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| PM de São Paulo: mais câmeras, menos mortes (F: SSP/SP) |
O estudo revela que, apesar de muito repetida, a frase “bandido bom é bandido morto” não encontra adesão ampla na sociedade, apenas 20% concordam com essa frase. Por outro lado, 73% acreditam que os criminosos devem ser julgados e presos pelos seus crimes. A maior parte da população (55%) acredita que o país precisa aplicar as leis já existentes a todos os criminosos, enquanto apenas uma parcela (39%) acredita na necessidade do aumento das penas. Outro achado do estudo revela que 77% entendem que armas legalmente compradas também podem ser utilizadas em atos violentos quando são roubadas e vão para o mercado ilegal e 73% afirmam que ter mais armas em circulação gera mais violência.
“Os dados mostram que as frases de efeito antigamente mais famosas na segurança pública já não ressoam mais na população. A sociedade brasileira está cansada de promessas antiquadas e deseja outras formas de pensar esse tema, para além dos radicalismos cristalizados que não têm trazido resultados reais no dia a dia das pessoas. Há uma maioria silenciosa que busca resultados e eficácia, por isso apoia novas ideias sobre a segurança pública”, diz Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. 
Fonte: Instituto Sou da Paz/OMA PEsquisas
Percepção da segurança
O medo de sofrer algum tipo de violência fez com que 57% da população mudasse sua rotina. A pesquisa demonstra que 94% dos brasileiros reconhecem algum grau de violência na cidade onde vivem, o que revela que a propaganda oficial de "estados seguros" para viver não encontra respaldo na realidade. Uma estratégia comum entre políticos é apostar no aumento do policiamento ostensivo para tentar sanar a percepção negativa em relação à segurança, porém apenas 32% das pessoas acreditam que aumentar o efetivo policial nas ruas melhora a segurança.
As armas de fogo também são identificadas como um risco à vida, 60% da população são contrárias a ter acesso a armas de fogo em casa, sendo essa rejeição ainda maior entre mulheres (69%). “Não podemos encarar a violência apenas como dados estatísticos, ela é um fenômeno que atravessa e interfere no cotidiano das pessoas. O medo sentido por causa desse cenário é legítimo e a pesquisa mostra que a população não aceita mais respostas simplistas e punitivistas para as suas dores, comenta Carolina.
