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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

65% dos brasileiros pagariam mais por produtos de lojas que priorizam saúde e segurança de clientes

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(Imagem: freepik)
Quase dois terços (65%) dos brasileiros estão dispostos a pagar mais por produtos em lojas que estão fazendo um trabalho melhor para garantir a saúde e a segurança de seus clientes durante a pandemia. Destes, 84% pagariam até 10% a mais no valor do item, 12% pagariam até 25% a mais e 4% pagariam acima de 25% a mais.

O dado faz parte da “Consumer Health and Safety Brasil”, uma pesquisa sindicalizada realizada com 800 pessoas de todo o Brasil e comercializada pela Ipsos com o objetivo de mapear informações sobre o que faz os consumidores se sentirem seguros em pontos de venda físicos, comparando resultados de diferentes setores de atividade e região e oferecendo insights e estratégias possíveis para a retomada comercial após a flexibilização das restrições impostas pela pandemia.

No estudo, os respondentes avaliaram quais medidas implementadas pelos estabelecimentos para manter os clientes saudáveis e seguros durante a crise sanitária consideravam mais relevantes. Em primeiro lugar, ficou a obrigatoriedade do uso de máscaras por clientes, citada como uma precaução essencial por 54% dos ouvidos. Já o uso de máscaras por funcionários apareceu na segunda posição, com 51%. A medida de disponibilizar álcool em gel para clientes dentro da loja veio em terceiro (45%), seguida da disponibilidade do mesmo na porta de entrada (44%). Fechando o top 5, ter funcionários desinfetando carrinhos de compras, entrada e caixas à vista dos consumidores foi considerado essencial por 38%.

Dos 800 entrevistados que participaram da pesquisa, 88% disseram ter visitado um supermercado nos últimos 30 dias, 76% foram à farmácia, 52% ao banco, 45% ao posto de gasolina e 36% frequentaram um armazém/mercearia.

O “novo normal”

A pesquisa apontou ainda que 75%, ou seja, três em cada quatro consumidores ouvidos, não se sentiriam confortáveis em voltar imediatamente a frequentar pontos de venda físicos uma vez removidas todas as restrições de funcionamento impostas pelas autoridades, como limitação de ocupação, limitação de dias e horários de funcionamento, exclusividade de horário para determinados públicos, alteração de rotina, dentre outros.

Destes, 10% esperariam uma semana antes de voltar às lojas e instalações comerciais, 14% retornariam em 2 ou 3 semanas e 13% em um mês. Um terço (32%) só se sentiria confortável em voltar depois de, pelo menos, 3 meses e 7% dizem que nunca se sentirão bem novamente em pontos de venda físicos. Considerando a base de pessoas que demonstra desconforto, 63% dizem que teriam medo de ficar doentes e 55% se preocupam que haveria muita gente comprando nas lojas.

Na hipótese de remoção das restrições e reabertura total, apenas 14% dos entrevistados afirmaram que estariam confortáveis em voltar a frequentar estabelecimentos comerciais imediatamente; 10% não souberam responder.

O estudo “Consumer Health and Safety Brasil” foi realizado com uma amostra de 800 brasileiros com idade acima de 18 anos de todo o país, que visitaram pelo menos uma empresa nos setores pesquisados nos últimos 30 dias. O levantamento dos dados aconteceu entre os dias 19 e 26 de junho de 2020. A margem de erro é de 3,5 p.p..

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Projeto musical em hospitais de GO resgata memórias da infância de pacientes com Covid-19

paciente com covid-19 assiste a live
Paciente do Hutrin assiste a live (F: Divulgação)
A pandemia do coronavírus começa a desacelerar na maior parte do país. Em Goiás, a situação é de estabilidade em relação aos últimos 15 dias. No Estado, segundo a Secretaria Estadual de Saúde foram confirmados 174.409 casos.

Mas a doença continua levando muita gente para os hospitais no interior do Estado e causado preocupação a médicos, doentes e familiares.

Um momento de alívio dessa tensão é o projeto Amor Cantado - Acolhimento Musical, uma iniciativa do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (MD), que já beneficiou centenas de pacientes desde o início da implantação, em agosto, e movimentou uma audiência de mais de 1000 visualizações no canal TV IMED. São mais de 180 minutos de programação.

Assista a uma das lives:

“Adorei a ideia da live. É muito divertido e emocionante, algumas músicas lembraram a minha infância e a minha família, que estou sentindo muita falta. Foi especial ver algo assim”, conta a paciente do HRL Fabiana de Jesus, de 41 anos.

O projeto de musicoterapia tem por objetivo humanizar ainda mais o atendimento oferecido no Hospital de Urgências de Trindade e no Hospital Regional de Luziânia.

“Já enfrentei muita coisa na vida, mas nada chegou perto do que estou passando agora. Ainda bem que temos um hospital como esse. A live é dedicada aos pacientes, mas todos que trabalham aqui merecem muito”, diz Fábio Amorin, de 45 anos, paciente do Hospital Regional de Luziânia.

As lives do projeto Amor Cantado acontecem todas as quartas, às 15h. Os pacientes internados nas enfermarias assistem à transmissão ao vivo por meio dos televisores instalados nas unidades. Os colaboradores e os familiares podem acompanhar a apresentação através de tablets, smartphones, computadores ou smart TV.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

7.000 trabalhadores de saúde já morreram de Covid-19 em todo o mundo; Brasil é o quarto

Uma nova análise da Anistia Internacional constatou que pelo menos 7.000 trabalhadores da saúde em todo o mundo já morreram depois de contrair a Covid-19. O país mais afetado foi o México, com pelo menos 1.320 óbitos, o maior número de qualquer país.

A Anistia Internacional também registrou alto número de mortes de trabalhadores da saúde nos EUA (1.077) e no Brasil (634), onde os índices de infecção e de mortalidade estão altos desde o início da pandemia, além de números alarmantes na África do Sul (240) e Índia (537), onde os índices de infecção subiram vertiginosamente nos últimos meses.

"O fato de mais de 7.000 pessoas terem morrido tentando salvar outras é uma crise em escala espantosa. Todo trabalhador da saúde tem o direito à segurança no trabalho, e é um escândalo que tantos deles estejam pagando o preço mais alto de todos", disse Steve Cockburn, diretor de Justiça Econômica e Social da Anistia Internacional.

"Passados muitos meses do início da pandemia, trabalhadores da saúde ainda estão morrendo em escala chocante em países como no México, Brasil e Estados Unidos, enquanto a propagação acelerada de infecções na África do Sul e Índia mostra a urgência de todos os países agirem. É preciso haver cooperação global para assegurar que todos os trabalhadores da saúde recebam equipamentos de proteção adequados, para que possam continuar realizando seu trabalho vital sem colocar suas próprias vidas em risco", continua Steve.

Em relatório de 13 de julho , a Anistia Internacional constatou que mais de 3.000 trabalhadores da saúde haviam morrido depois de contrair a COVID-19. As cifras mais recentes são causadas pelo índice crescente de Covid-19 em vários países, além da disponibilidade de novas fontes de dados. Os países com os números mais altos de profissionais de saúde mortos por COVID-19 incluem o México (1.320), EUA (1.077), Reino Unido (649), Brasil (634), Rússia (631), Índia (573), África do Sul (240), Itália (188), Indonésia (181), Peru (183), Irã (164) e Egito (159).

As cifras dos diferentes países podem nem sempre ser diretamente comparáveis, devido aos métodos diferentes usados para coletar dados e às definições de trabalhadores da saúde utilizadas nos países distintos.

Devido à subnotificação em muitos dos países incluídos na análise, é provável que os números citados representem uma subestimativa grande.

Brasil: falta de EPIs e protocolos claros

Pelo menos 634 trabalhadores da saúde já morreram de Covid-19 no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e de Comunidade (SBMFC), parceiras da Anistia na campanha Nossas Vidas Importam, trabalhadores da saúde se queixam da insuficiência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), da falta de protocolos claros para lidar com infecções, ausência de apoio à saúde mental, proteção social mínima para os familiares dos trabalhadores e contratos precários dos contratados em base emergencial.

"Exigimos dos governos que tomem medidas urgentes para proteger a vida dos trabalhadores da saúde. Além de aumentar a oferta de equipamentos de proteção, as autoridades públicas devem ouvir as queixas desses profissionais da saúde sobre suas condições de trabalho e devem respeitar seus direitos de se organizar", afirma Jurema Werneck, Diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil.

"Ao longo da pandemia, as pessoas ao redor do mundo vêm saudando trabalhadores da saúde como heróis. Mas esse reconhecimento soa vazio quando tantos trabalhadores estão morrendo por falta de proteção básica", completa Jurema.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Bolsonaristas vão às ruas contra a vacina para Covid-19 em Curitiba. “Não queremos a vacina, nós temos a cloroquina”

 Erick Mota/Regra dos Terços

Inspirados pelo discurso de Jair Bolsonaro, que defende a cloroquina como cura milagrosa da Covid-19, curitibanos foram para o calçadão da Rua XV, em Curitiba, para pedir a liberação do remédio, que não tem eficácia comprovada, como tratamento precoce para a doença viral.

Os manifestantes também declararam que “vitamina d, luz do Sol e caminhada” teriam poder de curar a doença causada pelo vírus.

No último dia 31, Jair Bolsonaro declarou que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”. A declaração antivacina foi compartilhada com destaque para a frase pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom).

Em abril de 2019 o movimento antivacinação foi incluído no relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos dez maiores riscos à saúde global. Segundo o órgão, esse movimento negacionista da ciência é tão perigoso quanto os vírus.

Veja o vídeo: https://twitter.com/regradostercos/status/1303087102159196161



terça-feira, 18 de agosto de 2020

Na UTI em estado grave, cantor Cauan ironizou distanciamento e "desafiou" coronavírus no início da pandemia

 O cantor sertanejo goiano Cauan, que forma dupla com Cleber, está internado em uma UTI em Goiânia com 70% dos pulmões comprometidos pela Covid-19. Seria apenas mais um triste caso da doença, que já matou mais de 108 mil pessoas no país, se internautas não tivessem recuperado um vídeo em que o artista ironiza o distanciamento social determinado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) e "desafia" o coronavívus.

No vídeo, gravado em março, Cauan aparece ao lado de amigos em um apartamento.

"Nós tá (sic) escondido do Caiado aqui, e olha quem chegou aqui. Peita aqui Caiado", diz um dos amigos. O sertanejo responde: “"Peita ni nós, coronavírus. Peita, coronavírus, vem ni nós (sic)". O amigo completa: "Peita. Aqui não, aqui nós não pega o bicho não (sic). "A viola vai comer agorinha".

Assista:

De acordo com a coluna Notícias da TV do UOL, Cauan passou mal no dia 07, foi internado no dia 12 e transferido para a UTI três dias depois. Segundo a família, o cantor apresentou uma leve melhora no quadro.

Este é pelo menos o segundo caso de figuras proeminentes goianas que menosprezam a pandemia e desconsideram as orientações da OMS. Em julho, o médico Joaquim Inácio de Melo Júnior defendeu em entrevista na TV o uso de invermectina contra a Covid, também usandoa ironia.

"Tô de quarentena, já tem oito dias; desse jeito aqui, ó, na UTI", disse, dando tapinhas no rosto, ao afirmar que tinha Covid-19, mas graças ao vermífugo, estava bem. O apresentador pergunta: "O senhor chegou a ir para a UTI, doutor?". "Claro que não", respondeu o médico.

Dias depois da entrevista, o cirurgião foi encaminhado às pressas para a UTI e a família iniciou uma campanha na internet para arrecadar plasma para o tratamento. Joaquim recebeu alta no final de julho. Já os pacientes que foram "tratados" com o mesmo vermífugo por um grupo de médicos do qual Joaquim fazia parte, não se sabe.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

PV denuncia Estado brasileiro em corte internacional por crimes contra a humanidade

O Partido Verde protocola, nesta segunda-feira (10), denúncia contra o Estado Brasileiro por crime contra a humanidade na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos – OEA. Dentre as acusações, a legenda afirma que o descaso do governo federal, que já ceifou a vida de 100 mil brasileiros, demonstra o claro descumprimento de artigos do pacto da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José).

Faixa em frente ao Palácio do Planalto ressalta atos irresponsáveis de Bolsonaro (Reprodução Twitter)

No extenso documento, que apresenta um compilado de denúncias feitas ao governo, o PV apresenta fatos que constituem violações à Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José), em particular aos artigos 4º (direito à vida) e 5º (direito à integridade pessoal), combinados com o disposto no artigo 1.1 (obrigação de respeitar e garantir os direitos estabelecidos na Convenção), e ao Protocolo de San Salvador, em particular ao artigo 10 (direito à saúde).

As denúncias elencadas apresentam um histórico lamentável da Presidência da República na gestão da crise sanitária. Desde a decretação da pandemia mundial, pela Organização Mundial da Saúde, o presidente Bolsonaro tem adotado uma série de comportamentos contrários aos protocolos de segurança sanitária; desde passeios públicos ferindo o isolamento social e sem os devidos cuidados sanitários (uso de máscaras e não aglomeração), sistemáticas manifestações de estímulo ao não cumprimento do isolamento, bem como decretos do presidente em que se incluíram atividades como cultos religiosos, salões de beleza e academias ao roll das essenciais.

As atitudes do presidente refletem diretamente na gestão dos órgãos envolvidos no combate ao novo coronavírus. Vale ressaltar que pesquisa coordenada pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) indica que o número de infectados no Brasil pelo coronavírus é cerca de 6,5 vezes maior do que mostram os dados oficiais. Atualmente, mais de 1% (um por cento) da população já foi contaminada pelos vírus e o número encontra-se em escalada.

A petição apresenta ainda a demissão do então Ministro da Saúde Luiz Mandetta, e a consequente nomeação de Panzuello, interinamente, que resultou na demissão da equipe técnica que integrava as gestões anteriores, o que comprometeu o prosseguimento dos trabalhos realizados pelo órgão. Com o avanço das mortes, que hoje somam-se mais de 100 mil, uma das principais preocupações do governo brasileiro foi a aquisição do medicamento “Cloroquina”, cuja eficácia não foi comprovada por estudos científicos na luta contra a COVID-19 e, mesmo assim, foi recomendada para uso da população pelo presidente.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Ministro da Saúde recebe defensores do uso de ozônio pelo ânus para tratar Covid-19

Pazuello (camisa branca) com defensores da ozonioterapia retal (F: mídias sociais)
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu em Brasília defensores do uso do ozônio como forma de tratamento para a Covid-19. A informação é do site Metrópole. A prática, segundo o site, já é usada em hospitais do sul do país e ganhou notoriedade após o prefeito de Itajaí, no litoral de Santa Catarina, Volnei Morastoni, defender a aplicação do ozônio pelo ânus, em vídeo que viralizou nas mídias sociais.

A ozonioterapia é uma prática experimental sem eficácia comprovada para qualquer tratamento e seu uso é autorizado pelas entidades médicas apenas nesses casos. No pronunciamento, Volnei explica que "é uma aplicação simples, rápida, de dois, três minutinhos por dia, uma aplicação tranquilíssima, com um catéter fininho, e isso dá um resultado excelente. São dez dias seguidos".

O encontro com o ministro foi intermediado pelo deputado Giovani Cherini (PL-RS) e o motivo era discutir as ações de saúde no Rio Grande do Sul e o tema fez parte da conversa. O grupo era liderado pela médica Maria Emília Gadelha Serra. Em fotos nas redes sociais, ela destacou o assunto tratado: “Ozonioterapia na Saúde!”, pregou.

Participaram da reunião com o ministro Pazuello, segundo o site, o assessor parlamentar da pasta, Gustavo Machado Pires, o diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (Deges), Vinícius Nunes Azevedo. Eles conversaram com a presidente da Sociedade Brasileira de Ozonioterapia, Emília Serra Gadelha.

Também estiveram com o ministro os deputados Osmar Terra (MDB-RS) e Darsísio Perondi, além de Airton Antônio Soligo, conhecido como Airton Cascavel, assessor especial do ministro.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Movimento NÓS chega a Goiás e lança campanha convidando consumidores a apoiar o comércio de seu bairro

O Movimento NÓS, coalizão criada por oito das principais companhias de alimentos e bebidas do país para apoiar a retomada dos negócios do pequeno varejo - assim que liberadas as atividades - chega a Goiás e lança, através de um filme veiculado nas plataformas digitais, um convite aos consumidores para juntar-se ao movimento e incentivar o pequeno comerciante de seu bairro.

O NÓS é composto por Ambev, Aurora Alimentos, BRF, Coca-Cola Brasil, Grupo Heineken, Mondelēz International, Nestlé e PepsiCo. A coalizão está beneficiando, segundo o movimento, mais de 300 mil pequenos comércios em todo o Brasil, que empregam cerca de 1 milhão de pessoas e proporcionam impacto positivo em aproximadamente 3 milhões de vidas, incluindo as famílias destes empreendedores. As ações tiveram início na segunda quinzena de junho nos locais onde a reabertura dos estabelecimentos foi autorizada.

Goiás é um dos primeiros Estados do país a receber as ações da iniciativa, onde devem ser beneficiados pequenos comércios. A partir dessa semana, pequenos varejos vão receber kits com cartilhas, cartazes, máscaras e álcool em gel para se manterem em segurança durante a retomada das atividades, além de terem acesso às demais frentes de apoio propostas pela coalizão.

"Não podemos pensar apenas nos interesses individuais no momento pelo qual estamos passando com a COVID-19. É a hora de nos unirmos por um único objetivo: ajudar o país a atravessar esse período com o menor impacto possível. Os pequenos varejistas são nossos parceiros e não podemos medir esforços para ajudá-los a superar essa crise", afirmam, em carta, os oito CEOs das empresas fundadoras do Movimento NÓS.

O Movimento NÓS tem como foco de apoio quatro frentes principais, estruturadas para contemplar os principais desafios enfrentados pelo pequeno varejo na retomada de suas atividades. Esse trabalho inclui (1) a reabertura segura com foco na saúde, (2) o reabastecimento facilitado do estoque, (3) o fortalecimento da relação entre comércios locais e consumidores, e (4) a divulgação de informações relevantes do mercado.

A campanha é resultado de um trabalho de cocriação de três agências, que estão apoiando o Movimento Nós pro bono e juntas assinam esse trabalho: AlmapBBDO, DPZ e WMcCann.


segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Retorno aos escritórios no Centro-Oeste deve ocorrer entre setembro e dezembro, diz KPMG

Uma pesquisa realizada pela KPMG apontou que 25,5% das empresas do Centro-Oeste devem reabrir os escritórios entre setembro e dezembro deste ano. Segundo o estudo, cerca de 22% dos empreendimentos da região já voltaram ao trabalho presencial antes de julho, enquanto 16,3% deles esperam retornar ainda no mês de agosto. Essas são algumas das conclusões da "Pesquisa nacional: como será o retorno aos escritórios", que avalia as perspectivas de retomada das organizações durante a pandemia.

Quando questionados se a empresa adotará uma estratégia de retorno gradativo, para 31% dos empresários a previsão é de que a retomada inicial aos escritórios contemple até 50% dos profissionais da empresa. Já para 23,6% deles, a volta ao trabalho presencial deve atingir todo o quadro de funcionários da organização, enquanto cerca de 22% esperam voltar ao regime presencial com no máximo 30% dos empregados.

"Apesar de termos registro de casos desde março no Centro-Oeste, existe uma percepção de que esta foi a última região afetada pela covid-19. Isto se deve a vários fatores, incluindo a dimensão territorial e o número de casos confirmados que se manteve baixo nos primeiros meses da pandemia. Foi somente em maio que a curva começou a subir na região como um todo. Por esse motivo, as empresas estão mais cautelosas quanto ao retorno presencial das atividades", analisa o sócio da KPMG, Ray Souza.

Com relação à produtividade dos colaboradores durante a pandemia, para 45,5% dos entrevistados não houve aumento, nem queda no desempenho obtido no período. Para outros 31%, no entanto, esse índice aumentou em até 20%, enquanto para 11% deles houve um crescimento superior a 20% no rendimento dos funcionários.

"A pesquisa aponta que as empresas estão buscando se adaptar a essa nova realidade, implementando medidas para que o retorno dos funcionários aconteça de forma segura. A retomada será gradativa até para que os gestores possam avaliar a efetividade da implementação desse processo", afirma André Coutinho, sócio-líder de clientes e mercados da KPMG no Brasil e na América do Sul.

Sobre a pesquisa
A "Pesquisa nacional: como será o retorno aos escritórios" foi feita no mês de junho, deste ano, com empresários dos seguintes setores: agronegócio (8%); consumo e varejo (11%); energia e recursos naturais (8%); governo (2%); saúde e ciências da vida (7%); mercados industriais (16%); infraestrutura (6%); setor financeiro (18%); tecnologia, mídia e telecomunicações (9%); serviços (14%); e ONGs (1%). Já a distribuição geográfica dos entrevistados foi 77,9% no Sudeste; 8,1% no Sul, 7,6% no Centro Oeste, 3,6% no Nordeste e 2,6% no Norte. O conteúdo está disponível na íntegra no link: http://home.kpmg/br/pt/home/insights/2020/07/pesquisa-nacional-como-sera-retorno-aos-escritorios.html.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

90,1% das pequenas empresas de transporte que recorreram ao Pronampe ainda esperam linha de crédito do governo Bolsonaro

Desde o início da pandemia de Covid-19, há quatro meses, 52,0% das empresas de transporte solicitaram aos bancos algum tipo de financiamento, sendo que mais da metade delas (54,3%) teve a sua solicitação negada. E 59,8% afirmam conhecer o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) - iniciativa do governo federal que busca viabilizar crédito para empresas de pequeno porte. Dessas, 39,6% solicitaram crédito pelo programa e, das que solicitaram, 90,1% tiveram a solicitação negada ou ainda esperam o retorno do pedido.

Os dados fazem parte da nova rodada da Pesquisa de Impacto no Transporte - Covid-19, da CNT (Confederação Nacional do Transporte), que revela que quase 75% das empresas do setor tiveram queda de demanda em junho. Mais da metade delas (57,2%) avaliou que essa retração foi grande. A pesquisa revela ainda que, diante das dificuldades de acesso a crédito em grandes bancos e sem auxílio do governo Bolsonaro desde o início da pandemia, mais de um terço das empresas (34,0%) precisou recorrer ao crédito rotativo. Essa é a linha com as taxas de juros mais elevadas do mercado.

O presidente da CNT, Vander Costa, avalia que os resultados dessa nova rodada reforçam ainda mais o cenário de diminuição drástica da demanda e do faturamento do setor, além de revelar grandes dificuldades, por parte dos transportadores, para pagar obrigações rotineiras. Segundo ele, é urgente a apresentação de um plano de socorro imediato às transportadoras, de modo a oferecer uma linha de crédito exclusiva e pré-aprovada, com taxas de juros reduzidas e carência estendida. "Entendemos que, após quatro meses de pandemia, se as iniciativas governamentais durante a crise não refletirem, na prática, o socorro emergencial efetivo às empresas, muitas transportadores irão encerrar suas atividades e segmentos, como o urbano de passageiros, podem entrar em colapso, o que certamente comprometerá o funcionamento e o abastecimento das cidades brasileiras, além da retomada da atividade econômica."

Entre as medidas consideradas prioritárias pelo setor para o atual momento, 50,8% das empresas destacam a importância da isenção de tributos federais durante a pandemia; e 50,7%, a disponibilização de crédito com carência estendida e taxas de juros reduzidas. Além disso, 39,3% citaram a necessidade da manutenção da desoneração da folha para o setor transportador. Essas pautas vêm sendo mencionadas pelos transportadores desde o início da pandemia.

Alguns números da quarta rodada da Pesquisa de Impacto no Transporte - Covid-19

- 74,6% das empresas de transporte apontaram que houve diminuição da demanda em junho

- 60,7% indicaram uma nova diminuição do seu faturamento em junho

- 80,1% esperam uma nova diminuição do seu faturamento em julho

- 79,8% projetam impactos negativos da crise em sua empresa por pelo menos mais quatro meses

- 41,8% afirmaram que a capacidade de pagamento está muito comprometida - dificuldade para manter gastos com a folha de pagamento, parcelas de financiamentos, tributos, aluguéis, entre outros

- 26,4% conseguem permanecer operando com recursos próprios por, no máximo, mais um mês

- 21,3% já precisaram recorrer a linhas de financiamento para complementar o fluxo de caixa e cobrir a sua operação

- 52,0% solicitaram aos bancos algum tipo de financiamento, sendo que mais da metade delas (54,3%) teve a sua solicitação negada

- 39,6% das que conhecem o Pronampe solicitaram crédito pelo programa, sendo que 90,1% tiveram a solicitação negada ou ainda esperam o retorno do pedido.

- 34,0% precisaram recorrer ao crédito rotativo desde o início da pandemia

- 42,5% das empresas de transporte já haviam adotado a suspensão temporária do contrato de trabalho como uma alternativa para dar algum alívio ao seu fluxo de caixa

- 42,7% recorreram à redução proporcional de jornada e salários

- 43,6% precisaram utilizar demissões como alternativa de última instância

- 50,8% enfatizam a importância da isenção de tributos federais durante a pandemia

- 50,7% destacam a necessidade de disponibilização de crédito com carência estendida e taxas de juros reduzidas

Acesse aqui os resultados da quarta rodada da Pesquisa de Impacto no Transporte - Covid-19

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Justiça obriga homem a cumprir isolamento social

Com apenas quatro respiradores hospitalares e sem estrutura para atender pacientes graves na cidade, o município mineiro de Itamarandiba ajuizou ação para obrigar um morador com suspeita de covid-19 a cumprir medidas de isolamento e distanciamento social.

A juíza da Vara Única da comarca, Juliana Cristina Costa Lobato, deferiu o pedido de antecipação de tutela de urgência para que o homem respeite a quarentena e as demais normas médicas, evitando disseminar o vírus.

O morador também não pode se opor a realizar o teste para detectar o coronavírus e, em caso de atendimento médico de urgência, só deve transitar com equipamentos de proteção individual. Se desrespeitar a decisão judicial, o homem pode pagar multa de R$ 200 a cada ato.

Segundo o município, ele desobedeceu orientações do serviço médico local após procurar o hospital com sintomas da doença. Foram prescritos medicamentos e quarentena por 14 dias. Decorrido esse período, ele deveria submeter-se à realização de teste de covid-19, em conformidade com os protocolos sanitários vigentes.

Isolamento voluntário

O morador chegou a assinar um termo de declaração consentindo com o isolamento voluntário. Seis dias depois, ele ligou para o hospital relatando uma suposta melhora nos sintomas e o retorno ao trabalho no dia seguinte. O rapaz foi orientado da necessidade de cumprir a quarentena, mas técnicos da assistência social e integrantes da fiscalização municipal não o encontraram mais em sua residência.

A juíza Juliana Lobato ressaltou que o "desrespeito às orientações médicas e a negativa de cumprir isolamento domiciliar demonstram o descaso com a situação da gravidade vivida pela população mundial, menosprezo pela vida humana e ausência de responsabilidade social". A magistrada determinou que a Polícia Militar deve comunicar imediatamente à Justiça o descumprimento das medidas impostas ao morador.

O processo tramita em segredo de Justiça.

Vice-prefeito promove churrasco e é multado por descumprir decreto municipal de combate ao coronavírus

Isso é Brasil. O país do "Você sabe com quem está falando?", tão bem retratado no célebre livro O Que Faz o Brasil, Brasil?, de Roberto DaMata, tão atual. Da famosa Lei de Gerson. O país do desembargador que dá carteirada porque acredita que obedecer a lei é ser diminuído, ser menos cidadão.

O caso a seguir poderia ter se passado na lendária Sucupira. Mas foi aqui mesmo no Brasil, em Paranacity. Não é que o vice-prefeito da cidade, Rodolfo Vismara (MDB), foi multado pela prefeitura por descumprir um decreto municipal de combate à Covid-19? As informações são do G1.

Em uma postagem nas redes sociais, o político publicou uma foto em que celebra um churrasco com o deputado estadual Soldado Adriano José (PV).

Para a prefeitura, a postagem comprova que o vice-prefeito desobedeceu às determinações impostas pela administração da qual ele mesmo faz parte. De acordo com o decreto municipal que entrou em vigor na sexta-feira (17), eventos, festas e churrascos com pessoas que não vivem na mesma casa estão proibidos. A multa para quem descumprir a regra é de R$ 2.742,20.

A foto foi foi tirada no sábado (18), um dia após a norma da prefeitura. Nela, os dois políticos e os demais convidados aparecem sem máscara. Rodolfo Vismara se defendeu dizendo que a imagem foi feita na hora do almoço, o que justificaria o fato das pessoas estarem sem máscaras. Ele também disse que não tinha intenção de desrespeitar o decreto e pediu desculpas.

Já o deputado estadual Soldado Adriano se justificou em entrevista ao portal G1. Ele disse que não conhecia o decreto e que só tirou a máscara para almoçar, quando a foto foi tirada.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Caixa vai renegociar acordo de empresário que ficou 50 horas acorrentado em agência

Arlindo Magrão (de touca), com o presidente da Abrabar (dir) e empresários
A Caixa Econômica Federal aceitou renegociar o acordo para a liberação de uma linha de crédito, após o empresário Arlindo Ventura, o Magrão de O Torto Bar, permanecer mais de 50 horas acorrentado em frente à uma agência na Avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico de Curitiba. Ele foi chamado para conversar na manhã desta quarta-feira (15), depois de dormir duas noites seguidas e em jejum no local.

Segundo o empresário, o banco corrigiu um erro técnico, bem como ele solucionou um impasse na documentação, permitindo a retomada do processo. Diante da solução, o dono do bar, no bairro São Francisco, afirma ter ganhado um fôlego para mais três meses com a liberação dos recursos.

"Foi um processo burocrático que levou a tudo isso, mas conseguimos abrir uma condição melhor na pessoa física para cobrir a situação jurídica de cheque especial", ressaltou Arlindo Magrão. Agora, de acordo com ele, com o GiroCaixa em análise, a possibilidade é um pouco maior.

"Então é preciso falar com gerente, dialogar e ver o que você tem direito. Fiquei aqui por mais de dois dias para ter uma atenção interna", ressaltou o empresário logo após sair da reunião. "É preciso que as pessoas insistam e mostrem que não aceitamos determinadas condições", pontuou.

Lutar por direitos

Magrão também chamou atenção de trabalhadores e empresários para seus direitos. "Parece que a liberação de crédito é um favor que as instituições financeiras estão nos fazendo. Não é. Nesse momento, precisamos de todo o apoio possível para manter os empregos dos trabalhadores", disse ele, em referência a pandemia do novo Coronavírus.

"Estamos no limite e ainda sendo tratados dessa forma”, desabafou Arlindo Magrão. Esta não foi a primeira vez que isto aconteceu. Em 2012, o empresário ficou preso em um corrimão da escada da agência do Banco no Brasil na Praça Tiradentes, no centro de Curitiba. O motivo do protesto foram as cobranças de taxas altas.

Acompanhamento

O presidente da Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, acompanhou a luta de Magrão para restabelecer seus direitos. A entidade entrou em contato com o deputado federal Rubens Bueno (Cidadania), relator da Medida Provisória (MP) da linha de crédito.

"Ele (Bueno) vai nos escutar. Vamos dar subsídio para o deputado e mostrar o que nossa categoria está passando durante a pandemia", disse. Aguayo informou também que irá repassar ao parlamentar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pela Abrabar no Supremo Tribunal Federal (STF) no final de março.

Ele lembra que o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao Banco Central e ao Conselho Monetário Nacional manifestação sobre a ADI movida pela Abrabar e a Confederação Nacional do Turismo (CNTur), para renegociação de dívidas do setor.

O caso do Magrão, informa o presidente da Abrabar, sensibilizou inclusive o deputado federal Jerônimo Goergen (RS), autor da Lei da Liberdade Econômica que viabiliza o livre exercício da atividade econômica e a iniciativa. "A atitude extrema do Magrão chamou a atenção até de parlamentares de outros estados", completou Aguayo.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Médico goiano que se automedicou com invermectina está na UTI e família suplica por plasma

Joaquim: automedicação, invermectina e UTI (Repdodução)
O médico Joaquim Inácio Melo Jr, cirurgião do Hospital Geral de Goiânia, usuário e distribuidor do vermífugo Invermectina para o combate à Covid-19, está internado na UTI devido à doença. A revelação é da jornalista Fabiana Pulcinelli, do jornal O Popular. No último dia 06, o médico ganhou  oito minutos na TV SerraDourada/SBT para propagandear o tratamento, que não é reconhecido por nenhuma entidade médica no mundo.

No vídeo, Joaquim, que já estava com a doença, ironizava a situação, dizendo "tô de quarentena, já tem oito dias; desse jeito aqui, ó, na UTI", dando tapinhas no rosto. O apresentador pergunta: "O senhor chegou a ir para a UTI, doutor?". "Claro que não", respondeu o médico.

O cirurgião reclamou da "censura" a que um grupo de médicos defensores do tratamento teria sofrido com a limitação do número de usuários no Whats App. Na entrevista, Joaquim usou de fake news para justificar a indicação, conforme Fabiana: "Joaquim fala de exemplo da Etiópia (informação falsa), diz que é médico da linha de frente e que não tem tempo para "pesquisinha randomizada". E diz: "Previna-se, senão vocês vão pro tubo e não tem mais vaga na UTI, não".

A quarentena do médico terminaria no último dia 12, mas, não só não ocorreu, como ele está em estado grave. Segundo Fabiana, a família, agora, pede doação de plasma para auxiliar o tratamento. A jornalista lembra ainda que "O cirurgião Joaquim Inácio Melo Júnior é um dos líderes de uma campanha de médicos goianos para distribuição de medicamentos para 'prevenção' da Covid-19. Doaram 1,8 mil kits numa paróquia em Aparecida de Goiânia no dia 5/7."

Ao encerrar a entrevista, Joaquim alerta: "Eu sou paciente de mim mesmo. Eu não procurei infecto nenhum pra tratar de mim, não. Eu tratei a mim como tratei a todos os meus pacientes, mais de cem. (...) E nós vamos estar, o nosso grupo, distribuindo de graça esse medicamento. Não vamos cruzar os braços".

Resta agora desejar sorte ao dr. Joaquim e, especialmente, aos mais de cem pacientes tratados por ele. E reflexão aos veículos de comunicação sobre dar espaço a teorias sem nenhuma comprovação por qualquer entidade médica do mundo.

Covid-19 aumenta 365% em Goiás em um mês

A região Centro-Oeste do país vê a Covid-19 avançar nas últimas semanas. Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul viram o número de casos do novo coronavírus mais do que triplicar em 30 dias, o que fez a taxa de ocupação de leitos de UTI se aproximar de 100% em Goiânia, por exemplo, e provocou falta de vagas nos hospitais matogrossenses.

Recentemente, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, afirmou que a pasta tem preocupação especial com a propagação da doença no Centro-Oeste e também no Sul do Brasil. Para te ajudar a entender o cenário, o Brasil 61 fez um levantamento dos principais indicadores sobre a Covid-19 no DF e nos três estados e buscou explicações para o aumento.

Segundo o infectologista Hemerson Luz, está claro que a região Centro-Oeste atravessa o momento mais difícil no enfrentamento à pandemia desde março. “Analisando os gráficos de crescimento da Covid-19 no Centro-Oeste, percebemos que estamos em pleno pico, como era previsto para meados de julho. É bem provável que a tendência de crescimento persista por algum tempo até começar a decair o número de casos”, avalia.

De acordo com a última atualização da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), são 38.299 casos confirmados e 910 mortes pelo novo coronavírus. Há um mês, eram pouco menos de oito mil ocorrências, o que aponta para um crescimento de 365% no período.

Estudos mostram que o estado enfrenta o momento mais crítico da pandemia, superando os mil casos diários. Dos leitos de UTI dos hospitais estaduais destinados para tratamento de pacientes com o vírus, 85% estão ocupados. A situação na capital, Goiânia, é crítica. De acordo com o último boletim epidemiológico, apenas seis leitos estão disponíveis. A taxa de ocupação é de 96%. Há a previsão de 38 novas vagas, que estão em implantação, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO). 

Para tentar frear a curva de contaminação, o governador Ronaldo Caiado decretou, em 30 junho, uma quarentena diferente da adotada por outros estados e países: o isolamento intermitente. A estratégia é um sistema de revezamento das atividades econômicas, intercalando 14 dias de suspensão e 14 dias de funcionamento. Nesta terça-feira (13), após duas semanas de restrições, o governador liberou a abertura do comércio em geral, bares, academias, eventos esportivos e atividades religiosas.

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, seguiu a mesma linha do decreto estadual e flexibilizou o funcionamento das atividades não essenciais. Ele afirmou que pode voltar atrás na decisão. "Nós não teremos dificuldade em modificar itens desse decreto caso a aplicação do mesmo possa nos mostrar que tenhamos cometido excesso ou falhas."

(*) Com informações de Felipe Moura, do Brasil 61

Caixa vai receber empresário após dois dias acorrentado em frente a agência em Curitiba

A diretoria da Caixa Econômica vai receber, na manhã esta quarta-feira (15), o empresário Arlindo Ventura, o Magrão de O Torto Bar, após dois dias acorrentado em frente a agência do Centro Cívico de Curitiba. O ato extremo foi motivado pela falta de acesso à linhas de crédito, fundamental para manutenção do bar e pagamento dos três empregados e a própria existência.

O presidente da Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, e empresários do segmento estão acompanhando Magrão nesta manhã. Desde que se acorrentou em frente a agência, o dono de O Torto tem recebido a solidariedade de diversos empresários de bares, restaurantes e casas noturnas, a maioria também não conseguiu acessar as linhas crédito.

Após dois dias acorrentado, empresário será recebido (F: Gentileza)
Os recursos foram anunciados pelos governos estadual e federal, para ajudar os empresários durante a crise econômica provocada pelas quarentenas da pandemia do novo Coronavírus. Aproximadamente 97% dos empresários do setor não conseguiram acesso aos financiamentos, segundo levantamento da Abrabar.

Na última semana, o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao Banco Central (Bacen) e ao Conselho Monetário Nacional (CMN) para que se manifestem sobre a ação movida pela Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas (Abrabar) e da Confederação Nacional do Turismo (CNTur), para renegociação de dívidas do setor.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi movida no mês de março pelo advogado Orlando Anzoategui Jr., quando tiveram início as medidas de isolamento social e fechamento de bares e restaurantes no Paraná. Desde o início do mês de junho, o STF aguarda a manifestação do Bacen e CMN no processo.

Abaixo nota da Caixa sobre o empresário acorrentado em Curitiba:

"Informamos que CAIXA busca estar atenta às necessidades das micro, pequenas e médias empresas, especialmente nesse momento de desafios.

A CAIXA lançou o portal www.caixa.gov.br/caixacomsuaempresa, que permitiu que qualquer empresa manifeste seu interesse em contratar as linhas de crédito anunciadas, onde as empresas aptas ao crédito são contatadas pelo Gerente da agência da CAIXA mais próxima da empresa.

Sobre a linha Giro Caixa Pronampe, informamos  que a Receita Federal analisa o enquadramento da empresa e envia o comunicado onde consta a HASH CODE (código de validação), conforme critérios e regras estabelecidas pelas Portarias RFB nº 978 e 1.039. Para todas as empresas, será exigido o HASH CODE - código fornecido pela Receita Federal, além do documento de constituição da empresa, documento dos sócios e faturamento.

Cabe destacar que a empresa não poderá ter restrição cadastral no CNPJ da empresa ou no CPF do sócio."

terça-feira, 7 de julho de 2020

Covid-19: Pesquisas comprovam eficácia do uso da máscara facial

Estudo realizado por uma equipe de pesquisadores norte-americanos descobriu que não usar máscara facial aumenta drasticamente as chances de uma pessoa ser infectada pelo coronavírus. A equipe examinou as chances de infecção pela COVID-19 e como o vírus é facilmente transmitido de pessoa para pessoa. A partir de tendências e procedimentos de mitigação na China, Itália e Nova York, os pesquisadores descobriram que o uso de uma máscara facial reduziu o número de infecções em mais de 78.000 na Itália, e em mais de 66.000 na cidade de Nova York, entre abril e maio.

De acordo com Bárbara Gionco Cano, especialista em microbiologia e professora do Colégio Marista de Londrina, o uso da máscara respiratória funciona como uma barreira física de proteção para que fluídos do usuário não contaminem quem está ao redor. O equipamento é eficaz tanto para prevenir a contaminação pelo novo coronavírus, como para outras doenças respiratórias. “A máscara respiratória é uma medida válida de proteção coletiva, já que nem todos os contaminados apresentam sintomas, sendo assim seu uso é importante para evitar a contaminação de outras pessoas e contribuir com a contenção da doença. Seu uso é fundamental para pessoas com sintomas e para os profissionais de saúde”, explica.

Caseira ou não?

Ao contrário do álcool gel, a versão caseira das máscaras é tão eficiente quanto a industrializada. Bárbara esclarece que o equipamento de proteção pode ser feito de algodão ou TNT, por exemplo, desde que tenha no mínimo três camadas e seja fixada bem rente ao rosto. “Três camadas são suficientes para que os fluidos corporais não respinguem do usuário para o ambiente. Seria ideal que as pessoas fizessem uso das máscaras caseiras para que não faltem equipamentos de proteção para os profissionais de saúde e para os casos confirmados”, pondera.

Preferência é por máscaras caseiras (Foto: Divulgação)

Recomendações e limpeza

Segundo a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é importante que a máscara não seja usada por mais que duas horas ou depois que o tecido fique úmido. O ideal nesses casos é a substituição do produto.

Outro cuidado necessário é lembrar que a máscara é individual e não deve ser compartilhada. Vale ressaltar que deve ser colocada com cuidado, cobrindo boca e nariz e que durante o uso é importante evitar tocá-la e ficar ajustando. Para tirar a máscara, é preciso removê-la pelo laço ou nó da parte traseira, evitando tocar na parte da frente e lavar as mãos logo após. Além disso, a máscara deve ser descartada a qualquer sinal de desgaste.

Depois do uso, a máscara deve ser lavada com uma mistura de 50 partes de água para uma parte de hipoclorito de sódio (água sanitária). O equipamento de proteção deve ficar imerso nessa mistura por 30 minutos e depois deve ser lavado em água corrente e sabão. Quando o tecido estiver seco, é importante passar o material com ferro quente (caso seja de algodão) e acondicionar em saco plástico. “O usuário deve lembrar-se de higienizar bem as mãos após lavar a máscara”, afirma a especialista.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Goiânia tem R$ 47 milhões "guardados" para combate ao coronavírus, diz deputado

O deputado federal Elias Vaz (PSB) identificou no Portal do Fundo Nacional da Saúde que a prefeitura de Goiânia recebeu R$ 73,6 milhões para o combate ao coronavírus, mas só aplicou até agora R$ 26,4 milhões, segundo o Portal Transparência COVID-19 (https://www.goiania.go.gov.br/sing_transparencia/coronavirus-despesas/). “Isso significa que a prefeitura mantém R$ 47 milhões em caixa enquanto faltam testes nas unidades de saúde e leitos de UTI para atender os pacientes com coronavírus. É uma prova de má gestão. Essa verba é carimbada e o Município, se não aplicar na contenção da doença, terá que devolver ao governo federal”, explica Elias Vaz. O deputado vai informar os gastos como complemento de representação feita há duas semanas ao Ministério Público de Goiás contra a secretária Municipal de Saúde, Fátima Mrué, por omissão na contenção da COVID-19 em Goiânia.

Segundo o levantamento, a verba foi dividida em parcelas a partir de março. O primeiro repasse foi de R$ 4,2 milhões. Em abril, o Município recebeu o maior valor até agora: R$ 57,2 milhões. O recurso passou de R$ 5,4 milhões em maio e de R$ 8 milhões em junho. O valor bruto sofre desconto de R$ 1,4 milhão, restando o montante líquido de R$ 73.621.489,06.

A análise dos dados revela que a prefeitura só contratou empresas para a compra de máscaras de proteção destinadas aos servidores da Saúde no dia 10 de junho, em pleno avanço da pandemia na capital. A mesma situação se repetiu na aquisição de luvas para as equipes. O contrato com a empresa responsável por fornecer esses itens, no valor de R$ 1,2 milhão, só foi formalizado no dia 5 de junho.

“Recebemos várias reclamações de falta de Equipamentos de Proteção Individual nas unidades de saúde. Havia o recurso em conta. É claro que compras no setor público não são tão simples quanto nas empresas privadas, mas quase quatro meses se passaram e a prefeitura não teve a competência de oferecer a estrutura necessária para o combate ao coronavírus”, finaliza o deputado Elias Vaz.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

7% acreditam que alho protege contra Covid-19; 22% acham que se expor ao sol é que resolve; e é o 5G quem transmite

Um estudo realizado pela Ipsos em 16 países avaliou o grau de aceitação da sociedade sobre diferentes teorias a respeito da transmissão do novo coronavírus. Aos participantes do levantamento, foram apresentadas nove menções a serem classificadas como verdadeiras ou falsas. A teoria mais aceita globalmente é a de que o vírus pode sobreviver por até 3 dias em superfícies. No Brasil, 61% acreditam na premissa. O Reino Unido e o Canadá, ambos com 69%, são os países cujos entrevistados mais corroboram a hipótese. Por outro lado, na China, somente 39% classificam a alegação como verdadeira.

Outra hipótese com um índice alto de aceitação é a de que a Covid-19 pode ser transmitida por pacotes e caixas enviados do exterior. Entre os ouvidos brasileiros, 45% concordam com a tese. Aqueles que mais acreditam são os indianos (54%) e os que menos, italianos (11%).

Drogas e medicinas alternativas

Para 18% dos entrevistados no Brasil, a hidroxicloroquina é uma cura para o novo coronavírus. A Índia é o país com maior confiança na teoria: 37%. No Reino Unido, em contrapartida, só 2% creem na eficácia da droga para o tratamento da doença.

Passando de fármacos para medicamentos alternativos, 7% dos brasileiros acham ser verdadeira a premissa de que comer alho protege contra a infecção por Covid-19. O percentual mais alto de confiabilidade é indiano, com 34%, e o mais baixo é britânico (2%).

Além disso, dois em cada 10 ouvidos (22%) no Brasil categorizam como verdadeira a alegação de que expor-se ao sol ou a altas temperaturas previne a Covid. Pela terceira vez, é a Índia quem mais (35%) e o Reino Unido é quem menos concorda (9%).

Crianças, animais e tecnologia

No Brasil, um em cada dez (11%) acha que crianças não podem ser contaminadas pela Covid-19. Entre os 16 países participantes do estudo, o México é aquele cujos entrevistados mais consideram a teoria verdadeira: são 17%. Já no Japão, é apenas 1%.

Ainda falando sobre imunidade, 19% dos brasileiros acreditam ser verdade que, se um teste de anticorpos mostrar que uma pessoa foi previamente exposta ao vírus, ela não corre o risco de ser contaminada novamente. Na Alemanha, 28% corroboram a alegação; no Japão, somente 4%.

Com relação aos métodos de propagação do coronavírus, de acordo com a pesquisa, 17% dos entrevistados no Brasil creem que animais de estimação podem transmitir Covid-19. A China é a nação que mais aceita a teoria, com 40%. Na Itália, só 6% concordam com a afirmação. Por fim, 5% dos brasileiros assumem ser verdade que a tecnologia 5G é transmissora da Covid-19. Na Índia, onde há maior adesão à hipótese, são 15%; no Reino Unido, com menor adesão, apenas 2%.

A 15ª onda da pesquisa on-line Ipsos Essentials foi realizada com 16 mil adultos de 16 países entre os dias 28 a 31 de maio de 2020. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 p.p..

segunda-feira, 22 de junho de 2020

ATENÇÃO, PAIS: OMS alerta que inflamação grave em crianças pode estar ligada à Covid-19

Desde o início da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus é noticiado que os grupos de risco envolvem mais adultos e idosos do que os mais jovens. Recentemente, algumas crianças em vários países da Europa e da América do Norte desenvolveram um quadro inflamatório sistêmico, o que fez a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitir um alerta sobre a possibilidade de o quadro estar relacionado à Covid-19.

Os pequenos apresentaram dores no estômago, diarreia e vômito, seguidos de febre e, em alguns casos, vermelhidão na pele, fadiga e dificuldade para respirar. Os sintomas são causados por uma doença misteriosa que foi observada em países como Estados Unidos, Reino Unido, França e Itália. O problema é que alguns dos pacientes testaram positivo para o novo coronavírus ou apresentam anticorpos para a doença, o que significa que foram infectados pela Covid-19, mas se recuperaram.

O alerta da OMS não é para a população e sim para os médicos. Segundo Daniella Moore, pesquisadora do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz, a observação dos casos pode mostrar aos profissionais de saúde a possibilidade de outras abordagens em relação ao novo coronavírus. 

“Esses estudos mostram que pode haver outra manifestação clínica e não somente a respiratória convencional que estamos habituados. Pensar em Covid-19 e agora relacionada a essas doenças, vai abrir o espectro de tratamento que temos para fazer”, ressalta.

A Organização Mundial de Saúde estuda o ocorrido para saber se está se manifestando em todo o mundo, se foram casos isolados em alguns países e se há alguma associação com a Covid-19. Ainda segundo Daniella, o Brasil não tem publicações científicas descrevendo essa síndrome, mas há conhecimento de, pelo menos, sete casos identificados e que estão sob investigação.

No Brasil, gestores, serviços e profissionais da Saúde estão atentos ao caso. O Ministério da Saúde, por intermédio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e da Coordenação de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, assim como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) reconhecem a necessidade de alerta à comunidade pediátrica, reforçando a importância do diagnóstico e tratamento precoces da Síndrome Inflamatória Multissistêmica em Crianças e Adolescentes e da possível associação à Covid-19.

A maioria das crianças com infecção pelo novo coronavírus é assintomática ou apresenta sintomas leves da infecção. Vale ressaltar, também, que até o momento, as crianças responderam por uma porção mínima dos casos na pandemia global. Entretanto, a identificação da Síndrome Inflamatória Multissistêmica nos últimos dois meses, com sintomas semelhantes à rara Síndrome de Kawasaki, aumentou a atenção em relação à vulnerabilidade das crianças e adolescentes.

Por Luciano Marques, da Agência 61