar-se de "comentário descritivo”, colocado por um advogado “provavelmente contratado pela OAS ou por José Adelmário Piinheiro Filho”. Assim, segundo o juiz Sérgio Moro, o questionamento sobre a autenticidade "não faz sentido"
 
Cristano Zanin Martins"