Os super-ricos podem e devem financiar a Renda Cidadã, não crianças e aposentados, diz a Fenafisco

Nota de posicionamento

A Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) se posiciona contrária à proposta do Governo Federal de retirar verbas destinadas ao pagamento de precatórios e ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para financiar o programa Renda Cidadã.

A Fenafisco vê como fundamental um amplo e vigoroso programa social de renda básica, nos moldes do Bolsa-Família, para tirar o Brasil da crise fiscal, sanitária e social em que se encontra. Para financiar esse programa e, com urgência, restituir a segurança alimentar a mais de 40 milhões de brasileiros que não têm a garantia da comida na mesa todos os dias, defendemos uma injeção de progressividade no sistema tributário.

Com base no estudo ‘Tributar os super-ricos para reconstruir o país’, elaborado por diversos economistas e entidades ligadas ao fisco, propomos oito medidas tributárias com potencial de acréscimo de quase R﹩ 3 trilhões na arrecadação tributária, em 10 anos. Mais de dois terços desse montante viriam apenas de duas medidas: i) a implementação de novas alíquotas do IR (30%, 35%, 40% e 45%) para as altíssimas rendas, com isonomia de tratamento entre as rendas do trabalho e as do capital, que gerariam uma arrecadação adicional superior a R﹩ 1,5 trilhão em 10 anos; ii) instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) sobre patrimônios líquidos acima de R﹩ 10 milhões, que arrecadariam cerca de R﹩ 400 bilhões em 10 anos.

As possibilidades aventadas pelo Governo Federal penalizam as crianças das famílias pobres, cortando a verba destinada para a educação básica, e promovem calotes no pagamento de dívidas.

Ao tempo em que 67,2 milhões de brasileiros desamparados fazem filas nas agências bancárias de todo o país para sacar o auxílio emergencial, o governo, mais uma vez, insiste na penalização dos mais pobres.

Os governos, federal e estaduais, e o Congresso Nacional dispõem de uma solução que poupa 99,7% da população do aumento de impostos e pode garantir a redução da desigualdade no país. Este é o momento de implementar essa virada na história brasileira, garantindo a renda básica financiada pelos 0,3% mais ricos do país.

Internautas lançam Micheque candidata a vereadora

michelle bolsonaro candidata a vereadora
Não é novidade para ninguém que a internet não perdoa. E, apesar das tentativas da família Bolsonaro de censurar qualquer iniciativa que vá contra o grupo, em atitude típica de ditadores como Kin Jong-un, o humor e as críticas - como não poderia deixar de ser em um país democrático - continuam.

Agora, circula nas redes um santinho virtual lançando a candidatura a vereadora de Micheque, apelido que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ganhou após revelação pelo Ministério Público de que ela recebeu depósitos de R$ 89 mil de Fabrício Queiroz em uma de suas contas bancárias.

Michelle também ganhou repercussão após pedir a censura da música Micheque, do Detonautas, que cobra explicações para a movimentação bancária da primeira-dama. Ela quer que a música deixe de ser executada em todas as plataformas.

Por isso, também pedimos: não assista ao vídeo abaixo.



Após a reação da protagonista, as visualizações da música explodiram no You Tube, e já chegam a 2,3 milhões de exibições.

Ah, o número escolhido para a candidata Micheque é 89.000. A sigla, o PLB, Partido Laranjas do Brasil.

Vai encarar, eleitor?

Candidato bolsonarista a prefeito de Goiânia agrediu enfermeiras em Brasília, afirma Coren

gustavo gayer agrediu enfermeiras diz coren
Gustavo Gayer é candidato a prefeito de Goiânia (Reprodução)
O candidato da Democracia Cristã a prefeito de Goiânia, Gustavo Gayer, é acusado pelo Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) de ser um dos agressores de enfermeiros e enfermeiras que protestavam na Praça dos Três Poderes em Brasília no dia 1º de maio. Ao lado de outros bolsonaristas radicais, como o ex-servidor do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Renan Sena e da empresária Marluce Carvalho de Oliveira Gomes.

Na data, quando é comemorado o dia do trabalhador, os profissionais protestavam pacificamente em frente ao Palácio do Planalto contra as mortes de trabalhadores da saúde no combate à covid-19 e no descaso do governo federal com a doença. Foi quando passaram a ser agredidos verbal e fisicamente por bolsonaristas que também estavam no local.

Veja o momento em que o servidor do ministério de Damares Alves parte para cima dos enfermeiros:

Gayer gravou um vídeo acusando os manifestantes de serem falsos médicos - e, eram enfermeiros, nunca disseram ser médicos - a apresentou, ao lado dos comparsas, o depoimento de uma suposta moradora de rua que teria recebido um jaleco para engrossar o movimento. Após a repercussão, o empresário, que tem uma escola de inglês em Goiânia, apagou o vídeo de suas redes. Ele também disse em entrevistas posteriores que não participou do momento da agressão e que sua associação ao crime se deu pelo vídeo que postou.

Em vídeo, Gayer acusa enfermeiros de serem "falsos médicos":

Todos foram denunciados pelo Conselho Federal de Enfermagem à polícia.

Atualização, 30/09/2020

No dia 10 de agosto de 2020, o Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal publicou uma nota oficial com o desfecho do episódio. O Sindicato reconheceu que Gayer não participou das agressões e o político emitiu uma nota admitindo serem falsas as afirmações dadas no vídeo que gravou acusando os enfermeiros de fraudar a manifestação.

Leia abaixo:

"Nota Oficial

Na última sexta-feira, (07), o Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF) participou de uma audiência de conciliação com Gustavo Gayer, empresário goiano, que em 1º de maio divulgou em uma rede social uma notícia desencontrada sobre a manifestação feita pelos trabalhadores da enfermagem.

O departamento jurídico do SindEnfermeiro entrou com uma ação judicial contra Gustavo, uma vez que o fato compartilhado não era verídico. Na audiência de conciliação ficou acordado que o empresário se retrataria sobre a divulgação da inverdade, e o SindEnfermeiro divulgaria essa retratação.

Confira a retratação de Gustavo Gayer na íntegra:

“Por meio deste comunicado, eu, Gustavo Gayer, esclareço que as manifestações ocorridas no dia 01/05/2020 em Brasília-DF, organizadas pelo Sindenfermeiro/DF e outras entidades da saúde, foram legítimas e contaram somente com a participação de Enfermeiros e profissionais da saúde, em geral, não sendo do meu conhecimento a presença de outras pessoas que não fossem profissionais da área. Logo, peço escusas pela divulgação de vídeos que macularam a honra desses nobres profissionais. Desta feita, como comunicador que sou, jamais tive qualquer intenção em divulgar notícias falsas, ou mesmo prejudicar o ato nobre e legítimo então realizado.

Gostaria também de reiterar e externar os meus agradecimentos aos profissionais da área da saúde pelo protagonismo exercido diante dos efeitos da pandemia global que assolam o nosso país, em especial a classe dos enfermeiros, enfermeiras, técnicos e técnicas de Enfermagem. A dedicação, todos os valiosos esforços físicos e psicológicos despendidos, além da ética de trabalho altruísta exercidos neste momento de exceção, estão sendo determinantes para que os efeitos da crise global sejam mitigados no Brasil. A dura crise que estamos enfrentando deixará diversos legados a toda humanidade, tornando perene o respeito e a admiração aos profissionais envolvidos em seu combate, sendo que qualquer interpretação diversa dos votos de estima ora explanados, não condizem com o pensamento deste interlocutor, trazendo a efeito, inclusive, a legitimidade das manifestações ocorridas no dia 01/05/2020 em Brasília – DF”.

Deste modo, o SindEnfermeiro-DF reitera que Gustavo Gayer não tem relação alguma com as agressões físicas e verbais sofridas por alguns enfermeiros no citado ato, pois, conforme foi apurado, no momento dos fatos ele não se encontrava nas proximidades da Praça dos Três Poderes."

Pai de santo quer censura e R$ 1 bi do Porta dos Fundos e Netflix

especial de natal porta dos fundos censurado
Especial humorístico incomodou censores (Divulgação)
A onda de tentativas de censura iniciada após a posse de Jair Bolsonaro na presidência parece atingir não apenas o segmento evangélico que tomou conta de parte do governo. Ao que parece, o brasileiro gosta mesmo de ser tutelado e que decidam por ele o que cada um deve consumir de entretenimento e outros produtos de responsabilidade exclusivamente pessoal. E o ímpeto censor vem se espalhando em culturas até então vítimas da intolerância.

É o caso do processo que o pai de santo Babalorixa Alexandre Montecerrath move contra a produtora do programa Porta dos Fundos e a Netflix devido à exibição do Especial de Natal que o grupo humorístico produziu para a empresa de streaming no final do ano passado. De acordo com o pai de santo, o programa trouxe aos espectadores religiosos conteúdo que ironiza e debocha da fé alheia.

Montecerrath, que representa o centro de umbanda Ilê Asé Ofá de Prata, pede indenização de R$ 1 bilhão para instituições religiosas que se sentiram ofendidas, apesar de não deixar claro como seria distribuída a espantosa quantia. Também pede que o especial seja retirado do ar.

Talvez não por acaso, Montecerrath é representado na ação pelo advogado Anselmo Ferreira Melo Costa, que também já "exigiu" indenizações bilionárias da China, pela "disseminação" do coronavírus, e da Organização Mundial de Saúde, pelos supostos danos causados pela política de isolamento no combate à pandemia.

"Eleitor safado, bandido, pilantra, não tenho nada pra você", diz candidato a vereador em vídeo

Um vídeo inusitado de um candidato a vereador por Morrinhos, interior de Goiás, tem chamado a atenção nas mídias sociais devido à sinceridade na busca por uma vaga na Câmara Municipal da cidade. Rui Pipa, candidato pelo PSDB, começa dizendo que já perdeu cinco eleições.

No vídeo, de um minuto e quatro segundos, o candidato diz que quer "mandar também um recadinho para o eleitor safado, bandido, pilantra" e que afirma que só existem políticos corruptos.

rui pipa candidato a vereador em Morrinhos
Registro da candidatura aguarda julgamento

"Não beire o Rui Pipa, eu não tenho nada pra você. Você, eleitor, que está esperando um saco de cimento, um candidato pra pagar a sua energia, pra pagar a sua carteira de motorista, documento do seu carro, um saco de cimento, um botijão de gás, sai de perto do Rui Pipa", alerta.

"Bandido, safado, eleitor pilantra, é por culpa sua que o Brasil tá desse jeito. Não beire o Rui Pipa, se eu tiver que perder essa eleição, vou perder sem comprar voto. (...) Eleitor que vende voto, pilantra e safado", conclui.

Assista ao vídeo:


Rui Barbosa Alves de Mendonça, o Rui Pipa, é solteiro, tem 53 anos, ensino fundamental completo e é natural de Brasília. O limite de gastos autorizado pelo TSE na campanha é de R$ 40.926,53. A candidatura ainda aguarda deferimento da Justiça Eleitoral.

Bolsonaro decide tirar do pobre para não mexer com o rico

bolsonaro e a renda cidadã
O anúncio de hoje, sem direito a perguntas de jornalistas, do programa Renda Cidadã, confirma a intenção do presidente Jair Bolsonaro de não mexer com os ricos, afirmam os integrantes da campanha Renda Básica Que Queremos. Como um Robin Hood às avessas, o governo prefere tirar dos pobres, usando recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), a principal fonte de recursos para a educação básica no país, afirma material distribuído à imprensa.

Confira:

"A campanha Renda Básica Que Queremos - que defende a manutenção da renda emergencial no patamar de R$ 600 até dezembro - repudia esse arranjo mambembe que reduz o valor que os beneficiários do Bolsa Família já recebem e põe em risco o destino das poucas verbas destinadas à educação básica.

Repudiamos que um mecanismo de redução de desigualdades sociais tão importante seja tratado como mero trampolim eleitoral, no qual o nome e o marketing fazem mais diferença do que sua efetividade e sua sustentabilidade no longo prazo.

O Brasil precisa de uma renda básica permanente porque a situação de exceção que o benefício emergencial pretendeu amenizar é a realidade de dezenas de milhões de brasileiros que vivem na pobreza. Nosso país nunca resgatará a dignidade de toda sua população se não encarar com seriedade a urgência de reduzir o hiato entre os mais ricos e os mais pobres, transferindo renda e provendo serviços públicos de qualidade.

O projeto anunciado hoje da Renda Cidadã é um claro exemplo da perversidade do teto de gastos sociais estabelecido pelo governo anterior, que embora não enfrentasse os efeitos deletérios da pandemia, já tinha ciência dos dramáticos índices de desigualdade social do país."

Família do Sítio fornece enxovais contra a covid-19 para supermercados locais do DF e Goiás

totens com acionamento por pedais para alcool gel
Totens de álcool tem acionamento por pedal (F: Divulgação)
A Família do Sítio está fechando parceria com redes locais de supermercados do DF e entorno para fornecer um enxoval de equipamentos de proteção contra a covid-19. O kit conta com um totem para aplicação de álcool em gel, máscaras para os caixas e marcações de fila para manter o distanciamento social. Até o momento, as cinco unidades da rede Ponto Alto já estão com o enxoval instalado e outras redes devem receber o material em breve.

“As grandes redes em geral já fizeram esse trabalho, mas nós identificamos que as redes locais, supermercados menores, não tinham marcação ou não estavam padronizadas”, conta a gerente de Trade Marketing da Família do Sítio, Ana Carolina Paz. “Esse enxoval é importantíssimo tanto para a proteção dos clientes como dos próprios funcionários. A Família do Sítio se preocupa muito com a segurança de todos que trabalham nas instalações e das equipes que estão na rua. Por que não teríamos o mesmo cuidado com nossos parceiros?”, continua.

O totem com álcool em gel possui acionamento por pedal, o que minimiza a necessidade de contato, e as marcações foram instaladas nas filas do caixa. Em alguns casos, por pedido do supermercado, as marcações foram instaladas também nas filas da padaria e do açougue.

A parceria está sendo fechada agora com o supermercado Rio Vermelho, de Formosa GO, e em breve outros estabelecimentos receberão o kit para contribuir com a segurança de todos os frequentadores.

Minerva Foods doa 150 testes rápidos para o município de Palmeiras de Goiás

município recebe testes rápidos de covid
Como forma manter o auxílio às instituições a enfrentar esse momento adverso e conter o avanço da COVID-19, a Minerva Foods, líder em exportação de carne bovina na América do Sul e uma das maiores empresas na produção e comercialização de carne in natura e seus derivados na região, doou 150 testes rápidos para diagnóstico do novo coronavírus à Secretaria Municipal de Saúde de Palmeiras de Goiás.

Doações anteriores à comunidade

Recentemente, a Minerva Foods disponibilizou 650 testes rápidos de diagnóstico da COVID-19 para as Secretarias Municipais de Saúde na região sendo 450 para Palmeiras de Goiás, 100 à Cezarina e mais 100 para Campestre, que totalizam 750 unidades. No último mês, a Companhia anunciou a doação de R﹩ 360 mil para subsidiar o aluguel de unidade hospitalar particular a fim de ampliar o atendimento e serviço público de urgência e emergência no combate à COVID-19. Além da doação de recursos financeiros, a Minerva Foods estendeu até setembro o aluguel da UTI Móvel cedida ao município de Palmeiras de Goiás.

As doações anteriores também incluíram 10 mil pares de luvas descartáveis; mais de 15 mil máscaras descartáveis; 834 kg de carne (enlatada e almondega); cerca de 2.300 medicamentos; e 500 cestas básicas. As doações tiveram como destino a Secretaria Municipal de Saúde de Palmeira de Goiás, o Lar São Vicente, a Prefeitura Municipal e o SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

65% dos brasileiros pagariam mais por produtos de lojas que priorizam saúde e segurança de clientes

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(Imagem: freepik)
Quase dois terços (65%) dos brasileiros estão dispostos a pagar mais por produtos em lojas que estão fazendo um trabalho melhor para garantir a saúde e a segurança de seus clientes durante a pandemia. Destes, 84% pagariam até 10% a mais no valor do item, 12% pagariam até 25% a mais e 4% pagariam acima de 25% a mais.

O dado faz parte da “Consumer Health and Safety Brasil”, uma pesquisa sindicalizada realizada com 800 pessoas de todo o Brasil e comercializada pela Ipsos com o objetivo de mapear informações sobre o que faz os consumidores se sentirem seguros em pontos de venda físicos, comparando resultados de diferentes setores de atividade e região e oferecendo insights e estratégias possíveis para a retomada comercial após a flexibilização das restrições impostas pela pandemia.

No estudo, os respondentes avaliaram quais medidas implementadas pelos estabelecimentos para manter os clientes saudáveis e seguros durante a crise sanitária consideravam mais relevantes. Em primeiro lugar, ficou a obrigatoriedade do uso de máscaras por clientes, citada como uma precaução essencial por 54% dos ouvidos. Já o uso de máscaras por funcionários apareceu na segunda posição, com 51%. A medida de disponibilizar álcool em gel para clientes dentro da loja veio em terceiro (45%), seguida da disponibilidade do mesmo na porta de entrada (44%). Fechando o top 5, ter funcionários desinfetando carrinhos de compras, entrada e caixas à vista dos consumidores foi considerado essencial por 38%.

Dos 800 entrevistados que participaram da pesquisa, 88% disseram ter visitado um supermercado nos últimos 30 dias, 76% foram à farmácia, 52% ao banco, 45% ao posto de gasolina e 36% frequentaram um armazém/mercearia.

O “novo normal”

A pesquisa apontou ainda que 75%, ou seja, três em cada quatro consumidores ouvidos, não se sentiriam confortáveis em voltar imediatamente a frequentar pontos de venda físicos uma vez removidas todas as restrições de funcionamento impostas pelas autoridades, como limitação de ocupação, limitação de dias e horários de funcionamento, exclusividade de horário para determinados públicos, alteração de rotina, dentre outros.

Destes, 10% esperariam uma semana antes de voltar às lojas e instalações comerciais, 14% retornariam em 2 ou 3 semanas e 13% em um mês. Um terço (32%) só se sentiria confortável em voltar depois de, pelo menos, 3 meses e 7% dizem que nunca se sentirão bem novamente em pontos de venda físicos. Considerando a base de pessoas que demonstra desconforto, 63% dizem que teriam medo de ficar doentes e 55% se preocupam que haveria muita gente comprando nas lojas.

Na hipótese de remoção das restrições e reabertura total, apenas 14% dos entrevistados afirmaram que estariam confortáveis em voltar a frequentar estabelecimentos comerciais imediatamente; 10% não souberam responder.

O estudo “Consumer Health and Safety Brasil” foi realizado com uma amostra de 800 brasileiros com idade acima de 18 anos de todo o país, que visitaram pelo menos uma empresa nos setores pesquisados nos últimos 30 dias. O levantamento dos dados aconteceu entre os dias 19 e 26 de junho de 2020. A margem de erro é de 3,5 p.p..

Bolsonarista para professora: "Só por eu ter um no meio das pernas já sou melhor do que você"

rayker oliveira exonerado da prefeitura de Goianésia
Nas redes sociais, Rayker mostra apoio a Bolsonaro (Repdodução)
O funcionário público comissionado da prefeitura de Goianésia (GO) Rayker Jeorge da Silva Oliveira foi exonerado do cargo de assessor de apoio executivo do gabinete do prefeito após ofensas machistas contra uma professora da cidade. Assessor direto do prefeito Renato Menezes de Castro (MDB), Rayker se envolveu em uma discussão com a professora e enviou a ela vários áudios com ofensas, que acabaram viralizando. Em um dos áudios, o servidor fala:

"Só pelo fato de eu ter um no meio das pernas já sou melhor do que você, entendeu? Só na escala da evolução tenho uma resistência física muito maior, tenho inteligência maior (sic) e ganho um salário melhor. Então sou basicamente um deus. E você, é quem?"

Ouça um dos áudios: 

O agressor se declara como bolsonarista nas redes sociais e já fez diversas postagens atacando o que considera grupos adversários de Jair Bolsonaro. Também existem postagens homofóbicas e machistas. Em uma delas, no Twitter, ele diz:

"É ridículo se gravar malhando em casa com objetos aleatórios? É. Tá errado? Não. Enquanto tiver gostosas aleatórias enfiadas numa calça colada e fio dental do tipo "meu marido morreu, estou tão só" postando tudo nas redes sociais, eu defenderei essa prática ridícula até a morte."



Em outra, comenta: "Entre no casamento só com a bunda e o RG, saia dele com metade das coisas do cara." Os impropérios continuam contra estudantes universitários, gays, cantores de MPB e por aí vai.

Na discussão com a pedagoga ele ainda se vangloria de ser advogado e garante que teria mais quatro anos de "vida boa" na prefeitura caso Castro, que não é mais candidato, se reelegesse: "No final, nós vamos ganhar e pisar na goela de todo mundo".



O prefeito de Goianésia emitiu uma nota em que repudia as declarações do servidor: "A Prefeitura de Goianésia repudia veementemente as declarações presentes em um áudio de Whatsapp que circulou, fazendo declarações aos profissionais da educação. Salientamos ainda, que nosso respeito e valorização por essa classe sempre foi prioridade (...)", diz trecho do documento.

A Ordem dos Advogados do Brasil (Subseção de Goianésia) também considerou as declarações de Rayker "hostis, desonrosas e preconceituosas". 

Após a polêmica, o agressor tornou privada sua conta no Instagram e pediu desculpas "a todos os professores e pedagogos", alegando que sua discussão era com uma única pessoa que o atacava.

STF encaminha notícia-crime contra ex-ministro de Bolsonaro por falsidade ideológica

bolsonaro e o ministro fake
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber encaminhou para a primeira instância uma notícia-crime contra o ex-ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, por falsidade ideológica, por conta das inconsistências encontradas no currículo do professor na época em que foi convidado por Bolsonaro para assumir a pasta.

O advogado Ricardo Bretanha Schmidt, que peticionou a notícia-crime, afirmou que o ex-ministro cometeu delito tipificado no artigo 299 do Código Penal. “Pois com sua conduta, inseriu ou fez inserir, em documento particular, declaração falsa, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, o de possuir o título de Doutor em Administração, o que de fato não possui”, escreveu no documento. Caso seja condenado, Carlos Decotelli pode pegar uma reclusão de um a três anos, além do  pagamento de multa no valor de R$ 3.500,00. 

Troca-troca na Educação

Até agora, na gestão de Bolsonaro, Decotelli foi o terceiro ministro na pasta da Educação, onde substituiu Abraham Weitraub. Ele nem chegou a ser empossado por conta das diversas inconsistências que foram vindo à tona sobre a formação profissional do professor. A primeira que surgiu, foi o título de doutorado, onde o reitor da Universidade de Rosário, na Argentina, negou que o educador tinha concluído o curso. 

O ex-ministro retirou a menção à conclusão do curso da plataforma Lattes, relatando apenas que finalizou os créditos necessários, mas que não havia apresentado a tese, exigência obrigatória para o título de doutor. Na ocasião, Decotelli disse que não apresentou a tese porque não tinha mais interesse em permanecer na Argentina.

Por André Phelipe, Regra dos Terços

Monitor de Secas indica ampliação da área com seca para 97% de Goiás em agosto

Entre julho e agosto, estado registrou áreas com seca fraca, moderada, grave e extrema, totalizando 97% do território goiano. Este é o maior percentual do fenômeno em Goiás desde sua entrada no Mapa do Monitor em junho deste ano

A última atualização do Monitor de Secas aponta que em Goiás, em agosto, os indicadores de curto prazo apontam para uma condição de piora na severidade da seca, que foi registrada em seu nível grave, passando de 24,98% para 40,39% do território goiano entre julho e agosto. Também houve aumento das áreas com seca fraca e moderada e da área total com o fenômeno, que subiu de 93,36% para 97,71% na comparação entre os últimos dois meses. Este é o maior percentual desde a entrada de Goiás no Mapa do Monitor em junho deste ano. Os impactos agora são de curto e longo prazo. 

O Mapa do Monitor de agosto registra o aumento das áreas com seca em 12 das 19 unidades da Federação acompanhadas: Alagoas, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. A redução de áreas com o fenômeno aconteceu somente na Bahia e no Espírito Santo, sendo que o Distrito Federal se manteve sem seca. Enquanto Mato Grosso do Sul manteve 100% de seu território com seca, os três estados do Sul – Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – ainda não podem ter sua situação comparada com meses anteriores porque estreiam no Mapa do Monitor de agosto, que é o mais recente. 

seca piora na região centro-oeste
Mapa comparativo aponto piora na situação do Centro-Oeste (Fonte: Monitor de Secas)

Em termos de severidade do fenômeno, oito estados tiveram o agravamento da seca entre julho e agosto: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Em outras oito unidades da Federação, o grau de severidade da seca se manteve: Alagoas, Ceará, Distrito Federal (sem seca), Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Ainda não é possível fazer tal comparação para os três estados do Sul. 

Clique aqui para verificar a situação de agosto de 2020 em todos os estados com o Monitor de Secas.

Mês seco

Em termos climatológicos, agosto é um mês seco nas unidades da Federação que compõem o Mapa do Monitor, exceto no litoral leste do Nordeste e em grande parte do Sul. Em muitos desses locais, os valores climatológicos de precipitação são inferiores a 20mm: Piauí, Ceará, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, norte de Mato Grosso do Sul, centro-sul do Maranhão e oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Por outro lado, agosto é o último mês do período chuvoso no litoral leste do Nordeste, na faixa que se estende desde o Rio Grande do Norte até a Bahia, com valores de precipitação mensal acima de 150mm. No Sul a precipitação esperada varia, em média, de 50 a 150mm.

As maiores precipitações registradas em agosto, acima de 200mm, ocorreram no Paraná, em parte do noroeste do Rio Grande do Sul, bem como no extremo sul e em parte do leste do Mato Grosso do Sul. Totais mensais acima de 150mm foram observados em Santa Catarina (exceto no extremo sul e serra catarinense) e em boa parte do litoral leste do Nordeste (desde Pernambuco até a Bahia). Em grande parte dos estados em que agosto é um dos meses mais secos do ano, houve ausência de precipitação ou acumulados inferiores a 2mm.

As chuvas em agosto ficaram em torno da média em uma grande parte dos estados monitorados no Sudeste, Tocantins e Goiás. Precipitações acima da média foram observadas no Paraná, sudoeste e centro-leste de Mato Grosso do Sul e no leste da Bahia. As chuvas abaixo da média foram registradas sobretudo no sul de Santa Catarina, no sudoeste gaúcho e na faixa leste do Rio Grande do Norte até Alagoas. 

Monitoramento contínuo

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor agora abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O processo de expansão continuará até chegar a todas as unidades da Federação. O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração.

 O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. Em Goiás, a Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) é o órgão que atua no Monitor de Secas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 18 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido. 

Em operação desde 2014, o Monitor de Secas iniciou suas atividades pelo Nordeste, historicamente a região mais afetada por esse tipo de fenômeno climático. No fim de 2018, com a metodologia já consolidada e entendendo que todas as regiões do País são afetadas em maior ou menor grau por secas, foi iniciada a expansão da ferramenta para incluir outras regiões.

O Monitor de Secas foi concebido com base o no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica uma seca relativa – as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região – ou a ausência do fenômeno.

95 municípios podem ter segundo turno nas Eleições Municipais de 2020

95 municípios podem ter segundo turno
Municípios com mais de 200 mil habitantes podem ter 2º turno (F: Divulgação)
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 95 municípios com mais de 200 mil habitantes podem ter de promover um segundo turno de votação para escolher prefeitos e vice-prefeitos nas Eleições Municipais de 2020. Este ano, o pleito ocorre nos dias 15 e 29 de novembro, primeiro e segundo turno, respectivamente, por conta da pandemia da Covid-19. 

Segundo a Constituição, o segundo turno para a escolha de prefeito deve ocorrer quando nenhum dos candidatos conseguir, no primeiro turno, mais da metade dos votos válidos. Se isso ocorrer, os dois mais votados no primeiro turno vão à disputa no segundo. 

Eleições 2020: Prazo para envio de candidaturas aos cartórios eleitorais e internet termina neste sábado (26)

TSE: baixo número de candidatos para eleições deste ano

TSE recebe lista com mais de sete mil nomes de gestores públicos que tiveram contas rejeitadas pelo TCU

Entre as capitais, 25 têm mais de 200 mil eleitores. A exceção é Palmas. Neste caso, ganha a eleição quem tiver mais votos. Não há pleito no Distrito Federal. O estado de São Paulo é o que tem o maior número de municípios com mais de 200 mil eleitores. São 28 cidades, ao todo. Em seguida, vem o Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Desde as últimas eleições municipais, em 2016. mais três cidades entraram para o grupo de locais que podem ter segundo turno para prefeito e vice-prefeito: Ribeirão das Neves (MG), Paulista (PE) e Petrolina (PE). 

Fonte: Brasil 61

Pandemia leva a Globo a cancelar entrevistas em estúdio e a propor alteração na composição do debate de primeiro turno

Debates só serão realizados onde houver acordo para a participação dos quatro candidatos mais bem colocados em pesquisa eleitoral

debate na globo
De acordo com comunicado interno divulgado hoje pela direção de Jornalismo da Globo, com as restrições impostas pela pandemia, a Globo decidiu que só fará debates no primeiro turno das eleições municipais onde houver acordo entre os partidos para que apenas os quatro mais bem colocados candidatos na pesquisa eleitoral mais recente (Ibope ou DataFolha) participem dos debates. Pelos mesmos motivos, as entrevistas em estúdio com os candidatos também não serão feitas. 

Abaixo o comunicado com todos os detalhes, no qual a Globo garante uma cobertura das eleições ainda mais extensa que em anos anteriores, com assuntos temáticos, abordando com mais intensidade aqueles de maior interesse do público revelados por pesquisas:   

Comunicado

“Desde o início da Pandemia, a Globo tem se esforçado ao máximo para esclarecer o público sobre como evitar o contágio pelo coronavírus. Como prestam um serviço essencial, seus jornalistas não pararam de trabalhar, mas seguem um rígido protocolo para evitar ao máximo que adoeçam. 

No planejamento para cobrir as eleições municipais, acreditou-se que o país chegaria a outubro com taxas de contágio sob controle, o que, infelizmente, não ocorrerá. Há outro aspecto: o elevado número de candidatos a prefeito em quase todas as cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, para citar apenas três, com dez ou mais candidatos. Isso impõe grandes desafios.

Para se ter uma ideia, com dez candidatos, considerando que cada um possa ser acompanhado de apenas dois assessores (no passado esse número era superior a dez), haveria 30 pessoas ligadas às campanhas no estúdio num debate de primeiro turno. Acrescentando a equipe da Globo minimamente necessária para realizar o evento com qualidade, esse número supera 200 pessoas, incluindo jornalistas, câmeras, produtores, profissionais da sala de controle técnico, tecnologia, comunicação, operações e segurança (num debate normal, com plateia e convidados, é o dobro disso). Não há protocolo sanitário que garanta a saúde aos profissionais da Globo e aos candidatos. 

Além disso, a severidade da legislação eleitoral não permite que a Globo possa exigir que sejam cumpridas as medidas de precaução (realização de certo número de testes necessários anteriores ao debate, afastamento entre as campanhas no estúdio, respeito aos espaços delimitados pelos painéis de acrílico, posicionamento no estúdio, uso de máscara o tempo todo por assessores). Também não permite que o candidato seja impedido de participar do debate ou dele afastado caso não cumpra as medidas. Isso é grave. Recente ato oficial em Brasília mostrou que, mesmo medidas de precaução, como painéis de acrílico separando autoridades, uso de máscaras e presença limitada a um mínimo, não evitaram que um surto fosse atribuído ao evento. 

A alternativa de fazer um debate de forma remota não é possível. Os candidatos precisam ser tratados de forma equânime e ter as mesmas condições, e o público precisa perceber isso. Um candidato pode injustamente ser acusado de estar com ponto eletrônico, de estar recebendo ajuda de assessores, por exemplo. A transmissão pode cair num momento importante do debate, e a Globo ser injustamente acusada de ser a culpada ou, da mesma forma, e também de forma injusta, o candidato ou sua campanha serem acusados de terem provocado a interrupção para fugir de um momento difícil. 

Por tudo isso, a Globo decidiu que só fará debates no primeiro turno onde haja acordo entre os partidos para que apenas os quatro mais bem colocados candidatos na pesquisa eleitoral mais recente (Ibope ou DataFolha) participem dos debates. A Globo vai lutar por esse acordo. O debate de segundo turno permanece com a data prevista.  

Da mesma forma, as entrevistas em estúdio com os candidatos também não serão feitas. A característica dessas entrevistas é terem tempos iguais para todos e mesmo grau de dificuldade. São feitas em muitos dias consecutivos, com os candidatos sentados próximos dos entrevistadores e dos câmeras. E os candidatos comparecem a elas com assessores. É impossível conhecer o nível de exposição de candidatos ao vírus durante uma campanha. Não se pode garantir como interagem com os eleitores nas ruas. 

Os estúdios da Globo são ambientes altamente controlados para evitar contágio de seus profissionais. O risco de submeter suas equipes ao coronavírus por dias seguidos de contatos com candidatos em permanente exposição às ruas é muito alto. Pelas mesmas razões elencadas sobre debates, não é possível realizá-las de maneira remota. 

Essas medidas são válidas para todas as quatro emissoras Globo (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife onde há eleições) e recomendadas a todas as suas afiliadas, que seguem o mesmo protocolo. 

Fora esses pontos, a Globo fará uma cobertura das eleições ainda mais extensa que em anos anteriores, com assuntos temáticos, abordando com mais intensidade aqueles de maior interesse do público revelados por pesquisas, esmiuçará os planos dos candidatos, a viabilidade deles e como pretendem alcançá-los, os pontos polêmicos de cada candidatura, ouvindo diariamente os candidatos sobre os temas abordados, mas de forma segura. E divulgará pesquisas eleitorais do Ibope e/ou DataFolha.

O jornalismo fará o que tem feito ao longo de toda essa pandemia: oferecer informação de qualidade, mas seguindo todos os protocolos sanitários. E precisa dar o exemplo. Não pode cobrar dos outros o que não faz para si”.

Quase 300 organizações da sociedade civil lançam campanha por R$ 600 da renda emergencial até dezembro

auxilio emergencial de 600 reais
Enquanto o brasileiro se assusta com o aumento generalizado dos itens da cesta básica, o governo federal reduz a renda básica emergencial para metade de seu valor original. Em um contexto de pandemia ainda fora de controle, desemprego em alta e indicativos da escalada da fome e da pobreza, quase 300 organizações da sociedade civil, entre elas a CONTAG, estão lançando a campanha #600AtéDezembro. O objetivo é pressionar o Congresso a votar e alterar a MP 1000/20, permitindo a manutenção do valor de R$ 600 mensais do benefício, e de R$ 1200 para mães chefes de família, sem qualquer alteração nos demais programas sociais do governo.

“É uma enorme falácia posicionar essa questão como tirar do pobre para o paupérrimo, escondendo que os ricos também fazem parte dessa equação”, lembra Paola Carvalho, diretora de relações institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, que integra a campanha Renda Básica Que Queremos. “Em todo o mundo a pandemia foi mais um momento de concentração de renda e no Brasil, onde a desigualdade é astronômica, as consequências foram ainda mais perversas, empurrando milhares de brasileiros para a fome e a pobreza. É hora do Congresso Nacional fazer sua parte para reduzir essa injustiça”, completa.

Pelas regras de tramitação, a MP passa a valer no momento de sua publicação, e tem até 120 dias para ser votada. Ou seja, se a medida não for apreciada no Congresso, os 300 reais vão continuar valendo até dezembro. Como no dia 30 de setembro terminam os pagamentos das parcelas desse mês, é precisamos que até lá já tenha sido restabelecido o valor de R$ 600 reais do benefício. Por isso, a campanha está lançando um abaixo-assinado a ser encaminhado aos Congressistas:

https://www.600atedezembro.org.br

Incapacidade do governo

Diante da incapacidade do governo Jair Bolsonaro de controlar a pandemia da Covid-19, a economia brasileira permanece estagnada, com efeitos dramáticos sobre pequenas empresas e a economia informal, dois grandes geradores de atividade produtiva. Nesse contexto, a renda básica emergencial também foi uma alavanca da economia: apenas em julho favoreceu o consumo de 50,7% das famílias do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Naquele mês, 107,11 milhões de pessoas moravam em domicílios com pelo menos uma pessoa recebendo a transferência de renda. Entre os 10% mais pobres, o auxílio chegou a 86,6% dos brasileiros, e no Norte e no Nordeste cerca de 60% dos domicílios o recebem. Sem essa injeção de recursos na economia, a recessão poderia ser ainda pior.

A renda básica emergencial aprovada pelo Congresso em março deste ano é resultado de projeto desenvolvido pela campanha Renda Básica Que Queremos em reação à proposta inicial de apenas R$ 200 reais do governo federal. Encaminhada aos congressistas, ela foi incorporada a projetos em tramitação e permitiram triplicar o valor inicialmente proposto pelo ministro Paulo Guedes.  De março para cá, a campanha Renda Básica Que Queremos tem tido papel de destaque na interlocução com o Congresso Nacional para a manutenção do benefício. 

Abaixo-assinado quer mudar o significado de "patroa" no dicionário

anitta patroa no dicionario
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Uma petição online criada na plataforma Change.org cobra a alteração do significado do termo "patroa" nos dicionários. De acordo com o documento, "a definição de 'patroa' nos dicionários de língua portuguesa, e o resultado da busca no Google quando a palavra é pesquisada, traz um significado pejorativo e machista, que coloca a mulher em submissão (mulher do patrão; dona de casa). Diferente do que aparece como significado para o termo 'patrão'".

O abaixo-assinado está sendo distribuído por e-mail e compartilhado nas mídias sociais e cobra da "editora Melhoramentos, da Oxford University Press e do Google que sejam feitas as devidas correções em fundamentações cabíveis!".

"Patroa é tudo o que está na definição de patrão, só que no feminino", ressalta a petição, que lembra ainda que o alerta foi feito pela cantora Anitta.

Definições

"Abaixo seguem as definições dos dois termos retiradas do dicionário online Michaelis:

pa·tro·a 

sf

1 Mulher do patrão.

2 Mulher que é responsável pela administração da casa; dona de casa.

3 Mulher que dirige certos estabelecimentos ou serviços.

4 COLOQ Vesposa, acepção 2.

5 COLOQ Tratamento respeitoso dirigido a uma senhora por algumas pessoas.

pa·trão

sm

1 Proprietário de empresa, fábrica, oficina, fazenda etc., em relação a seus empregados; empregador: “Ano após ano, mal entrava o mês de novembro, Tibério punha-se a caminho do Rio Grande do Sul, de Antares e das suas terras, onde tornava a ser o estancieiro, o patrão, o homem que manda, desmanda e grita” (EV).

2 Chefe de um escritório, uma repartição, de uma empresa, um estabelecimento comercial, uma fábrica etc., que tem sob sua responsabilidade funcionários, empregados, operários etc.: “Bem me lembro de que, naquela ocasião, dizia o Sodré Viana: ‘– Se me despedirem, e se minha família passar fome, mato o patrão. Mato’” (NR).

3 O dono da casa em relação aos criados; senhor: “Mais um telefonema, e o ruivo vai passar a palavra a um dos gêmeos, que irá direto ao ponto; dirá que se não pintar a grana, o irmão da dondoca leva chumbo no meio dos cornos. O copeiro ficará assustado e sem ação, pois o patrão estará na ponte aérea […]” (CB).

4 Pessoa notável que tem sob sua proteção pessoas, entidades, instituições etc.; patrono, protetor.

5 Tratamento respeitoso que pessoas humildes usam ao se dirigir a determinadas pessoas.

6 REG (AM) Chefe do seringal ou seu dono.

7 NÁUT Aquele que comanda uma embarcação pequena, principalmente barcos de regata."

Você pode assinar a petição aqui.

Municípios goianos não têm protocolo para volta às aulas presenciais

A maioria das secretarias municipais de ensino ainda não elaborou protocolo para retorno das aulas presenciais. A constatação é do Gabinete de Enfrentamento aos Efeitos da Pandemia na Educação Pública (Gaepe-GO), que apurou as principais dificuldades enfrentadas pelo setor educacional nos municípios goianos, por meio de um amplo questionário respondido por 167 gestores da educação municipal e 119 conselhos municipais de Educação, dentre os 246 municípios do Estado.

A pesquisa permitiu conhecer as ações que estão sendo tomadas e deve servir de base para que o Gaepe possa contribuir para a minimização dos impactos negativos decorrentes da pandemia.

A maioria das respostas indica que as videoaulas, as redes sociais e as plataformas on-line são amplamente utilizadas pelas redes municipais de ensino como atividades pedagógicas não presenciais, embora o material impresso não tenha sido abandonado no período. Dentre as dificuldades apresentadas destacaram-se a desatualização dos contatos, internet e equipamentos insuficientes ou indisponíveis, falta de capacitação dos professores nas atividades à distância, não avaliação do aprendizado e falta de plano para diagnosticar a situação após o retorno.

Para garantir a prestação do serviço educacional aos alunos que não possuem acesso às ferramentas de internet ou computador, as escolas municipais, em sua maioria, estão utilizando atividades impressas, apostilas e livros complementares retirados nas unidades escolares, ou entregues nas residências dos estudantes.

Com relação à frequência, avaliação e monitoramento das atividades pedagógicas não presenciais, a maioria faz o registro e promove as avaliações de acordo com a resposta das atividades propostas. Foram criados canais de comunicação entre os órgãos dos sistemas de ensino, escolas e os pais utilizando-se de telefone e/ou WhatsApp tanto das escolas quanto dos professores.

Quanto à alimentação escolar, a maioria das escolas municipais está distribuindo alimentos aos alunos com o responsável retirando diretamente na escola, ou entregando na residência do estudante.

A maioria das secretarias não fez estimativa de gastos extras com pessoal para o retorno às aulas e, em geral, ainda não elaborou protocolo para retorno das aulas presenciais. As secretarias municipais de educação relatam, porém, que pretendem utilizar o modelo híbrido, entre presencial e à distância. Mas é substancial o número de municípios que darão aos pais a opção por uma das modalidades.

O Gaepe é uma articulação interinstitucional que reúne os tribunais de contas do Estado e dos Municípios de Goiás, o Ministério Público, o Judiciário, a Defensoria Pública, gestores da educação, sob coordenação do Instituto Articule e do Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB).

Os questionários sobre as providências tomadas pelas redes de ensino durante a pandemia foram coordenados por Alessandra Gotti e Ismar Cruz, do Instituto Articule, pelo conselheiro Fabrício Motta e pelo auditor Roberto Coutinho, ambos do TCM-GO.  A pesquisa e a análise de dados foram da procuradora-geral do Ministério Público de Contas juto ao TCE-GO, Maísa de Castro Sousa e do auditor Roberto Coutinho (TCM-GO).

Um resumo da pesquisa, contendo gráficos e números obtidos, pode ser acessado no site do TCE-GO, em Ficha Temática produzida pela Diretoria de Comunicação do TCE-GO, com design gráfico de Candice Sebba.

Bolsonaro pagou 6 vezes mais pela cloroquina, aponta TCU

bolsonaro defende a cloroquina
Bolsonaro propagandista da cloroquina (Reprodução)
O discurso de probidade e cuidado com as contas públicas do governo federal parece não encontrar respaldo nas práticas de Jair Bolsonaro. Análise dos gastos recentes do governo durante a pandemia de Covid-19 pelo Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que o governo pagou seis vezes mais do que o normal pelo medicamento cloroquina, adotado por Bolsonaro, sem qualquer comprovação científica, como a cura para a doença.

“Embora o possível aumento do custo dos insumos, do transporte e do dólar possa ter influenciado o aumento do preço, ainda assim adquirir o produto por um valor seis vezes maior numa compra sem licitação, a meu ver, representa um forte indício de eventual superfaturamento, situação que merece ser devidamente apurada pelo controle externo da administração pública”, escreveu o subprocurador-geral do Ministério Público de Contas, Lucas Rocha Furtado, ao pedir análise do TCU da produção da cloroquina pelo Laboratório Químico e Farmacêutico do Exército (LQFEX). As informações são do Congresso em Foco. A apuração no TCU começou em junho.

Suspeitas

Diante das suspeitas, o procurador pediu que o Tribunal “decida pela adoção das medidas necessárias a apurar a ocorrência de possível superfaturamento na compra pelo Comando do Exército de insumo para a fabricação do medicamento cloroquina, bem como avaliar a gestão de risco envolvida na decisão em aumentar a produção do fármaco em 84 vezes nos últimos meses, em comparação ao mesmo período nos anos de 2017 a 2019, averiguando a responsabilidade direta do Presidente da República na orientação e determinação para o incremento dessa produção, sem que haja comprovação médica ou científica de que o medicamento seja útil para o tratamento da Covid-19”.

Atualmente, são quatro os principais processos que questionam as ações do governo: três no Supremo Tribunal Federal e um no Tribunal de Contas da União.

Já no STF, os três processos que tramitam sobre o tema têm relação com a escolha do governo em insistir no uso do remédio mesmo sem comprovações científicas que sustentem esta escolha. 

Goiás é o 12º no ranking de competitividade dos estados

A Região Centro-Oeste ficou na metade superior do Ranking Geral de Competitividade dos Estados 2020. Enquanto Goiás ficou de fora dos dez estados mais competitivos apesar de ter subido uma posição, o Distrito Federal mantém a mesma posição dos últimos dois anos. O Mato Grosso permaneceu na nona colocação. Já o Mato Grosso do Sul recuou.

O Ranking de Competitividades dos Estados é realizado há nove anos pelo CLP (Centro de Liderança Pública), em parceria com a B3, Tendências Consultoria e a Economist Intelligence Unit.

Goiás

O Estado subiu uma posição e ficou na 12ª colocação no Ranking Geral. Goiás teve bom desempenho em alguns indicadores: Infraestrutura (+5 posições), em que se sobressai a melhora no índice Qualidade das Rodovias. Houve alta também no pilar Potencial de Mercado (+5 posições) e em Inovação (+3 posições), com destaque para melhoras significativas em Bolsa de Mestrado e Doutorado e Investimentos Públicos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). Entretanto, houve recuo em alguns pilares: Eficiência da Máquina Pública (-3 posições) e Sustentabilidade Social (-1 posição). Manteve-se na 8ª colocação em Educação.

Confira a evolução dos estados da região Centro-Oeste no Ranking de Competitividade nos últimos três anos:

ranking de competitividade dos estados

Distrito Federal

Em 3º lugar pelo quinto ano consecutivo no Ranking Geral, o Distrito Federal fica atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina entre os estados mais competitivos do Brasil. Subiu da 6ª para 3ª posição no pilar Sustentabilidade Social, com melhoras relativas nos indicadores de Inadequação de Moradia, Famílias Abaixo da Linha da Pobreza, Formalidade do Mercado de Trabalho e Inserção Econômica dos Jovens.

Líder no pilar de Sustentabilidade Ambiental, o Distrito Federal se destaca nos indicadores Serviços Urbanos, Emissões de CO², Destinação do Lixo, Tratamento de Esgoto e Perda de Água. Manteve-se no topo na categoria Capital Humano e na 6ª colocação em Educação. Também registra ótimo desempenho nos pilares Segurança Pública (+3 posições), Inovação (+5 posições). Contudo, o Estado perdeu 13 posições no pilar de Eficiência da Máquina Pública e 7 no de Potencial de Mercado.

Mato Grosso

O Estado manteve-se na 9ª colocação. É o pilar de Solidez Fiscal que merece mais atenção do Mato Grosso, já que ele ocupa a 18ª posição, com alta de 6 posições na comparação com 2019 e melhoras nos índices Taxa de Investimentos, Solvência Fiscal e Resultado Primário. Porém, peca em Sucesso do Planejamento Orçamentário. Destaque também para o pilar Potencial de Mercado com avanço de 4 posições e registro do melhor resultado no indicador de Taxa de Crescimento, impulsionado pelos bons desempenhos da agropecuária e indústria de biocombustíveis.

Mato Grosso apresenta uma das maiores quedas de posição no pilar Segurança Pública, ao cair 5 colocações. Também registrou queda de 11 colocações em Eficiência da Máquina Pública, 6 em Inovação, 3 em Capital Humano, 2 em Infraestrutura e uma posição em Educação. O Estado tem bom desempenho em Sustentabilidade Social (+1 posição).

Mato Grosso do Sul

O Estado teve o segundo melhor desempenho da região Centro-Oeste apesar de ter caído uma posição na comparação com a edição anterior e ter ficado na 6ª colocação.

Está em os estados com os maiores avanços no pilar Capital Humano em que ganhou 7 posições e chegou à 10ª colocação, com destaque para os indicadores PEA com Ensino Superior e Qualificação dos Trabalhadores.

MS caiu 4 colocações em Segurança Pública, Potencial de Mercado e Sustentabilidade Ambiental. Ainda, registrou queda de 3 posições em Educação, Eficiência da Máquina Pública e Solidez Fiscal.

O levantamento será apresentado na íntegra nesta quinta-feira, 17, às 10h, em webinar transmitido pela TV Estadão. O evento vai contar com a participação de oito governadores em quatro painéis temáticos. A mediação dos debates será comandada pela jornalista e apresentadora Vera Magalhães. Assista neste link: http://conteudo.clp.org.br/inscricao-ranking-de-competitividade-dos-estados-2020

Projeto musical em hospitais de GO resgata memórias da infância de pacientes com Covid-19

paciente com covid-19 assiste a live
Paciente do Hutrin assiste a live (F: Divulgação)
A pandemia do coronavírus começa a desacelerar na maior parte do país. Em Goiás, a situação é de estabilidade em relação aos últimos 15 dias. No Estado, segundo a Secretaria Estadual de Saúde foram confirmados 174.409 casos.

Mas a doença continua levando muita gente para os hospitais no interior do Estado e causado preocupação a médicos, doentes e familiares.

Um momento de alívio dessa tensão é o projeto Amor Cantado - Acolhimento Musical, uma iniciativa do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (MD), que já beneficiou centenas de pacientes desde o início da implantação, em agosto, e movimentou uma audiência de mais de 1000 visualizações no canal TV IMED. São mais de 180 minutos de programação.

Assista a uma das lives:

“Adorei a ideia da live. É muito divertido e emocionante, algumas músicas lembraram a minha infância e a minha família, que estou sentindo muita falta. Foi especial ver algo assim”, conta a paciente do HRL Fabiana de Jesus, de 41 anos.

O projeto de musicoterapia tem por objetivo humanizar ainda mais o atendimento oferecido no Hospital de Urgências de Trindade e no Hospital Regional de Luziânia.

“Já enfrentei muita coisa na vida, mas nada chegou perto do que estou passando agora. Ainda bem que temos um hospital como esse. A live é dedicada aos pacientes, mas todos que trabalham aqui merecem muito”, diz Fábio Amorin, de 45 anos, paciente do Hospital Regional de Luziânia.

As lives do projeto Amor Cantado acontecem todas as quartas, às 15h. Os pacientes internados nas enfermarias assistem à transmissão ao vivo por meio dos televisores instalados nas unidades. Os colaboradores e os familiares podem acompanhar a apresentação através de tablets, smartphones, computadores ou smart TV.

Com apoio do PDT e da Rede, PSB lança Elias Vaz para a prefeitura de Goiânia

elias vaz candidato a prefeito
Elias Vaz (de azul) em convenção virtual (Foto: Divulgação)
O deputado federal Elias Vaz (PSB) foi confirmado candidato a prefeito de Goiânia pelo PSB em convenção realizada nesta quarta-feira de forma virtual. O partido fechou aliança com o PDT, que vai indicar o candidato a vice, e a Rede Sustentabilidade, de Maria Ester. “Tenho a convicção de que somos preparados e temos o melhor projeto para Goiânia. Esse grupo vai construir propostas que realmente signifiquem transformação para a nossa capital, com avanços na mobilidade urbana, na Saúde e na Educação e que promovam justiça social”, afirmou Elias Vaz.

O candidato relembrou a atuação como vereador por 18 anos e projetos importantes apresentados durante os mandatos nas áreas da Saúde e da ocupação territorial, entre outros. Também destacou o papel de fiscalização do poder público, de combate à corrupção e o trabalho em comissões especiais de inquérito, como a CEI da Saúde. “Tem candidato aí que conhece muito bem Aparecida de Goiânia, outro é especialista em Senador Canedo. Mas quem conhece Goiânia de verdade sou eu! Conheço a realidade do nosso povo, as necessidades da nossa cidade porque nasci e fui criado aqui e fui vereador por 18 anos”.

Máquina pública

Elias Vaz comentou a interferência da máquina do governo do Estado e da prefeitura na disputa. “Os candidatos se colocam como super favoritos por ter o apoio do governador e do prefeito, mas se esqueceram de combinar com a população. É importante ressaltar que o povo de Goiânia não aceita voto de cabresto. Nenhum governador conseguiu eleger prefeito na capital e nenhum prefeito elegeu sucessor na nossa cidade”.

Ele também falou sobre o trabalho na Câmara Federal, como a emenda apresentada para garantir o pagamento de R$600 de auxílio emergencial até o fim do ano. Medida Provisória do governo reduziu o valor pela metade e já está vigorando, mas precisa passar pelo Congresso. “Quase 500 mil moradores de Goiânia estão recebendo o auxílio. Esse dinheiro é fundamental não só para as famílias, mas para fazer girar a nossa economia”, assinalou.

Privatizações sem autorização do Congresso são crime, define novo projeto

privatizações no congresso
Privatizar estatais sem autorização do Congresso Nacional passa ser ato tipificado como crime, com pena de 10 a 16 anos de reclusão e multa. É o que prevê o Projeto de Lei 4.269/2020, que começou a tramitar na Câmara dos Deputados e também proíbe a aquisição, cessão e alienação de carteiras de bancos federais, sem licitação. Esta é mais uma medida contra a venda do patrimônio público sem passar pelo Legislativo e burlando a própria Constituição, como vem tentando fazer o governo Bolsonaro com a Caixa Econômica Federal e outras estatais.

Proposto pelos deputados Erika Kokay (PT-DF) e Frei Anastacio Ribeiro (PT-PB), o PL acrescenta o artigo 94-A na Lei 13.303/2016 (Lei das Estatais): “Constitui crime contra o patrimônio público realizar atos com o objetivo de desestatizar sem autorização legislativa, parcial ou totalmente, empresa pública ou sociedade de economia mista, inclusive por meio de alienação de ativos transferidos para subsidiárias com este objetivo”. O projeto também inclui alteração, com o mesmo teor, na Lei 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa).

Na avaliação do presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sérgio Takemoto, o PL 4.269 “é de extrema importância” e se soma à mobilização da entidade e de outras representações da sociedade civil contra as tentativas do Executivo de vender o patrimônio dos brasileiros.

Reestatização

“Até mesmo antes do coronavírus e com maior intensidade durante a crise econômica provocada pela pandemia, várias nações voltaram a estatizar empresas, em um claro movimento de proteger o patrimônio, manter a soberania do país e melhorar a qualidade dos serviços públicos. O mundo já enxergou que empresas privadas visam somente o lucro e pouco se importam com a execução de serviços para a sociedade”, destaca. “Mas, no Brasil, este governo não prioriza a população nem os interesses do país. Portanto, projetos de lei como este são fundamentais para conter o desejo desenfreado de Bolsonaro e Guedes [ministro da Economia] de entregar o nosso patrimônio ao mercado”, acrescenta Takemoto.

Levantamento divulgado em março do ano passado pela Transnational Institute mostrou que, desde 2000, mais de 800 serviços foram reestatizados no mundo. Segundo a TNI — centro de estudos em democracia e sustentabilidade sediado na Holanda — as reestatizações aconteceram com destaque em países centrais do capitalismo, como os Estados Unidos e a Alemanha.

O mapeamento — realizado entre 2000 e 2017 — identificou processos do gênero em 55 nações, como Alemanha, França, EUA, Canadá, Colômbia, Argentina, Turquia, Mauritânia, Uzbequistão e Índia. Segundo o TNI, as reestatizações ocorreram porque as empresas privadas priorizavam o lucro e a assistência à população estava cara e ruim. Foram reestatizados serviços públicos essenciais, desde fornecimento de água e energia e coleta de lixo até funerárias e programas habitacionais.

No Brasil, cerca de 70% do crédito habitacional é feito pela Caixa Econômica e 90% dos financiamentos para pessoas de baixa renda estão na Caixa. Além de moradias populares — como as do programa Minha Casa Minha Vida — o banco público também investe nas áreas de saneamento, saúde, infraestrutura, agricultura familiar e nas micro e pequenas empresas.

Gasolina sobe 2,53% na primeira quinzena de setembro e retoma patamar de março

O preço médio da gasolina comum no Brasil subiu 2,53% na primeira quinzena de setembro em comparação com o mês de agosto, segundo levantamento realizado pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas. Nas duas primeiras semanas do mês, o preço médio do combustível no país foi de R$ 4,581 por litro. Em agosto, o valor médio cobrado nos postos do País foi de R$ 4,468. 

Patamar de março

Com a elevação, o preço da gasolina retoma o mesmo patamar de março, no primeiro mês da pandemia, quando o valor médio no País era de R$ 4,598. O aumento reflete a retomada das atividades econômicas no território nacional.

A maior alta de preços na quinzena ocorreu no Distrito Federal (5,27%). Os únicos estados a registrarem redução no valor do combustível no período foram Amapá (-1,56%), Bahia (-0,57%) e Piauí (-1,39%).

Obtidos por meio do registro das transações realizadas de 1º a 14 de setembro com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de 20 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que, entre as capitais, Curitiba (R$ 4,107) e Salvador (R$ 4,186) registraram os valores mais baixos na quinzena.

preço da gasolina

Rio Branco e Rio de Janeiro têm os maiores preços nas capitais 

Conforme o levantamento da ValeCard, Rio Branco (R$ 5,085), Rio de Janeiro (R$ 4,926) e Belém (R$ 4,914) tiveram os preços mais altos entre as capitais do país na primeira quinzena de setembro. Já Curitiba (R$ 4,107) e Salvador (R$ 4,186) registraram os valores mais baixos.

Capital

Setembro – 1ªQ (R$)

Rio Branco

5,085

Rio

4,926

Belém

4,914

Palmas

4,900

Aracaju

4,695

Fortaleza

4,643

Maceió

4,625

Natal

4,619

Brasília

4,601

Porto Velho

4,591

Florianópolis

4,535

Belo horizonte

4,534

São Luís

4,525

Goiânia

4,511

Recife

4,509

Campo Grande

4,475

Porto Alegre

4,469

Teresina

4,434

Cuiabá

4,409

Boa vista

4,403

Manaus

4,328

Vitória

4,326

Macapá

4,319

João Pessoa

4,264

São Paulo

4,237

Salvador

4,186

Curitiba

4,107

Total Geral

4,531

Fonte: ValeCard 

Anúncio oferece vaga para doméstica que "tenha tido Covid"

vaga de emprego para doméstica com covid
Um anúncio curioso foi postado hoje no perfil do Instagram de uma agência de empregos de Goiânia. A vaga é para doméstica que "Tenha tido Covid". A oportunidade é para trabalhar no condomínio Portal do Sol, em Goiânia. O contratante exige experiência comprovada em carteira e contato das referências. O salário é de R$ 1.300 reais para trabalhar de segunda a sexta, das  8 às 17 horas e, aos sábados, das 9 às 15 horas. A exigência de que a profissional tenha tido Covid-19 está destacada em vermelho no anúncio. Contatada, a agência ainda não respondeu sobre o motivo da exigência.

88% dos brasileiros tomariam vacina contra Covid-19 caso estivesse disponível, aponta Ipsos

Cerca de nove em cada dez brasileiros (88%) se vacinariam contra a Covid-19 caso a vacina fosse disponível para a população. É o que mostra a pesquisa “Global Attitudes on a COVID-19 Vaccine”, realizada pela Ipsos com 27 países para o Fórum Econômico Mundial. No ranking do estudo, o Brasil aparece empatado com a Austrália (também com 88%) na segunda posição, atrás apenas da China, onde quase a totalidade (97%) dos entrevistados afirma que tomaria a vacina contra o coronavírus. No terceiro posto, está a Índia, com 87%. A média global é de 74%.

Entre os entrevistados brasileiros que responderam que não se vacinariam, 63% justificam que se preocupam com os efeitos colaterais, 21% não acreditam que a imunização seria eficaz, 10% acham que não estão correndo risco de se contaminar com a doença, 7% são contra vacinas em geral, 2% declaram não ter tempo e 18% alegam outras razões. A questão possibilitava responder múltiplas alternativas.

Além disso, também são os chineses aqueles que mais acreditam que haverá vacina contra Covid-19 disponível até o final de 2020: 87% do total de respondentes do país. Juntam-se à China no pódio dos mais otimistas a Arábia Saudita (75%) e a Índia (74%). Já no Brasil, pouco mais da metade dos ouvidos (51%) acredita que a sociedade terá uma vacina ainda neste ano. Considerando todas as nações, a média é de 41%.

A pesquisa “Global Attitudes on a COVID-19 Vaccine” foi realizada com aproximadamente 20 mil entrevistados, com idade entre 16 a 74 anos, de 27 países. O estudo foi conduzido pela Ipsos para o Fórum Econômico Mundial entre 24 de julho e 07 de agosto de 2020, e a margem de erro para o Brasil é de 3,5 p.p..