Após Paris, Salles é recebido com protestos também em Berlim

Manifestantes impedem reunião de Ricardo Salles com alemães
Nesta segunda, ativistas do Greenpeace protestaram em frente à Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio em Berlim, onde o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se reuniria com representantes de empresas alemãs. Após o protesto, o encontro foi cancelado. 
Fotos do protesto aqui.
Cerca de 50 ativistas montaram um cordão de isolamento e instalaram um tronco de madeira da Amazônia carbonizado em frente ao edifício para impedir a entrada de Salles. No local abriram  faixas criticando a destruição da Amazônia e exigindo o fim de “negócios com criminosos climáticos".
Em sua visita à Alemanha, Salles tenta limpar a imagem do Brasil para retomar e promover acordos comerciais com um dos países que mais investem por aqui. “Ambas indústrias estão destruindo o meio ambiente e o clima. No Brasil, a floresta está queimando para dar lugar ao gado e, na Alemanha, uma indústria automobilística ultrapassada está procurando novos mercados para seus produtos emissores de CO2", diz Jürgen Knirsch, especialista em comércio do Greenpeace Alemanha.
O Greenpeace exige que corporações e governos europeus adotem medidas para garantir que suas cadeias de suprimentos não estejam ligadas ao desmatamento, à destruição de ecossistemas ou a violações de direitos humanos. Para ajudar a barrar a crise climática que já vivenciamos, é fundamental que se ponha um fim à cumplicidade europeia com o desmatamento da Amazônia. 
“Em sua viagem pela Europa, Salles tem investido seu tempo em tentar convencer investidores, governo e imprensa que a crise na Amazônia está sob controle, enquanto deveria estar implementando medidas concretas para retomar o combate ao crime ambiental e ao desmatamento”, afirma Luiza Lima, da campanha de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil. O ministro já esteve na França, onde também foi recebido com protestos. Após a Alemanha, segue viagem para a Inglaterra.

Compre um juiz por R$ 750

Por Nayara Felizardo
The Intercept Brasil

Publicamos hoje mais uma história exclusiva sobre a corrupção no judiciário brasileiro. Depois de uma longa investigação encontramos 21 casos em que juízes e desembargadores foram investigados pelo CNJ, o Conselho Nacional de Justiça, por venda de sentenças. Os valores de uma decisão judicial no Brasil podem variar de R$ 750 a R$ 400 mil. E qual a punição para esse crime? Aposentadoria com salário.

Uma das histórias que contamos aconteceu em São Francisco do Conde, na região metropolitana de Salvador. Um desembargador cobrou  R$ 400 mil para livrar um político de uma acusação de corrupção. Já em Xinguara, no Pará, um habeas corpus para um acusado de assassinato sai por R$ 70 mil. O mercado de sentenças tem produtos que cabem em todos os bolsos. No interior do Rio Grande do Norte descobrimos que uma liminar custa a partir de R$ 750.

Um magistrado que cobra menos que um salário mínimo por uma liminar recebe como punição do CNJ sua aposentadoria compulsória e ela é bem gorda. Em média, magistrados condenados pelo Conselho por venda de sentenças recebem R$ 32 mil por mês de aposentadoria.

Dos 21 magistrados investigados por venda de sentença que descobrimos, 11 foram obrigados a se aposentar. Isso mesmo, juízes e desembargadores continuam sustentados com nosso dinheiro pelo resto da vida.

Por que é assim? Ora, são os magistrados que fazem as regras e que definem suas próprias punições. Como isso acontece, você lê aqui com exclusividade.

Agora imagine um cenário em que o Intercept Brasil não existe. Quem vai denunciar o judiciário e dar nome aos bois? Quantas práticas ilegais e injustas permaneceriam ocultas sem o trabalho dos nossos repórteres? Pois é, só podemos fazer investigações como essa porque não temos rabo preso com ninguém.

Deputada federal Cristiane Yared é processada por dívidas com agência de comunicação em Brasília

Yared: dívida de campanha (F: Câmara Federal)
Conhecida por sustentar discursos duros no plenário da Câmara federal, o nome da deputada Christiane Yared (PL-PR) consta em denúncia sobre dívidas contraídas com o Grupo Objetiva, agência de comunicação de Brasília, responsável por serviços de divulgação durante a campanha eleitoral de 2018. A ação é movida pelo escritório Alcoforado Advogados Associados, o valor ultrapassa os R$ 300 mil e a audiência de conciliação está marcada para a primeira semana de outubro, na capital.

Yared é reconhecida como a principal defensora no legislativo de políticas de combate à violência no trânsito, está na segunda legislatura e integra as Comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania e Viação e Transportes, além de pastora evangélica e empresária.

Para quem não se lembra, Christiane se tornou conhecida após perder um filho em um acidente de trânsito provocado pelo então deputado estadual do Paraná Fernando Ribas Carli, que, segundo apuração da polícia, dirigia bêbado e em alta velocidade em uma rua de Goiânia.

Vaza xaveco de Carlos Bolsonaro para Playmate brasileira que chamou pai de machista: "Se desviar meu beijo avisa"


A playmate brasileira Mariah Fernandes, 27, é capa da Playboy Portugal de setembro. A cosmetologista revelou que jamais aceitaria o convite para o mesmo trabalho no Brasil. Em entrevista à publicação, ela explicou a decisão e fez um dedicatória ao presidente "O Brasil é um país machista e somos liderados por um cara machista e homofóbico", em referência ao presidente Jair Bolsonaro.

Em uma conversa revelada pela própria playmate no Instagram, Carlos Bolsonaro manda um "xaveco" para a moça dizendo. "Se desviar, me avisa". Mariah, disse que não entendeu a frase e o questionou: "O que?" e Carlos responde: "Meu Beijo".

Depois de ter chamado o pai de machista, o outro filho, Eduardo Bolsonaro, a bloqueou no Instagram.



Ingressos para a pré-estreia do filme do Alex no Couto Pereira já estão disponíveis


Já estão disponíveis os ingressos para a pré-estreia do filme Alex Câmera 10 que acontecerá no dia 11 de outubro (sexta-feira) às 19h30 no estádio Couto Pereira. Eles podem ser adquiridos on line pelo site ingressos.coritiba.com.br ou fisicamente na Central de Sócios do Coritiba e nas bilheterias nos três próximos jogos do Coxa no Couto Pereira, diante do CRB (21/09); Cuiabá (28/09) e Guarani (08/10). Serão apenas quatro mil lugares comercializados.

Os sócios terão preço diferenciado, R$ 20,00, enquanto os demais pagarão R$ 25,00 + um quilo de alimento. Haverá ainda a opção de ingresso de camarote individual ou em grupos com preços a partir de R$ 70,00, para sócios R$ 100,00 para não sócios.

A partir do dia 24 de outubro, o documentário será exibido em Curitiba (Itaú Cinemas e Cineplus); Londrina (Cine Lumiere), Porto Alegre; São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (Itaú Cinemas) e Belo Horizonte (Cine Belas Artes).

O documentário Alex Câmera 10 é um filme de Adriano Rattmann e Cauê Serur e conta com um elenco recheado de personagens importantes do futebol brasileiro e turco, onde Alex reinou por oito anos.

Ex-técnico de Alex no Fenerbaçe, Zico definiu Alex como um jogador que Deus privilegiou. “Ele tem uma noção de tempo e espaço maior que a maioria dos jogadores”.

Principal parceiro de Pelé no Santos, Pepe treinou Alex no início da carreira. “Uma das melhores pernas esquerdas do futebol mundial em todos os tempos”.

O jornalista Juca Kfouri declarou: “Alex é, talvez, o último dos moicanos. Um jogador que sempre foi capaz de homenagear o futebol com sua sutileza e categoria”.

Ídolo do Athetico Paranaense, o ex-jogador Sicupira apontou Alex como o maior jogador paranaense da história. “Eu joguei mais ou menos na mesma posição do Alex e por isso posso dizer que foi o maior do Paraná”.

A distribuição do filme Alex Câmera 10 teve investimento do FSA/BRDE/Ancine e Estado do Paraná.

Deputado apresenta mandado de segurança contra MP de Bolsonaro que acaba com transparência no governo federal


O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) protocolou no Supremo Tribunal Federal mandado de segurança para suspender a medida provisória 896/19, publicada nesta segunda-feira pelo presidente Jair Bolsonaro, que suspende a obrigação de publicar atos oficiais de licitações públicas em jornais. “Uma MP se justificaria por necessidade de urgência ou relevância. Não é o caso. O mais pertinente seria discutir esse assunto por meio de um projeto de lei”, afirma Elias Vaz.

A medida provisória em tramitação na Câmara restringe a divulgação sobre licitações públicas ao Diário Oficial e sites mantidos por órgãos da administração federal, estadual e municipal e altera as leis 8.666, de 1993, 10.520, de 2002, 11.079, de 2004 e 12.462, de 2011. O deputado também aponta desvio de finalidade da medida provisória, que seria utilizada, como já afirmado pelo próprio presidente, como retaliação a críticas de alguns veículos ao governo.

Além da questão jurídica, Elias Vaz destaca outro aspecto. “A decisão do governo afeta a questão da transparência. Quanto mais veículos de grande porte divulgam as informações, mais os agentes públicos e os cidadãos têm condições de fiscalizar a aplicação do dinheiro público”.

Já há decisão do STF estabelecendo que, em caso de matéria inconstitucional, cabe ao parlamentar impedir o prosseguimento da matéria por meio de mandado de segurança. “Nessas excepcionais situações, em que o vício de inconstitucionalidade está diretamente relacionado a aspectos formais e procedimentais da atuação legislativa, a impetração de segurança é admissível, segundo a jurisprudência do STF, porque visa a corrigir vício já efetivamente concretizado no próprio curso do processo de formação da norma, antes mesmo e independentemente de sua final aprovação ou não.” (MS 32033, Rel. Min. GILMAR MENDES, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, DJe 18-02-2014)

Ato #MoroMente em Curitiba debaterá liberdade de imprensa no dia 10


Famosa por ser a sede da 13ª Vara Criminal Federal, que era comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, Curitiba receberá o ato #MoroMente da ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) na próxima terça-feira, 10/9, às 19h, no Sindicato dos Bancários. O evento irá debater o “Estado Democrático e a Liberdade de Imprensa”.

Nuredin Allan, jurista da ABJD, explica que além de denunciar as irregularidades cometidas pelo ex-juiz Sergio Moro nos julgamentos da Lava Jato e cobrar uma investigação rigorosa, o ato será um momento de reafirmar a importância da liberdade de imprensa para o fortalecimento da democracia.
A mídia hegemônica teve papel fundamental na desconstrução da democracia. Atualmente vivemos um cenário em que a sociedade confunde liberdade de imprensa com afirmar apenas o que lhe beneficia. Por isso precisamos falar sobre o tema”, justificou.

O debate terá a participação das jornalistas Ana Carolina Caldas e Paula Zarth Padilha e dos juristas José Carlos Portella Jr e Márcio Soares Berclaz.

#MoroMente
O lançamento nacional da Campanha #MoroMente aconteceu em São Paulo, no dia 19 de agosto, com a presença de mais de mil pessoas. A intenção da ABJD é fazer com que a população entenda as violações de direitos cometidas pelo ex-juiz e que estão sendo reveladas pela #VazaJato.

Serviço
Ato #MoroMente em Curitiba
Debate: “Estado Democrático e Liberdade de Imprensa”
Dia: 10/9
Hora: 19h
Local: Espaço Cultural e esportivo do Sindicato dos Bancários
Rua Piquiri, 380, Rebouças, Curitiba-PR

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